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Atila quer vencer no tapetão, diz relator do impeachment

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Samuel Enfermeiro critica tentativa do prefeito de Mauá em derrubar impeachment na Justiça


Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

01/03/2019 | 07:00


Relator de um dos dois processos de impeachment do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), o vereador Samuel Enfermeiro (PSB) criticou a decisão do chefe do Executivo de ir à Justiça para tentar barrar a tramitação da denúncia, que apura suposta vacância do posto.

Para Samuel, o movimento do prefeito em apelar ao Judiciário indica que Atila “quer vencer no tapetão”. “Ele (Atila) está vendo que não tem votos (na Casa) para derrubar em plenário. Perdeu (no dia 19, quando a Casa aprovou, por 21 a dois, o prosseguimento da denúncia) em um placar de jogo de basquete. Por isso foi para a Justiça. É mais fácil o saci cruzar as pernas do que ele conseguir os oito votos (para rejeitar a cassação)”, disparou Samuel, ex-aliado do prefeito.

Samuel também defendeu o parecer e contestou todas as teses levantadas pela defesa de Atila, sustentando que as decisões da comissão do impeachment foram tomadas com base na legislação e respeitando o direito de defesa do prefeito. “Eu creio que a Justiça vai entender o momento (político) que estamos passando. O clamor popular é para que o prefeito não fique no cargo. Por que vou agir contrário a isso?”, destacou o socialista.

O Diário antecipou ontem que Atila entrou na Justiça com pedido de mandado de segurança para suspender a tramitação da denúncia, de autoria de Davidson Rodrigues de Souza, que apura se o prefeito cometeu crime de responsabilidade por ter ficado afastado do cargo por mais de duas semanas – estava preso em Tremembé – sem pedir licença formal ao Legislativo.

O prefeito sustenta que o processo está envolto em vícios e ilegalidades, argumentando que não deixou a cadeira por decisão própria e que a LOM (Lei Orgânica Municipal) não prevê necessidade de pedido de afastamento para casos de detenção. “Eu não deixei a cidade porque estava viajando”, justificou o prefeito, ao Diário.

Até o fechamento desta edição, o juiz Cesar Augusto de Oliveira Queiroz Rosalino, da 4ª Vara Cível de Mauá, ainda não havia decidido sobre o pedido de liminar do prefeito. O socialista antecipou que também deverá tentar barrar na Justiça o pedido impetrado pelo PT, que o acusa de quebra de decoro pelos fatos narrados na Operação Trato Feito, da PF (Polícia Federal).

Ainda de acordo com Samuel, a reunião da comissão, que ocorreria ontem, para definir a data em que convocarão o prefeito e as testemunhas para depor, foi adiada para hoje porque outro integrante do grupo, Tchacabum (PRP), teve problemas pessoais. No encontro, os vereadores também decidirão como vão reagir à investida do prefeito nos tribunais.  



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Atila quer vencer no tapetão, diz relator do impeachment

Samuel Enfermeiro critica tentativa do prefeito de Mauá em derrubar impeachment na Justiça

Júnior Carvalho
do dgabc.com.br

01/03/2019 | 07:00


Relator de um dos dois processos de impeachment do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), o vereador Samuel Enfermeiro (PSB) criticou a decisão do chefe do Executivo de ir à Justiça para tentar barrar a tramitação da denúncia, que apura suposta vacância do posto.

Para Samuel, o movimento do prefeito em apelar ao Judiciário indica que Atila “quer vencer no tapetão”. “Ele (Atila) está vendo que não tem votos (na Casa) para derrubar em plenário. Perdeu (no dia 19, quando a Casa aprovou, por 21 a dois, o prosseguimento da denúncia) em um placar de jogo de basquete. Por isso foi para a Justiça. É mais fácil o saci cruzar as pernas do que ele conseguir os oito votos (para rejeitar a cassação)”, disparou Samuel, ex-aliado do prefeito.

Samuel também defendeu o parecer e contestou todas as teses levantadas pela defesa de Atila, sustentando que as decisões da comissão do impeachment foram tomadas com base na legislação e respeitando o direito de defesa do prefeito. “Eu creio que a Justiça vai entender o momento (político) que estamos passando. O clamor popular é para que o prefeito não fique no cargo. Por que vou agir contrário a isso?”, destacou o socialista.

O Diário antecipou ontem que Atila entrou na Justiça com pedido de mandado de segurança para suspender a tramitação da denúncia, de autoria de Davidson Rodrigues de Souza, que apura se o prefeito cometeu crime de responsabilidade por ter ficado afastado do cargo por mais de duas semanas – estava preso em Tremembé – sem pedir licença formal ao Legislativo.

O prefeito sustenta que o processo está envolto em vícios e ilegalidades, argumentando que não deixou a cadeira por decisão própria e que a LOM (Lei Orgânica Municipal) não prevê necessidade de pedido de afastamento para casos de detenção. “Eu não deixei a cidade porque estava viajando”, justificou o prefeito, ao Diário.

Até o fechamento desta edição, o juiz Cesar Augusto de Oliveira Queiroz Rosalino, da 4ª Vara Cível de Mauá, ainda não havia decidido sobre o pedido de liminar do prefeito. O socialista antecipou que também deverá tentar barrar na Justiça o pedido impetrado pelo PT, que o acusa de quebra de decoro pelos fatos narrados na Operação Trato Feito, da PF (Polícia Federal).

Ainda de acordo com Samuel, a reunião da comissão, que ocorreria ontem, para definir a data em que convocarão o prefeito e as testemunhas para depor, foi adiada para hoje porque outro integrante do grupo, Tchacabum (PRP), teve problemas pessoais. No encontro, os vereadores também decidirão como vão reagir à investida do prefeito nos tribunais.  

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