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Dívida trabalhista do PT de Sto.André pode ser paga pela estadual

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo em crise financeira, diretório andreense foi condenado a quitar R$ 40 mil a ex-funcionário


Raphael Rocha

05/03/2019 | 07:00


Pode cair nas costas do diretório estadual dívida trabalhista que o PT de Santo André foi condenado a pagar a um ex-funcionário, que processou a sigla andreense. A juíza Glaucia Regina Teixeira da Silva, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), colocou o diretório paulista, presidido pelo ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, como responsável solidário no processo, o que, na prática, pode fazer com que o partido no âmbito estadual seja forçado a quitar o passivo.

Washington Roberto Santos Prior processou o PT andreense alegando que foi recepcionista, motorista e telefonista, mas nunca teve carteira assinada. Pediu e ganhou, em primeira instância, ressarcimento de R$ 40 mil pelas irregularidades trabalhistas apontadas. Além do diretório local, Prior incluiu o deputado estadual Luiz Turco (PT) e o ex-secretário Carlos Sanches, o Carlão (PT), já que o rapaz alegou que se reportava a ele.

O corpo jurídico do partido na cidade recorreu da decisão. E, no dia 6, a juíza do TRT informou que o diretório estadual seria englobado como responsável solidário no processo. Depois desse passo, o PT paulista passou a integrar a lista de reclamados: está representado pelo advogado Othon de Sá Funchal de Barros.

O PT de Santo André sofre com problemas financeiros, como já mostrou o Diário. Tanto que a sigla aprovou no fim do ano passado colocar à venda histórica sede da legenda no bairro Casa Branca com objetivo de cobrir os rombos. Está sob responsabilidade do partido na cidade a quitação de passivo de R$ 400 mil decorrente da campanha de Carlos Grana (PT) em 2016, quando o petista tentou renovar o mandato de prefeito de Santo André, mas foi derrotado por Paulo Serra (PSDB) no segundo turno.

Porém, como também noticiou o Diário, ainda não apareceram interessados na aquisição do imóvel. O diretório pede entre R$ 700 mil e R$ 800 mil pelo espaço.

O presidente do PT em Santo André, José Paulo Nogueira, argumentou que não concorda com o fato de a cúpula estadual ter sido arrolada no processo e avisou: “Vamos recorrer em todas as instâncias”. “O PT estadual não tem nada a ver com isso. É uma discussão local. Na verdade, o Washington arrolou todo mundo no processo, mas ele não trabalhava no diretório do PT. Ele chegou a trabalhar com o Turco, mas nunca para o PT. O PT de Santo André nunca se beneficiou do trabalho dele. Não prestou serviço para o PT de Santo André, muito menos para o PT estadual.” 



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Dívida trabalhista do PT de Sto.André pode ser paga pela estadual

Mesmo em crise financeira, diretório andreense foi condenado a quitar R$ 40 mil a ex-funcionário

Raphael Rocha

05/03/2019 | 07:00


Pode cair nas costas do diretório estadual dívida trabalhista que o PT de Santo André foi condenado a pagar a um ex-funcionário, que processou a sigla andreense. A juíza Glaucia Regina Teixeira da Silva, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), colocou o diretório paulista, presidido pelo ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, como responsável solidário no processo, o que, na prática, pode fazer com que o partido no âmbito estadual seja forçado a quitar o passivo.

Washington Roberto Santos Prior processou o PT andreense alegando que foi recepcionista, motorista e telefonista, mas nunca teve carteira assinada. Pediu e ganhou, em primeira instância, ressarcimento de R$ 40 mil pelas irregularidades trabalhistas apontadas. Além do diretório local, Prior incluiu o deputado estadual Luiz Turco (PT) e o ex-secretário Carlos Sanches, o Carlão (PT), já que o rapaz alegou que se reportava a ele.

O corpo jurídico do partido na cidade recorreu da decisão. E, no dia 6, a juíza do TRT informou que o diretório estadual seria englobado como responsável solidário no processo. Depois desse passo, o PT paulista passou a integrar a lista de reclamados: está representado pelo advogado Othon de Sá Funchal de Barros.

O PT de Santo André sofre com problemas financeiros, como já mostrou o Diário. Tanto que a sigla aprovou no fim do ano passado colocar à venda histórica sede da legenda no bairro Casa Branca com objetivo de cobrir os rombos. Está sob responsabilidade do partido na cidade a quitação de passivo de R$ 400 mil decorrente da campanha de Carlos Grana (PT) em 2016, quando o petista tentou renovar o mandato de prefeito de Santo André, mas foi derrotado por Paulo Serra (PSDB) no segundo turno.

Porém, como também noticiou o Diário, ainda não apareceram interessados na aquisição do imóvel. O diretório pede entre R$ 700 mil e R$ 800 mil pelo espaço.

O presidente do PT em Santo André, José Paulo Nogueira, argumentou que não concorda com o fato de a cúpula estadual ter sido arrolada no processo e avisou: “Vamos recorrer em todas as instâncias”. “O PT estadual não tem nada a ver com isso. É uma discussão local. Na verdade, o Washington arrolou todo mundo no processo, mas ele não trabalhava no diretório do PT. Ele chegou a trabalhar com o Turco, mas nunca para o PT. O PT de Santo André nunca se beneficiou do trabalho dele. Não prestou serviço para o PT de Santo André, muito menos para o PT estadual.” 

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