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Vizinhos acolhem estudantes após durante disparos

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marcela Munhoz
Do Dgabc.com.br

13/03/2019 | 15:56


 Moradores das ruas próximas a EE Raul Brasil, em Suzano, também foram surpreendidos com o tiroteio pela manhã.

Na Rua José Garcia de Souza, Juliana Romera, 40 anos, que também é ex-aluna da escola estadual, acolheu sete alunos. "Nós pensamos que era bombinha, brincadeira. Vimos policiais entrando pelo portão menor. A ação demorou pouco tempo. Cerca de dois minutos depois os policiais saíram e disseram que os atiradores tinham se matado, que não havia mais risco."

Mayara Diaciunas, 22, acordou com o barulho e com os gritos dos alunos. "Colocamos cinco alunos para dentro. Eles se acalmaram e ligaram para os pais. Depois mais duas meninas conseguiram sair e disseram que tinham dois atiradores". Mayara nunca imaginou que algo do tipo poderia acontecer. "Esse tipo de tragédia nunca passa pela nossa cabeça."

Evandro Henrique de Oliveira Costa, 26, também não associou rapidamente o barulho com tiros. "Como era intervalo sempre tem bagunça". A cunhada dele, Marina Vilela, 16, é aluna do colégio e amiga de um dos mortos, Caio Oliveira, 16. "Ontem eles foram tomar sorvete e eu o cumprimentei aqui na rua. Quando a gente podia imaginar que isso aconteceria?"

Motorista de transporte escolar há 40 anos, Conceição Lima, 64 anos, que fazia o transporte nas escolas perto da EE Raul Brasil, onde estudou quando era adolescente, disse que os pais pediram para ela fosse buscar os filhos nos outros colégios da área. As escolas liberaram os estudantes cedo. "Nem consigo imaginar como estão as cabeças dos pais nesse momento. A gente não quer que aconteça algo do tipo, mas não temos controle de nada na vida", diz a motorista, que estudou em outra escola com Jorge Antônio Moraes, dono da locadora de automóveis assassinado mais cedo.



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Vizinhos acolhem estudantes após durante disparos

Marcela Munhoz
Do Dgabc.com.br

13/03/2019 | 15:56


 Moradores das ruas próximas a EE Raul Brasil, em Suzano, também foram surpreendidos com o tiroteio pela manhã.

Na Rua José Garcia de Souza, Juliana Romera, 40 anos, que também é ex-aluna da escola estadual, acolheu sete alunos. "Nós pensamos que era bombinha, brincadeira. Vimos policiais entrando pelo portão menor. A ação demorou pouco tempo. Cerca de dois minutos depois os policiais saíram e disseram que os atiradores tinham se matado, que não havia mais risco."

Mayara Diaciunas, 22, acordou com o barulho e com os gritos dos alunos. "Colocamos cinco alunos para dentro. Eles se acalmaram e ligaram para os pais. Depois mais duas meninas conseguiram sair e disseram que tinham dois atiradores". Mayara nunca imaginou que algo do tipo poderia acontecer. "Esse tipo de tragédia nunca passa pela nossa cabeça."

Evandro Henrique de Oliveira Costa, 26, também não associou rapidamente o barulho com tiros. "Como era intervalo sempre tem bagunça". A cunhada dele, Marina Vilela, 16, é aluna do colégio e amiga de um dos mortos, Caio Oliveira, 16. "Ontem eles foram tomar sorvete e eu o cumprimentei aqui na rua. Quando a gente podia imaginar que isso aconteceria?"

Motorista de transporte escolar há 40 anos, Conceição Lima, 64 anos, que fazia o transporte nas escolas perto da EE Raul Brasil, onde estudou quando era adolescente, disse que os pais pediram para ela fosse buscar os filhos nos outros colégios da área. As escolas liberaram os estudantes cedo. "Nem consigo imaginar como estão as cabeças dos pais nesse momento. A gente não quer que aconteça algo do tipo, mas não temos controle de nada na vida", diz a motorista, que estudou em outra escola com Jorge Antônio Moraes, dono da locadora de automóveis assassinado mais cedo.

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