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Heroínas ganham destaque na cultura pop e ainda brigam para igualar atenção com os homens


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

03/03/2019 | 07:22


As histórias em quadrinhos são berço dos super-heróis, com as páginas tomadas por aventuras e conflitos nos quais os personagens se mostram poderosos o bastante para resolver – quase – tudo. Esse universo toma conta dos cinemas desde os anos 2000, com produções que dão vida a figuras como Superman, Batman e Homem-Aranha, todos homens. As meninas começaram a ganhar espaço de destaque recentemente e ainda brigam para igualar as atenções.

No início, em ambas as mídias, as mulheres eram retratadas como sexo frágil e coadjuvantes nos contos. Foi necessária mudança de percepção sobre o poder feminino para que as heroínas tomassem espaço na linha de frente como protagonistas, montando no imaginário coletivo que elas também podem ocupar posições de poder e autoridade por meio de sua atitude e inteligência.

O primeiro, e talvez maior, passo foi dado por Mulher-Maravilha, cuja primeira HQ apareceu em 1941 e ganhou seu próprio longa-metragem em 2017. Depois dela surgiram figuras como Feiticeira Escarlate, Canário Negro, Tempestade (do grupo X-Men), Ravena (dos Jovens Titãs) e Viúva Negra. É preciso lembrar que muitas apareceram como adaptações de personagens masculinos, casos de Batgirl e Mulher-Hulk. A bola da vez desse time nos cinemas é Capitã Marvel, com história solo e pronta para reforçar os Vingadores. São protagonistas como ela que ajudam no empoderamento (efeito de promover conscientização de uma pessoa ou grupo) das meninas das novas gerações.

Os meninos podem se divertir com as personagens e perceber que coisas associadas ao universo feminino não são inferiores. É no contato constante com histórias desse tipo que eles são estimulados a observar o mundo de perspectiva mais abrangente e respeitosa.

Diferentemente do que ocorre com o contato da doçura por trás das princesas dos contos de fadas, as super-heroínas revelam questões de independência e força. São exemplos com perspectivas diferentes, com o primeiro demonstrando que o parceiro pode ajudá-la sempre que necessário e com o segundo universo explorando ideal de felicidade sem auxílio de um companheiro. Cada garota tem seu próprio caminho a ser trilhado, com potencial para tornar-se o que quiser.

Marvel Studio coloca garota nos holofotes

Toda a questão da representatividade feminina volta a entrar em foco com o lançamento de "Capitã Marvel", com estreia nas salas brasileiras marcada para quinta-feira com cópias dubladas e legendadas. Trata-se do primeiro filme da Marvel Studios protagonizado por uma mulher, sendo que as personagens femininas existem nos outros filmes como coadjuvantes dos heróis.

Pouco conhecida de grande parte do público, Carol Danvers é uma talentosa pilota das Forças Aéreas dos Estados Unidos e tem grandes conhecimentos de combate. Sua vida muda quando explosão de nave alienígena faz com que seu DNA entre em contato com o código biológico do soldado Kree chamado Mar-Vell, fazendo com que ganhe poderes como voo, superforça, indestrutibilidade, projeção de energia e habilidades psíquicas, entre outras capacidades especiais.

Entre mudanças na adaptação, o filme irá mostrar a origem da garota (vivida pela atriz Brie Larson), as primeiras aventuras no posto de super-heroína, o contato com Nick Fury e sua conexão com a realidade dos outros personagens já mostrados no cinema por conta de sua futura participação em Vingadores: Ultimato, com lançamento em 25 de abril. Segundo Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, ela aparece como a personagem mais poderosa dentro do universo cinematográfico do estúdio, com mais de dez anos de produção de títulos estrelados por figuras como Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Doutor Estranho e Pantera Negra. 



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Todo direito ao poder

Heroínas ganham destaque na cultura pop e ainda brigam para igualar atenção com os homens

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

03/03/2019 | 07:22


As histórias em quadrinhos são berço dos super-heróis, com as páginas tomadas por aventuras e conflitos nos quais os personagens se mostram poderosos o bastante para resolver – quase – tudo. Esse universo toma conta dos cinemas desde os anos 2000, com produções que dão vida a figuras como Superman, Batman e Homem-Aranha, todos homens. As meninas começaram a ganhar espaço de destaque recentemente e ainda brigam para igualar as atenções.

No início, em ambas as mídias, as mulheres eram retratadas como sexo frágil e coadjuvantes nos contos. Foi necessária mudança de percepção sobre o poder feminino para que as heroínas tomassem espaço na linha de frente como protagonistas, montando no imaginário coletivo que elas também podem ocupar posições de poder e autoridade por meio de sua atitude e inteligência.

O primeiro, e talvez maior, passo foi dado por Mulher-Maravilha, cuja primeira HQ apareceu em 1941 e ganhou seu próprio longa-metragem em 2017. Depois dela surgiram figuras como Feiticeira Escarlate, Canário Negro, Tempestade (do grupo X-Men), Ravena (dos Jovens Titãs) e Viúva Negra. É preciso lembrar que muitas apareceram como adaptações de personagens masculinos, casos de Batgirl e Mulher-Hulk. A bola da vez desse time nos cinemas é Capitã Marvel, com história solo e pronta para reforçar os Vingadores. São protagonistas como ela que ajudam no empoderamento (efeito de promover conscientização de uma pessoa ou grupo) das meninas das novas gerações.

Os meninos podem se divertir com as personagens e perceber que coisas associadas ao universo feminino não são inferiores. É no contato constante com histórias desse tipo que eles são estimulados a observar o mundo de perspectiva mais abrangente e respeitosa.

Diferentemente do que ocorre com o contato da doçura por trás das princesas dos contos de fadas, as super-heroínas revelam questões de independência e força. São exemplos com perspectivas diferentes, com o primeiro demonstrando que o parceiro pode ajudá-la sempre que necessário e com o segundo universo explorando ideal de felicidade sem auxílio de um companheiro. Cada garota tem seu próprio caminho a ser trilhado, com potencial para tornar-se o que quiser.

Marvel Studio coloca garota nos holofotes

Toda a questão da representatividade feminina volta a entrar em foco com o lançamento de "Capitã Marvel", com estreia nas salas brasileiras marcada para quinta-feira com cópias dubladas e legendadas. Trata-se do primeiro filme da Marvel Studios protagonizado por uma mulher, sendo que as personagens femininas existem nos outros filmes como coadjuvantes dos heróis.

Pouco conhecida de grande parte do público, Carol Danvers é uma talentosa pilota das Forças Aéreas dos Estados Unidos e tem grandes conhecimentos de combate. Sua vida muda quando explosão de nave alienígena faz com que seu DNA entre em contato com o código biológico do soldado Kree chamado Mar-Vell, fazendo com que ganhe poderes como voo, superforça, indestrutibilidade, projeção de energia e habilidades psíquicas, entre outras capacidades especiais.

Entre mudanças na adaptação, o filme irá mostrar a origem da garota (vivida pela atriz Brie Larson), as primeiras aventuras no posto de super-heroína, o contato com Nick Fury e sua conexão com a realidade dos outros personagens já mostrados no cinema por conta de sua futura participação em Vingadores: Ultimato, com lançamento em 25 de abril. Segundo Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, ela aparece como a personagem mais poderosa dentro do universo cinematográfico do estúdio, com mais de dez anos de produção de títulos estrelados por figuras como Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Doutor Estranho e Pantera Negra. 

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