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Presidente Lula mata saudade de Fiat 147


Arthur Lopez
Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

04/10/2005 | 08:17


O presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia voltaram nesta segunda-feira ao Fiat 147 que pertenceu à família Silva no final da década de 70. Lula saiu do prédio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mas antes de entrar no Omega australiano emprestado pela GM à Presidência da República foi convidado pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) a rever o antigo carrinho. Sob as câmeras, o presidente embarcou ao lado de Marisa, fechou a porta, virou a chave e deixou o veículo descer alguns metros pela rua João Basso.

"Esse carro foi o carro que eu comprei em 1979", disse o presidente. "Eu vendi o carro para o Meneguelli e ele até hoje não me pagou", brincou, antes de voltar a embarcar no veículo oficial. Lula comprou o Fiat com dinheiro de uma indenização recebida por Marisa, segundo o atual e terceiro dono – José Rodrigues Damasceno. Ex-assessor do hoje presidente do Sesi, Jair Meneguelli, Damasceno comprou o veículo do chefe em 1986 e o mantém intacto até hoje.

Assim com o Fiat, outros elementos alimentam o vínculo do presidente com ex-colegas metalúrgicos. A platéia de 600 convidados que participaram do 5º Congresso riu de improvisos e aplaudiu o discurso provocativo. Lula quis saber notícias do colega Janjão, que segundo o ex-metalúrgico Juno Rodrigues, o Gijo, está adoentado e não pôde participar. Brincou o próprio Gijo que mantém a chuleta cara em seu restaurante. O prato é um dos prediletos do presidente. "O preço (R$ 34 para duas pessoas) é o mesmo faz tempo", disse Gijo na saída.

São Francisco – O protesto da noite foi a faixa branca que Francisco Anastácio Gonçalvez, morador no Jardim Silvina, em São Bernardo, levantou no meio do discurso para pedir a expansão do rio São Francisco até sua cidade natal, Souza, na Paraíba. Lula ouviu constrangido a reclamação, mas Gonçalvez saiu do auditório sob xingamentos de pelego. "Disse a ele (Lula) que no Nordeste, no sertão da Paraíba, não temos Volkswagen, não temos Mercedes. Nós temos terra, e precisamos de água para trabalhar. Queremos que o São Franscisco chegue até lá. Gostaria que ele desse uma palavra definitiva", afirmou.

Do lado de fora do sindicato, o pintor desempregado Washington dos Santos Gomes, assistia pelo telão o discurso em que o presidente ressaltou o aumento do número de empregos com carteira assinada nos últimos 33 meses. Ele disse que votaria de novo no presidente. "Acho que o Lula faz um bom governo. O problema é essa máfia que está por trás dele", afirmou.

Morador em um barraco na Vila Lulaldo, Gomes voltava de uma visita ao posto médico onde levou a filha, Sara, de 5 anos, que tem bronquite. Ele faz bicos há três anos. A família não recebe qualquer ajuda do governo a não ser os R$ 40 que o filho Fabiano, 8 anos, recebe pela participação no programa Peti, do governo federal.



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Presidente Lula mata saudade de Fiat 147

Arthur Lopez
Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

04/10/2005 | 08:17


O presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia voltaram nesta segunda-feira ao Fiat 147 que pertenceu à família Silva no final da década de 70. Lula saiu do prédio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mas antes de entrar no Omega australiano emprestado pela GM à Presidência da República foi convidado pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) a rever o antigo carrinho. Sob as câmeras, o presidente embarcou ao lado de Marisa, fechou a porta, virou a chave e deixou o veículo descer alguns metros pela rua João Basso.

"Esse carro foi o carro que eu comprei em 1979", disse o presidente. "Eu vendi o carro para o Meneguelli e ele até hoje não me pagou", brincou, antes de voltar a embarcar no veículo oficial. Lula comprou o Fiat com dinheiro de uma indenização recebida por Marisa, segundo o atual e terceiro dono – José Rodrigues Damasceno. Ex-assessor do hoje presidente do Sesi, Jair Meneguelli, Damasceno comprou o veículo do chefe em 1986 e o mantém intacto até hoje.

Assim com o Fiat, outros elementos alimentam o vínculo do presidente com ex-colegas metalúrgicos. A platéia de 600 convidados que participaram do 5º Congresso riu de improvisos e aplaudiu o discurso provocativo. Lula quis saber notícias do colega Janjão, que segundo o ex-metalúrgico Juno Rodrigues, o Gijo, está adoentado e não pôde participar. Brincou o próprio Gijo que mantém a chuleta cara em seu restaurante. O prato é um dos prediletos do presidente. "O preço (R$ 34 para duas pessoas) é o mesmo faz tempo", disse Gijo na saída.

São Francisco – O protesto da noite foi a faixa branca que Francisco Anastácio Gonçalvez, morador no Jardim Silvina, em São Bernardo, levantou no meio do discurso para pedir a expansão do rio São Francisco até sua cidade natal, Souza, na Paraíba. Lula ouviu constrangido a reclamação, mas Gonçalvez saiu do auditório sob xingamentos de pelego. "Disse a ele (Lula) que no Nordeste, no sertão da Paraíba, não temos Volkswagen, não temos Mercedes. Nós temos terra, e precisamos de água para trabalhar. Queremos que o São Franscisco chegue até lá. Gostaria que ele desse uma palavra definitiva", afirmou.

Do lado de fora do sindicato, o pintor desempregado Washington dos Santos Gomes, assistia pelo telão o discurso em que o presidente ressaltou o aumento do número de empregos com carteira assinada nos últimos 33 meses. Ele disse que votaria de novo no presidente. "Acho que o Lula faz um bom governo. O problema é essa máfia que está por trás dele", afirmou.

Morador em um barraco na Vila Lulaldo, Gomes voltava de uma visita ao posto médico onde levou a filha, Sara, de 5 anos, que tem bronquite. Ele faz bicos há três anos. A família não recebe qualquer ajuda do governo a não ser os R$ 40 que o filho Fabiano, 8 anos, recebe pela participação no programa Peti, do governo federal.

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