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Cine Vitória está na mira da Prefeitura de São Caetano

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Imóvel inaugurado em 1953 e fechado desde 1998 deve integrar plano de posse provisória de espaços


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

24/02/2019 | 07:00


O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), considerou que o prédio que abrigou o antigo Cine Vitória, na Rua Baraldi, no Centro, deve integrar lista de imóveis abandonados e com dívidas junto ao município que serão incorporados provisoriamente ao patrimônio público dentro do projeto de revitalização de espaços ociosos na cidade.

“Tem todas as características para isso (ser arrendado preliminarmente). Se a Câmara aprovar o projeto (de lei, enviado nesta semana à casa), haverá comissão mista avaliando quais imóveis integrarão o plano, com controle e transparência necessários. Haverá decreto regulamentando os critérios, para que as mais diversas facetas do problema sejam observadas”, disse Auricchio.

Em 1953, os irmãos Dal’Mas inauguraram o Cine Vitória em homenagem ao patriarca da família, Vitório Dal’Mas. O prédio possui quatro andares e está instalado em área de 12 mil metros quadrados. Luxuoso, o espaço viveu auge nos anos 1950 e 1960. Encerrou suas atividades em agosto de 1998, quando havia completado 35 anos, não conseguindo escapar da crise dos cinemas de rua. Houve planos de revitalização e reabertura, que nunca avançaram.

Pelo projeto de lei que tramita no Legislativo, passado processo de levantamento dos imóveis ociosos e com pendências financeiras – se estiver devendo cinco anos de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) entra na lista –, o dono do local será notificado acerca do plano de revitalização. Caso não haja movimentação a respeito, a Prefeitura fica com posse provisória do espaço, transformando-o em equipamento público. O proprietário terá ainda três anos para requerer o bem de volta, desde que quite as dívidas e ressarça o investimento feito para reforma. Se isso não for feito, o imóvel fica definitivamente com a Prefeitura.

“Estamos visando claramente o controle urbano. Há áreas degradadas, terrenos abandonados que propiciam não só sensação de insegurança, como também prejuízo à saúde pública. Há acúmulo de resto de lixo, imóveis destelhados, sem janela, sujeitos a invasões. E acumulam dívidas com o município”, discorreu Auricchio. “Precisamos voltá-los ao interesse público. São Caetano tem carência de espaços para construir escolas, unidades de saúde”, emendou o tucano, citando que há terrenos nos arredores do Parque Guaiamu, no bairro Santa Maria, que também estão listados.

Presidente da Câmara de São Caetano, Pio Mielo (MDB) comentou que há edifícios nos bairros Fundação, Nova Gerty e São José que “notadamente estão em situação deplorável” e que precisam entrar no programa de revitalização. “Não é justo pagar aluguel para espaços públicos se você tem imóveis em locais nobre desocupados.” 



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Cine Vitória está na mira da Prefeitura de São Caetano

Imóvel inaugurado em 1953 e fechado desde 1998 deve integrar plano de posse provisória de espaços

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

24/02/2019 | 07:00


O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), considerou que o prédio que abrigou o antigo Cine Vitória, na Rua Baraldi, no Centro, deve integrar lista de imóveis abandonados e com dívidas junto ao município que serão incorporados provisoriamente ao patrimônio público dentro do projeto de revitalização de espaços ociosos na cidade.

“Tem todas as características para isso (ser arrendado preliminarmente). Se a Câmara aprovar o projeto (de lei, enviado nesta semana à casa), haverá comissão mista avaliando quais imóveis integrarão o plano, com controle e transparência necessários. Haverá decreto regulamentando os critérios, para que as mais diversas facetas do problema sejam observadas”, disse Auricchio.

Em 1953, os irmãos Dal’Mas inauguraram o Cine Vitória em homenagem ao patriarca da família, Vitório Dal’Mas. O prédio possui quatro andares e está instalado em área de 12 mil metros quadrados. Luxuoso, o espaço viveu auge nos anos 1950 e 1960. Encerrou suas atividades em agosto de 1998, quando havia completado 35 anos, não conseguindo escapar da crise dos cinemas de rua. Houve planos de revitalização e reabertura, que nunca avançaram.

Pelo projeto de lei que tramita no Legislativo, passado processo de levantamento dos imóveis ociosos e com pendências financeiras – se estiver devendo cinco anos de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) entra na lista –, o dono do local será notificado acerca do plano de revitalização. Caso não haja movimentação a respeito, a Prefeitura fica com posse provisória do espaço, transformando-o em equipamento público. O proprietário terá ainda três anos para requerer o bem de volta, desde que quite as dívidas e ressarça o investimento feito para reforma. Se isso não for feito, o imóvel fica definitivamente com a Prefeitura.

“Estamos visando claramente o controle urbano. Há áreas degradadas, terrenos abandonados que propiciam não só sensação de insegurança, como também prejuízo à saúde pública. Há acúmulo de resto de lixo, imóveis destelhados, sem janela, sujeitos a invasões. E acumulam dívidas com o município”, discorreu Auricchio. “Precisamos voltá-los ao interesse público. São Caetano tem carência de espaços para construir escolas, unidades de saúde”, emendou o tucano, citando que há terrenos nos arredores do Parque Guaiamu, no bairro Santa Maria, que também estão listados.

Presidente da Câmara de São Caetano, Pio Mielo (MDB) comentou que há edifícios nos bairros Fundação, Nova Gerty e São José que “notadamente estão em situação deplorável” e que precisam entrar no programa de revitalização. “Não é justo pagar aluguel para espaços públicos se você tem imóveis em locais nobre desocupados.” 

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