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Moradores do bairro Capuava enfrentam terceira enchente em três anos

Aline Melo/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

11/03/2019 | 15:13


Camas, colchões, sofás, cobertores, brinquedos. A rua George William Hauck, no bairro Capuava, em Mauá, acumula pilhas dos objetos pessoais dos moradores, atingidos pela terceira enchente desde 2016. Na noite de domingo e madrugada de hoje, a água subiu mais de um metro.

"A gente queria só um pouco de dignidade. Vamos ter que sair do que é nosso porque a prefeitura não dá condições dignas para as pessoas morarem", desabafou a dona de casa Sandra Rossi, 45 anos. Morando no mesmo local há 30 anos, a munícipe relatou que sempre que chove mais forte a situação se repete. "Já perdi as contas de quantas vezes perdi tudo", declarou.

A família tentava lavar colchões e móveis, na esperança de que algo possa ser reaproveitado. "Estou lavando com a água da piscina (inflável), porque nem desconto na conta a gente tem, mesmo quando isso acontece", completou.

A agente comunitária Maria Elza de Bortoli, 53, também tentavam lavar o jogo de sofá, cuja última parcela foi paga há menos de um mês. "Ainda ontem contava para a minha irmã que finalmente estava deixando minha casa arrumada depois da última enchente", lamentou.

A moradora contou que era perto de 22 horas quando a água começou a subir e entrar em casa. "A gente sabe que choveu muito, mas será que limparam o piscinão? E os bueiros, estão limpos? Eu acho que não, porque com qualquer chuva já fica tudo cheio", ponderou. Maria Elza lamentava a perda de fotos e livros. "Tem coisas que a gente não recupera mais."

No número 129, das três famílias que moram no quintal, duas perderam tudo. "Aqui é assim, choveu, encheu. Só que dessa vez parece que foi mais rápido", afirmou a auxiliar de produção Lucineide do Carmo Menezes, 43. "Perdi tudo de novo. Guarda-roupas, geladeira, fogão", lamentou.

O inspetor de qualidade aposentado de qualidade Orlando Lacerda, 69, perdeu os móveis da sala. "Deu tempo de levar algumas coisas para cima e tirar o carro da garagem. Em 2017, perdi um automóvel embaixo da água", lembrou. "Mas na cozinha, o prejuízo foi grande. Armário embutido, fogão, geladeira. Tudo estragado", concluiu.

Equipe da Secretaria de Assistência Social cadastrava as famílias em uma igreja evangélica na rua, que não chegou a ser atingida. Também estava sendo distribuída sopa. "Estamos levantando as necessidades dos moradores. Talvez tenhamos cestas básicas e colchões, mas ainda estamos verificando", afirmou o secretário-adjunto de Assistência Social, João Fávaro.



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Moradores do bairro Capuava enfrentam terceira enchente em três anos

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

11/03/2019 | 15:13


Camas, colchões, sofás, cobertores, brinquedos. A rua George William Hauck, no bairro Capuava, em Mauá, acumula pilhas dos objetos pessoais dos moradores, atingidos pela terceira enchente desde 2016. Na noite de domingo e madrugada de hoje, a água subiu mais de um metro.

"A gente queria só um pouco de dignidade. Vamos ter que sair do que é nosso porque a prefeitura não dá condições dignas para as pessoas morarem", desabafou a dona de casa Sandra Rossi, 45 anos. Morando no mesmo local há 30 anos, a munícipe relatou que sempre que chove mais forte a situação se repete. "Já perdi as contas de quantas vezes perdi tudo", declarou.

A família tentava lavar colchões e móveis, na esperança de que algo possa ser reaproveitado. "Estou lavando com a água da piscina (inflável), porque nem desconto na conta a gente tem, mesmo quando isso acontece", completou.

A agente comunitária Maria Elza de Bortoli, 53, também tentavam lavar o jogo de sofá, cuja última parcela foi paga há menos de um mês. "Ainda ontem contava para a minha irmã que finalmente estava deixando minha casa arrumada depois da última enchente", lamentou.

A moradora contou que era perto de 22 horas quando a água começou a subir e entrar em casa. "A gente sabe que choveu muito, mas será que limparam o piscinão? E os bueiros, estão limpos? Eu acho que não, porque com qualquer chuva já fica tudo cheio", ponderou. Maria Elza lamentava a perda de fotos e livros. "Tem coisas que a gente não recupera mais."

No número 129, das três famílias que moram no quintal, duas perderam tudo. "Aqui é assim, choveu, encheu. Só que dessa vez parece que foi mais rápido", afirmou a auxiliar de produção Lucineide do Carmo Menezes, 43. "Perdi tudo de novo. Guarda-roupas, geladeira, fogão", lamentou.

O inspetor de qualidade aposentado de qualidade Orlando Lacerda, 69, perdeu os móveis da sala. "Deu tempo de levar algumas coisas para cima e tirar o carro da garagem. Em 2017, perdi um automóvel embaixo da água", lembrou. "Mas na cozinha, o prejuízo foi grande. Armário embutido, fogão, geladeira. Tudo estragado", concluiu.

Equipe da Secretaria de Assistência Social cadastrava as famílias em uma igreja evangélica na rua, que não chegou a ser atingida. Também estava sendo distribuída sopa. "Estamos levantando as necessidades dos moradores. Talvez tenhamos cestas básicas e colchões, mas ainda estamos verificando", afirmou o secretário-adjunto de Assistência Social, João Fávaro.

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