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Moradores contabilizam estragos em S.Bernardo

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No Jardim Orlandina, onde enchente durou 48 horas, limpeza só será concluída amanhã


Flávia Fernandes
especial para o Diário

14/03/2019 | 07:00


Os moradores do Jardim Orlandina, em São Bernardo, ainda se recuperam dos desastres da enchente ocasionada pelo transbordamento da Estação Elevatória da Vila Helena entre a noite de domingo e madrugada de segunda-feira. Os entulhos e móveis destruídos foram levados ontem pelo serviço de limpeza da Prefeitura. A água da enchente só foi escoada por completo na noite de terça-feira, após 48 horas do temporal, e muitos munícipes ainda estavam em processo de limpeza e organização das casas, avaliando o que ainda poderia ser recuperado.

A cabeleireira Leonor Andrade, 63 anos, moradora da Rua Dr. Gabriel Nicolau, mora com as três filhas e o marido, Luiz Carlos Seppelfeldi, 63, que é dependente de andador para se locomover. A família passou a madrugada de domingo para segunda na parte dos fundos da casa e só conseguiu ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros na manhã da segunda-feira, por volta de 10h.

As filhas de Leonor foram retiradas pelo telhado, mas ela e o marido não conseguiram ir para a parte de cima e precisaram ser levados por bote. A mulher conta que, quando o resgate chegou, teve de ir até o portão da casa para que os bombeiros conseguissem entrar. “Fui me segurando para não cair. Mas a água batia aqui.”, conta a idosa, apontando para a região do tórax. “Caminhava dizendo para mim mesma: ‘calma, você vai conseguir’.”

Leonor não tem ideia de quando vai conseguir se recuperar das perdas, entre elas sofá, guarda-roupa, cômoda e cama. Ela e a família estão dormindo na casa de parentes e têm contado com ajuda externa para se alimentar. A vizinhança já disponibilizou colchões para a idosa, mas Leonor diz que o marido necessita de cuidados especiais. “Ele precisa da cama, só o colchão não adianta.”

Outro munícipe que ainda tenta calcular os prejuízos é o comerciante Valdir Noveli, 60, morador da Rua Abraão Saloti. Ele, a esposa e a sogra moram há 14 anos no local e relatam que nunca presenciaram enchente tão intensa. Na terça-feira, ele e a família, jogaram cama, colchões, armário da cozinha e outros móveis no lixo. Ontem, limpavam a casa e analisavam o que ainda poderia ser recuperado. “Estamos lavando e tentando limpar o que achamos que ainda pode ter utilidade. Mas o cheiro é muito forte, não sabemos se vai sair”, relata.

Conforme a Prefeitura de São Bernardo, 320 famílias se cadastraram para receber isenção do valor excedente da média de consumo de água fornecida pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e 42 famílias foram inseridas no programa de bolsa-aluguel.

A expectativa da administração é finalizar a limpeza da Vila Vivaldi e entorno até amanhã. No total, foram recolhidos 384 toneladas de resíduos.



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Moradores contabilizam estragos em S.Bernardo

No Jardim Orlandina, onde enchente durou 48 horas, limpeza só será concluída amanhã

Flávia Fernandes
especial para o Diário

14/03/2019 | 07:00


Os moradores do Jardim Orlandina, em São Bernardo, ainda se recuperam dos desastres da enchente ocasionada pelo transbordamento da Estação Elevatória da Vila Helena entre a noite de domingo e madrugada de segunda-feira. Os entulhos e móveis destruídos foram levados ontem pelo serviço de limpeza da Prefeitura. A água da enchente só foi escoada por completo na noite de terça-feira, após 48 horas do temporal, e muitos munícipes ainda estavam em processo de limpeza e organização das casas, avaliando o que ainda poderia ser recuperado.

A cabeleireira Leonor Andrade, 63 anos, moradora da Rua Dr. Gabriel Nicolau, mora com as três filhas e o marido, Luiz Carlos Seppelfeldi, 63, que é dependente de andador para se locomover. A família passou a madrugada de domingo para segunda na parte dos fundos da casa e só conseguiu ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros na manhã da segunda-feira, por volta de 10h.

As filhas de Leonor foram retiradas pelo telhado, mas ela e o marido não conseguiram ir para a parte de cima e precisaram ser levados por bote. A mulher conta que, quando o resgate chegou, teve de ir até o portão da casa para que os bombeiros conseguissem entrar. “Fui me segurando para não cair. Mas a água batia aqui.”, conta a idosa, apontando para a região do tórax. “Caminhava dizendo para mim mesma: ‘calma, você vai conseguir’.”

Leonor não tem ideia de quando vai conseguir se recuperar das perdas, entre elas sofá, guarda-roupa, cômoda e cama. Ela e a família estão dormindo na casa de parentes e têm contado com ajuda externa para se alimentar. A vizinhança já disponibilizou colchões para a idosa, mas Leonor diz que o marido necessita de cuidados especiais. “Ele precisa da cama, só o colchão não adianta.”

Outro munícipe que ainda tenta calcular os prejuízos é o comerciante Valdir Noveli, 60, morador da Rua Abraão Saloti. Ele, a esposa e a sogra moram há 14 anos no local e relatam que nunca presenciaram enchente tão intensa. Na terça-feira, ele e a família, jogaram cama, colchões, armário da cozinha e outros móveis no lixo. Ontem, limpavam a casa e analisavam o que ainda poderia ser recuperado. “Estamos lavando e tentando limpar o que achamos que ainda pode ter utilidade. Mas o cheiro é muito forte, não sabemos se vai sair”, relata.

Conforme a Prefeitura de São Bernardo, 320 famílias se cadastraram para receber isenção do valor excedente da média de consumo de água fornecida pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e 42 famílias foram inseridas no programa de bolsa-aluguel.

A expectativa da administração é finalizar a limpeza da Vila Vivaldi e entorno até amanhã. No total, foram recolhidos 384 toneladas de resíduos.

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