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Com homenagem a Marielle Franco, Mangueira vence Carnaval do Rio

Tomaz Silva/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Escola conquistou seu vigésimo título; folião da região que desfilou pela quinta vez comenta



06/03/2019 | 18:14


Com homenagem à vereadora Marielle Franco, a Estação Primeira de Mangueira venceu o Carnaval do Rio de 2019. A leitura das notas das escolas de samba foi realizada nesta Quarta-Feira de Cinzas (6), na Marquês de Sapucaí, sob clima de comemoração entre diretores da agremiação e torcedores na quadra da escola. A Mangueira liderou a apuração desde o primeiro quesito e conquistou neste ano seu vigésimo título.

Sexta escola a se apresentar na segunda noite de desfiles, já ao amanhecer de terça-feira (5), a verde e rosa se equiparou a outras em fantasias e alegorias, mas arrebatou a plateia com uma comovente homenagem a Marielle Franco (PSOL), assassinada em março de 2018 no centro do Rio. A parlamentar era citada nominalmente no samba, o mais cantado deste Carnaval.

Marielle foi figura central de um enredo que elogiava heróis populares brasileiros não reconhecidos na maioria dos livros didáticos e demais registros históricos. O auge da comoção ocorreu na parte final do desfile, onde correligionários, familiares e apoiadores da vereadora balançavam bandeiras com retratos de Marielle e outras lideranças populares, enquanto outros carregavam uma imensa bandeira do Brasil onde o lema positivista "ordem e progresso" foi substituído por "índios, negros e pobres".

Entre as pessoas que empunharam bandeiras figuram o deputado federal Marcelo Freixo e o vereador Tarcísio Motta, ambos do PSOL. Mônica Benício, viúva de Marielle, também desfilou, mas apenas com uma camisa que homenageava a parlamentar.

Outra menção a Marielle era feita na comissão de frente, que virava a história oficial pelo avesso: figuras históricas tradicionalmente reconhecidas, representadas como anões, eram substituídas por índios e negros. Na encenação, as novas personalidades erguiam uma menina que, representando Marielle, empunhava uma faixa onde se lia "presente". O coro de "Marielle: presente" é uma forma frequente de homenagear a vereadora morta.

APURAÇÃO

A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou no início da tarde desta quarta a ordem da leitura das notas. Primeiro foram abertos os envelopes do quesito evolução. Em seguida foram lidas, nesta ordem, as notas relativas à harmonia, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, comissão de frente, samba enredo, enredo, bateria e fantasias. A pior nota de cada escola é descartada.

QUINTA VEZ

Edison Bittencourt, 60 anos - carioca, mas morador de São Bernardo por 25 anos - é um apaixonado pela Estação Primeira de Mangueira. Esta foi a quinta vez que representou a agremiação na Avenida - ele participou também em 1991, 2004, 2006 e 2018 - e a primeira vez que faz parte da festa de primeiro lugar. O gerente de compras saiu na ala Amigos da Mangueira, que vem à frente animando o público antes de toda a escola passar.

Segundo Bittencourt, os quesitos que fizeram a diferença foram a evolução e a harmonia. "A escola é tradicionalmente boa em bateria, mestre sala e porta-bandeira, então quando recebeu as maiores notas em evolução e harmonia percebi que estava caminhando para ganhar", analisa. O folião também acredita que o samba enredo foi essencial para a vitória. "Todo mundo cantou. A animação e empolgação da escola levantaram a arquibancada."



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Com homenagem a Marielle Franco, Mangueira vence Carnaval do Rio

Escola conquistou seu vigésimo título; folião da região que desfilou pela quinta vez comenta


06/03/2019 | 18:14


Com homenagem à vereadora Marielle Franco, a Estação Primeira de Mangueira venceu o Carnaval do Rio de 2019. A leitura das notas das escolas de samba foi realizada nesta Quarta-Feira de Cinzas (6), na Marquês de Sapucaí, sob clima de comemoração entre diretores da agremiação e torcedores na quadra da escola. A Mangueira liderou a apuração desde o primeiro quesito e conquistou neste ano seu vigésimo título.

Sexta escola a se apresentar na segunda noite de desfiles, já ao amanhecer de terça-feira (5), a verde e rosa se equiparou a outras em fantasias e alegorias, mas arrebatou a plateia com uma comovente homenagem a Marielle Franco (PSOL), assassinada em março de 2018 no centro do Rio. A parlamentar era citada nominalmente no samba, o mais cantado deste Carnaval.

Marielle foi figura central de um enredo que elogiava heróis populares brasileiros não reconhecidos na maioria dos livros didáticos e demais registros históricos. O auge da comoção ocorreu na parte final do desfile, onde correligionários, familiares e apoiadores da vereadora balançavam bandeiras com retratos de Marielle e outras lideranças populares, enquanto outros carregavam uma imensa bandeira do Brasil onde o lema positivista "ordem e progresso" foi substituído por "índios, negros e pobres".

Entre as pessoas que empunharam bandeiras figuram o deputado federal Marcelo Freixo e o vereador Tarcísio Motta, ambos do PSOL. Mônica Benício, viúva de Marielle, também desfilou, mas apenas com uma camisa que homenageava a parlamentar.

Outra menção a Marielle era feita na comissão de frente, que virava a história oficial pelo avesso: figuras históricas tradicionalmente reconhecidas, representadas como anões, eram substituídas por índios e negros. Na encenação, as novas personalidades erguiam uma menina que, representando Marielle, empunhava uma faixa onde se lia "presente". O coro de "Marielle: presente" é uma forma frequente de homenagear a vereadora morta.

APURAÇÃO

A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou no início da tarde desta quarta a ordem da leitura das notas. Primeiro foram abertos os envelopes do quesito evolução. Em seguida foram lidas, nesta ordem, as notas relativas à harmonia, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, comissão de frente, samba enredo, enredo, bateria e fantasias. A pior nota de cada escola é descartada.

QUINTA VEZ

Edison Bittencourt, 60 anos - carioca, mas morador de São Bernardo por 25 anos - é um apaixonado pela Estação Primeira de Mangueira. Esta foi a quinta vez que representou a agremiação na Avenida - ele participou também em 1991, 2004, 2006 e 2018 - e a primeira vez que faz parte da festa de primeiro lugar. O gerente de compras saiu na ala Amigos da Mangueira, que vem à frente animando o público antes de toda a escola passar.

Segundo Bittencourt, os quesitos que fizeram a diferença foram a evolução e a harmonia. "A escola é tradicionalmente boa em bateria, mestre sala e porta-bandeira, então quando recebeu as maiores notas em evolução e harmonia percebi que estava caminhando para ganhar", analisa. O folião também acredita que o samba enredo foi essencial para a vitória. "Todo mundo cantou. A animação e empolgação da escola levantaram a arquibancada."

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