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Um ano sem Marielle


Do Diário do Grande ABC

14/03/2019 | 12:50


Noite de 14 de março de 2018. Rio de Janeiro. Os noticiários trazem de forma arrasadora a terrível informação: foi morta a tiros a vereadora Marielle Franco depois de participar de reunião com mulheres negras. O motorista que conduzia o veículo, Anderson Gomes, também perdeu a vida. Mais uma mulher negra assassinada? Mais um trabalhador que não volta para casa? As palavras podem traduzir banalização, no entanto, as duas vidas ceifadas de modo tão bárbaro e brutal trazem em si a representação de como agem aqueles que abatem quem ousa lutar contra a pretensa ordem natural das coisas. Por mais objetivos e focados que estivessem, aqueles que aceitaram a sórdida tarefa de calar a voz de Marielle Franco também serviram ao simbólico, afinal, como deixar livre a voz de ‘cria da favela da Maré’, que gritava aos quatro ventos que oprimidos devem se organizar, lutar? 

Como permitir que mulher negra, periférica, feminista, LGBT e socialista assumisse espaço no dia a dia da luta de mulheres e homens do inóspito ambiente que a cidade do Rio, como tantas outras no Brasil, reserva a pobres e pretos? Como deixar viva esperança de moradora de favela cursar universidade e se tornar socióloga para legitimar nos bancos da academia o que a dura vida na favela ensinava todos os dias, escancarando com todas as cores contradições de sociedade desigual? Finalmente, suspeitos dos assassinatos foram identificados, mas quem mandou matar Marielle? Não vamos deixar essa pergunta cair no vazio. O crime será definitivamente esclarecido somente quando também forem identificados mandantes. Verdadeiros responsáveis ainda não têm rosto, mas não conseguirão esconder para sempre sangue que macula suas mãos.

“As rosas da resistência nascem do asfalto. A gente recebe rosa, mas a gente vai estar com punho cerrado também falando do nosso lugar de vida e de resistência contra mandos e desmandos que afetam nossas vidas”, disse Marielle ao receber flores no plenário da Câmara, enquanto fazia último pronunciamento no Dia Internacional da Mulher. Ela foi morta em pleno exercício de seu primeiro mandato como vereadora pelo Psol na Câmara Municipal do Rio, discutindo política e desafiando estruturas comprometidas com retrocessos. A quem perpetrou a sua morte resta se acostumar com despertar de muitas Marielles, que vivem em incontáveis vozes pelo mundo afora. Marielle Franco presente!

Este é convite para que tomemos as ruas com vozes que ecoam resistência em memória de Marielle Franco após um ano de sua execução. Construído por várias organizações de esquerda, o ato Marielle Vive: Mulheres Resistem será realizado dia 16, a partir das 14h, na Praça da Matriz, em São Bernardo.

Neusa Raineri é presidente do Psol de São Caetano e integrante da comissão organizadora do ato ‘Marielle Vive: Mulheres Resistem’. 


Palavra do leitor

Prioridades 

 A população do Brasil vive com medo: da violência, do desemprego, da falta de saúde, educação, habitação, das chuvas, enfim, no sufoco sempre. No Brasil falta quase tudo, e o que pode dar certo os políticos fazem de tudo para que seja o contrário. Com esse cenário e o presidente da República – eleito para conduzir a Nação ao caminho da recuperação –, muito preocupado com o País, pede a troca dos carros oficiais (Política, dia 12). Como assim? Essa é a preocupação desse espírito do mal? Sujeito sem noção! Esquece-se que tem um País para governar? Foi eleito para isso? A iniciativa vai beneficiar até Fernando Collor, passando por Lula e Dilma, a quem tanto criticou e critica. Será que esse homem tem todas as faculdades mentais? Eleitor de Bolsonaro, você é o culpado. 

Paulo César T. Ruas

 São Bernardo

Enchentes 

 Em São Bernardo há anos está sendo construído tal de ‘Piscinão do Paço’, que já era para ter sido inaugurado há muito tempo, e mesmo o prefeito sabendo de tudo que acontece anualmente na cidade nesta época de chuva, pois o mesmo é de São Bernardo, diz que a inauguração será em agosto, sem precisar data, afinal, é o mês de aniversário da cidade e quer ter algum motivo para comemorar, que ao meu ver não faz sentido algum. Seria muito mais prudente e correto ter feito força-tarefa para finalizar essa obra antes mesmo dessas chuvas! Mais uma vez os interesses políticos assumem protagonismo, deixando de lado os interesses da sociedade, do povo!

Thiago Scarabelli Sangregorio

São Bernardo

Regimes 

 Trinta anos. Esse é o tempo que passou desde que o MTST acampou no Bruno Daniel, no Pedro Del’Antonia, em Santo André. Casa, comida, roupa lavada, café na cama, tudo ‘patrocinado’ pelo andreense. Esse também é o tempo que o movimento invade propriedades, destrói lavouras, queima galpões, tratores, máquinas agrícolas e mata o gado. Sessenta anos: esse é o tempo que dura a ditadura em Cuba, e que não dá sinais de que vai terminar. Noventa anos: esse é o tamanho do atraso em que jogaram a Venezuela como o regime chavista-bolivariano-madurenho. O venezuelano tem a tríplice coroa da morte: se não morre de fome, morre de doença. E se escapar, não tem como fugir da milícia bolivariana. Isso tudo é democracia? Pode-se elogiar esses regimes. Só não pode fingir que não está acontecendo nada.

Paride Pellicciotta

 Santo André

FMABC 

 Sou aluna da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André. Relato que, frente aos últimos acontecimentos e à falta de resposta da diretoria, os alunos se uniram e fizeram carta à direção, pois estamos sem aula por causa da chuva do dia 10 e sem previsão de volta. Os estudantes estão correndo risco, tanto na água contaminada quanto em matérias do centro cirúrgico, que estão espalhadas pelo campus, na tentativa de ajudar na limpeza. Pedimos apoio. 

Carolina Fargion

 Santo André

Abandono

 Santo André é cidade à deriva. Ruas esburacadas, sujeira, mato em vielas e corredores, falta d’água, e por aí vai. Temos muitos problemas com energia elétrica. Sabem por quê? Porque a Prefeitura não toma providências quanto à poda das árvores, que se emaranham nos fios. Os coitados da Rua Pindorama escrevem sempre nesta coluna deste Diário e nunca são atendidos. Nosso prefeito é omisso e sem atitude e o resultado todo mundo está vendo. No Parque Erasmo Assunção, vemos ratos enormes e nenhuma ação de contenção é tomada. Isso é absurdo! Ninguém faz nada. Nos últimos anos tivemos três prefeitos de partidos diferentes. Todos péssimos administradores.

Carlos Alberto Oliveira

Santo André



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Um ano sem Marielle

Do Diário do Grande ABC

14/03/2019 | 12:50


Noite de 14 de março de 2018. Rio de Janeiro. Os noticiários trazem de forma arrasadora a terrível informação: foi morta a tiros a vereadora Marielle Franco depois de participar de reunião com mulheres negras. O motorista que conduzia o veículo, Anderson Gomes, também perdeu a vida. Mais uma mulher negra assassinada? Mais um trabalhador que não volta para casa? As palavras podem traduzir banalização, no entanto, as duas vidas ceifadas de modo tão bárbaro e brutal trazem em si a representação de como agem aqueles que abatem quem ousa lutar contra a pretensa ordem natural das coisas. Por mais objetivos e focados que estivessem, aqueles que aceitaram a sórdida tarefa de calar a voz de Marielle Franco também serviram ao simbólico, afinal, como deixar livre a voz de ‘cria da favela da Maré’, que gritava aos quatro ventos que oprimidos devem se organizar, lutar? 

Como permitir que mulher negra, periférica, feminista, LGBT e socialista assumisse espaço no dia a dia da luta de mulheres e homens do inóspito ambiente que a cidade do Rio, como tantas outras no Brasil, reserva a pobres e pretos? Como deixar viva esperança de moradora de favela cursar universidade e se tornar socióloga para legitimar nos bancos da academia o que a dura vida na favela ensinava todos os dias, escancarando com todas as cores contradições de sociedade desigual? Finalmente, suspeitos dos assassinatos foram identificados, mas quem mandou matar Marielle? Não vamos deixar essa pergunta cair no vazio. O crime será definitivamente esclarecido somente quando também forem identificados mandantes. Verdadeiros responsáveis ainda não têm rosto, mas não conseguirão esconder para sempre sangue que macula suas mãos.

“As rosas da resistência nascem do asfalto. A gente recebe rosa, mas a gente vai estar com punho cerrado também falando do nosso lugar de vida e de resistência contra mandos e desmandos que afetam nossas vidas”, disse Marielle ao receber flores no plenário da Câmara, enquanto fazia último pronunciamento no Dia Internacional da Mulher. Ela foi morta em pleno exercício de seu primeiro mandato como vereadora pelo Psol na Câmara Municipal do Rio, discutindo política e desafiando estruturas comprometidas com retrocessos. A quem perpetrou a sua morte resta se acostumar com despertar de muitas Marielles, que vivem em incontáveis vozes pelo mundo afora. Marielle Franco presente!

Este é convite para que tomemos as ruas com vozes que ecoam resistência em memória de Marielle Franco após um ano de sua execução. Construído por várias organizações de esquerda, o ato Marielle Vive: Mulheres Resistem será realizado dia 16, a partir das 14h, na Praça da Matriz, em São Bernardo.

Neusa Raineri é presidente do Psol de São Caetano e integrante da comissão organizadora do ato ‘Marielle Vive: Mulheres Resistem’. 


Palavra do leitor

Prioridades 

 A população do Brasil vive com medo: da violência, do desemprego, da falta de saúde, educação, habitação, das chuvas, enfim, no sufoco sempre. No Brasil falta quase tudo, e o que pode dar certo os políticos fazem de tudo para que seja o contrário. Com esse cenário e o presidente da República – eleito para conduzir a Nação ao caminho da recuperação –, muito preocupado com o País, pede a troca dos carros oficiais (Política, dia 12). Como assim? Essa é a preocupação desse espírito do mal? Sujeito sem noção! Esquece-se que tem um País para governar? Foi eleito para isso? A iniciativa vai beneficiar até Fernando Collor, passando por Lula e Dilma, a quem tanto criticou e critica. Será que esse homem tem todas as faculdades mentais? Eleitor de Bolsonaro, você é o culpado. 

Paulo César T. Ruas

 São Bernardo

Enchentes 

 Em São Bernardo há anos está sendo construído tal de ‘Piscinão do Paço’, que já era para ter sido inaugurado há muito tempo, e mesmo o prefeito sabendo de tudo que acontece anualmente na cidade nesta época de chuva, pois o mesmo é de São Bernardo, diz que a inauguração será em agosto, sem precisar data, afinal, é o mês de aniversário da cidade e quer ter algum motivo para comemorar, que ao meu ver não faz sentido algum. Seria muito mais prudente e correto ter feito força-tarefa para finalizar essa obra antes mesmo dessas chuvas! Mais uma vez os interesses políticos assumem protagonismo, deixando de lado os interesses da sociedade, do povo!

Thiago Scarabelli Sangregorio

São Bernardo

Regimes 

 Trinta anos. Esse é o tempo que passou desde que o MTST acampou no Bruno Daniel, no Pedro Del’Antonia, em Santo André. Casa, comida, roupa lavada, café na cama, tudo ‘patrocinado’ pelo andreense. Esse também é o tempo que o movimento invade propriedades, destrói lavouras, queima galpões, tratores, máquinas agrícolas e mata o gado. Sessenta anos: esse é o tempo que dura a ditadura em Cuba, e que não dá sinais de que vai terminar. Noventa anos: esse é o tamanho do atraso em que jogaram a Venezuela como o regime chavista-bolivariano-madurenho. O venezuelano tem a tríplice coroa da morte: se não morre de fome, morre de doença. E se escapar, não tem como fugir da milícia bolivariana. Isso tudo é democracia? Pode-se elogiar esses regimes. Só não pode fingir que não está acontecendo nada.

Paride Pellicciotta

 Santo André

FMABC 

 Sou aluna da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André. Relato que, frente aos últimos acontecimentos e à falta de resposta da diretoria, os alunos se uniram e fizeram carta à direção, pois estamos sem aula por causa da chuva do dia 10 e sem previsão de volta. Os estudantes estão correndo risco, tanto na água contaminada quanto em matérias do centro cirúrgico, que estão espalhadas pelo campus, na tentativa de ajudar na limpeza. Pedimos apoio. 

Carolina Fargion

 Santo André

Abandono

 Santo André é cidade à deriva. Ruas esburacadas, sujeira, mato em vielas e corredores, falta d’água, e por aí vai. Temos muitos problemas com energia elétrica. Sabem por quê? Porque a Prefeitura não toma providências quanto à poda das árvores, que se emaranham nos fios. Os coitados da Rua Pindorama escrevem sempre nesta coluna deste Diário e nunca são atendidos. Nosso prefeito é omisso e sem atitude e o resultado todo mundo está vendo. No Parque Erasmo Assunção, vemos ratos enormes e nenhuma ação de contenção é tomada. Isso é absurdo! Ninguém faz nada. Nos últimos anos tivemos três prefeitos de partidos diferentes. Todos péssimos administradores.

Carlos Alberto Oliveira

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