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Ford fecha unidade e desembolsa indenização de 20 milhões de euros

Fábrica mantinha 850 trabalhadores e produzia caixas de câmbio


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

14/03/2019 | 00:20


A Ford Motors do Brasil, que em 19 de fevereiro anunciou o fechamento da planta de São Bernardo, onde mantém 2.800 funcionários diretos, também pretende encerrar as atividades de unidade fabril em Blanquefort, na França. O local, que produz caixas de câmbio, emprega 850 trabalhadores, e o encerramento das operações vai render à montadora o desembolso de 20 milhões de euros para o governo e média de 190 mil euros para cada operário.

O montante destinado ao poder público deve ser investido na unidade para a reindustrialização do local, com intuito de receber nova empresa. Há pelo menos dez anos a montadora norte-americana fala sobre o projeto de fechar a unidade de Blanquefort.

Na época, a tentativa de revenda da planta pela empresa não foi para frente. A comercialização da unidade também foi alvo de esforço da empresa, anteriormente, para a fábrica de São Bernardo. Atualmente, a procura por um novo comprador é o caminho que o governo do Estado segue para manter os empregos e a atividade industrial na região. Três empresas, sendo uma delas a brasileira Caoa, estariam interessadas na aquisição.

Mesmo com as semelhanças com a situação enfrentada no Brasil, o coordenador de MBA em gestão estratégica de empresas da cadeia automotiva da FGV (Fundação Getulio Vargas), Antonio Jorge Martins, acredita que apesar dos incentivos fiscais que a empresa teve nos últimos anos, sendo R$ 7 bilhões só no Nordeste, esse pagamento dificilmente seria feito. “Quando se concede o incentivo, há a expectativa de ter um certo retorno e, se isso não acontece, há margem para essa situação. Cada caso é um caso. No Brasil, a Ford deu o retorno, principalmente na fabricação de novos produtos, o que gera arrecadação de impostos para cada Estado. Até mesmo se analisarmos somente seu desempenho na região, não tem o que devolver. O que deve ter acontecido na unidade francesa é uma negociação específica”, afirmou.

Desde 2011, o governo da França investiu mais de 10 milhões de euros em incentivos para a Ford não fechar as portas. Desta vez, as negociações entre a montadora e o Estado francês se estenderam por dois meses e geraram esse acordo, celebrado pelo Ministério da Economia local, principalmente pela contrapartida em resposta à ajuda do governo.

Questionado sobre a situação, o SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) afirmou que, neste momento, tem como foco a preservação dos empregos na fábrica da região. Hoje, o sindicato organiza assembleia para definir próximos passos da mobilização dos trabalhadores, paralisados desde 19 de fevereiro. Na parte da tarde, a entidade se reúne com o MPT (Ministério Público do Trabalho), a Prefeitura e a montadora. Procurada, a Ford afirmou que não iria se posicionar. (com agências)
 



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