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Igreja Católica critica ações políticas que dividem o País

Celso Luiz Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diocese de Sto.André faz alerta a agentes do poder público sobre necessidade de governar para todos


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

07/03/2019 | 07:00


Apesar da tentativa de desvincular a Campanha da Fraternidade deste ano de “discussões partidárias”, representantes da Diocese de Santo André destacam que cabe à Igreja Católica a missão de mediar conflitos gerados pela divisão entre governantes num momento considerado “conturbado” da política nacional. Lançada ontem, Quarta-Feira de Cinzas, início da quaresma – período até a Páscoa, 21 de abril –, a campanha leva o tema Fraternidade e Políticas Públicas.

Em celebração realizada na noite de ontem na Catedral do Carmo, Centro de Santo André, vigário episcopal para pastoral e pároco, Joel Nery considerou que a Igreja pode ter “voz profética no meio de situações conflituosas que diferentes políticas podem gerar”.

O padre ressaltou ainda que fiéis precisam assumir a responsabilidade de acompanhar e monitorar as ações de políticos. “É preciso despertar no cristão católico a necessidade de conhecer as políticas públicas para que elas de fato sejam exercidas para o bem comum.”

Assessor diocesano da Campanha da Fraternidade, frei Geraldo dos Santos lembrou que é importante exigir dos agentes públicos “ética” na formulação e concretização das políticas. “O desafio é trazer a população para este diálogo e construção de ações nos âmbitos nacional, estadual e municipal.”

Em discurso complementar ao dos representantes da Diocese de Santo André, ontem, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu que Estado e sociedade devem “atuar juntos na elaboração e na implantação de políticas que assegurem dignidade para todos, bem como no combate rigoroso a práticas criminosas que impedem a correta aplicação dos recursos arrecadados com o dinheiro dos impostos”. A afirmação foi feita durante evento que marcou o lançamento da Campanha da Fraternidade pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Brasília.

Na abertura do evento, o bispo auxiliar e secretário-geral dom Leonardo Steiner leu a mensagem enviada pelo papa Francisco para a campanha no Brasil. “Todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição.”

Embora tivesse confirmado anteriormente sua presença no evento de ontem, o bispo da Diocese de Santo André, dom Pedro Carlos Cipollini, se ausentou da cerimônia devido agenda no Exterior. Conforme a assessoria da Diocese, ele está em viagem no Vaticano, na Itália.

 

Após o lançamento da campanha, fiéis da região destacaram a importância da Igreja diante do cenário político do País. “Acredito que precisamos, como católicos, assumir esse papel de pensar no bem de todos e exigir isso dos governantes”, disse o vendedor Elson Bernardes, 56 anos,

Para a doméstica Lucinalva Agostinelli, 51, a campanha e o período de quaresma servirão como fase de reflexão. “Precisamos nos lembrar dos ensinamos da Igreja e fazer uma autocrítica do que devemos melhorar.” 



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Igreja Católica critica ações políticas que dividem o País

Diocese de Sto.André faz alerta a agentes do poder público sobre necessidade de governar para todos

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

07/03/2019 | 07:00


Apesar da tentativa de desvincular a Campanha da Fraternidade deste ano de “discussões partidárias”, representantes da Diocese de Santo André destacam que cabe à Igreja Católica a missão de mediar conflitos gerados pela divisão entre governantes num momento considerado “conturbado” da política nacional. Lançada ontem, Quarta-Feira de Cinzas, início da quaresma – período até a Páscoa, 21 de abril –, a campanha leva o tema Fraternidade e Políticas Públicas.

Em celebração realizada na noite de ontem na Catedral do Carmo, Centro de Santo André, vigário episcopal para pastoral e pároco, Joel Nery considerou que a Igreja pode ter “voz profética no meio de situações conflituosas que diferentes políticas podem gerar”.

O padre ressaltou ainda que fiéis precisam assumir a responsabilidade de acompanhar e monitorar as ações de políticos. “É preciso despertar no cristão católico a necessidade de conhecer as políticas públicas para que elas de fato sejam exercidas para o bem comum.”

Assessor diocesano da Campanha da Fraternidade, frei Geraldo dos Santos lembrou que é importante exigir dos agentes públicos “ética” na formulação e concretização das políticas. “O desafio é trazer a população para este diálogo e construção de ações nos âmbitos nacional, estadual e municipal.”

Em discurso complementar ao dos representantes da Diocese de Santo André, ontem, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu que Estado e sociedade devem “atuar juntos na elaboração e na implantação de políticas que assegurem dignidade para todos, bem como no combate rigoroso a práticas criminosas que impedem a correta aplicação dos recursos arrecadados com o dinheiro dos impostos”. A afirmação foi feita durante evento que marcou o lançamento da Campanha da Fraternidade pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Brasília.

Na abertura do evento, o bispo auxiliar e secretário-geral dom Leonardo Steiner leu a mensagem enviada pelo papa Francisco para a campanha no Brasil. “Todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição.”

Embora tivesse confirmado anteriormente sua presença no evento de ontem, o bispo da Diocese de Santo André, dom Pedro Carlos Cipollini, se ausentou da cerimônia devido agenda no Exterior. Conforme a assessoria da Diocese, ele está em viagem no Vaticano, na Itália.

 

Após o lançamento da campanha, fiéis da região destacaram a importância da Igreja diante do cenário político do País. “Acredito que precisamos, como católicos, assumir esse papel de pensar no bem de todos e exigir isso dos governantes”, disse o vendedor Elson Bernardes, 56 anos,

Para a doméstica Lucinalva Agostinelli, 51, a campanha e o período de quaresma servirão como fase de reflexão. “Precisamos nos lembrar dos ensinamos da Igreja e fazer uma autocrítica do que devemos melhorar.” 

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