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Uma viagem dos sonhos para Ilhas Maurício

Sem ondas fortes, há piscinas naturais com águas mornas, cristalinas e azuis por todos os lados

Paulo Basso Jr.

12/02/2019 | 12:18


O zum-zum-zum em português nos voos de ida e volta desde Joanesburgo, na África do Sul, me surpreendeu: parece que os brasileiros, enfim, descobriram as Ilhas Maurício. A maioria deles, sem dúvida, casais em lua de mel rendidos pela beleza natural e pelo clima de exclusividade desse arquipélago fincado no Oceano Índico, entre a Ásia e a África.

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Paulo Basso Jr.

Destino conta com praias de areia branca banhadas por águas cristalinas

Onde ficam as Ilhas Maurício

Maurício, a porção de terra principal e que empresta o nome ao país formado por diversas outras ilhotas, é o cume de uma montanha que se elevou do fundo do mar ao longo de milhões de anos, após sucessivas erupções vulcânicas, até dar vida a frondosas áreas verdes e praias banhadas por uma lagoa protegida por recifes que envolvem a ilha como uma barra de saia. Graças a esse “muro” de corais, ondas fortes não chegam às faixas de areia e há bem-vindas piscinas naturais com águas mornas, cristalinas e azuis por todos os lados.

Paulo Basso Jr.

As Ilhas Maurício ficam no Oceano Índico e pertencem à África

Com os ventos que sopram forte por lá e favorecem os esportes aquáticos, a ilha batizada pelos holandeses em homenagem ao conquistador Maurício de Nassau se revela aos jetsetters como uma opção tão boa ou até mais interessante que Maldivas e Seychelles, desejados destinos tropicais nos arredores. Afinal, não se resume apenas ao belo litoral tomado por hotéis estrelados. Passeios de bike por estradas cênicas, mercados coloridos, vilarejos transados que remetem à costa da Califórnia (EUA), a urbanizada capital Port Louis e, sobretudo, uma impressionante miscelânea cultural fazem com que a experiência ali vá muito além dos muros dos resorts.

Onde ficar nas Ilhas Maurício

E olha que as opções de hospedagem não são fracas nas Ilhas Maurício. Bandeiras como a Beachcomber colecionam convidativos cinco estrelas na costa oeste, a mais bela da ilha, para quem busca mimos das mais variadas vertentes.

Divulgação

Beachcomber Dinarobim

Há o Royal Palm, membro da Leading Hotels of the World, que tem um lindo spa; o Dinarobim, com villas em formato de meia-lua com bangalôs cercados por pequenas piscinas espalhadas de frente para a praia e aos pés do monte Le Morne, principal cartão-postal de Maurício e patrimônio mundial da Unesco; e o Troux aux Biches, dono de suítes enormes com jacuzzis envolvidas por um belíssimo jardim à beira-mar e restaurantes excelentes, inclusive um indiano e outro tailandês.

Cultura e história das Ilhas Maurício

Colonizadas por portugueses, holandeses, franceses e ingleses ao longo dos séculos, as Ilhas Maurício souberam abraçar as diferenças étnicas e religiosas para criar uma cultura singular e pacífica. Não demorou a que chegassem muçulmanos e, principalmente, hindus, que hoje representam 70% da população.

LEIA MAIS: OS LUXOS DE SEYCHELLES, O QUINTAL DE ADÃO E EVA
UMA VIAGEM DOS SONHOS NA FASCINANTE POLINÉSIA FRANCESA

Os anos se passaram e, naquele pedacinho de mundo, todo mundo resolveu conviver numa boa, respeitando o espaço do outro. Assim, templos, igrejas e mesquitas repousam lado a lado e, nas ruas, ninguém se preocupa com a cor, roupa ou estilo de quem está do lado.

Paulo Basso Jr.

Templo hindu nas Ilhas Maurício

Não há sequer uma imposição de língua, já que o idioma oficial é o inglês, mas todo mundo fala francês ou sua variação, o creole. Para completar a harmonia, a segurança desponta como outro ponto positivo da ilha, que também chama a atenção por abrigar vias bem pavimentadas e limpas, todas elas funcionando com mão invertida de trânsito, como na Inglaterra. Ao rodar pelas estradas é fácil avistar campos de chá e, principalmente, da cana de açúcar, de onde saem alguns dos rótulos de rum mais apreciados do mundo.

O que fazer nas Ilhas Maurício

Mergulho com golfinhos

É para o mar que a maioria das pessoas vai quando o objetivo é dar uma escapada do hotel. Os mais esporsitas procuram locais como o One Eye, o segundo melhor point do mundo para praticar kitesurfe, atrás apenas do Havaí. Os menos radicais, por sua vez, contratam agências como a Mautourco, que inclusive tem guia que fala português, e seguem para La Prairie, no sudeste da ilha, de onde, todas as manhãs, partem passeios para observar golfinhos.

À primeira vista, o tour soa perfeito: trata-se de um mergulho com snorkel em uma área natural, onde os mamíferos se alimentam nas primeiras horas do dia, e não em um tanque, como em Orlando (EUA) ou Cancún (México). Ocorre, porém, que muitos barcos chegam lá ao mesmo tempo, o que rouba um pouco a emoção da experiência.

Paulo Basso Jr.

Passeio rumo a Crystal Rocks

É preciso nadar rápido para acompanhar os golfinhos, que passam como foguetes no fundo do mar. Mesmo com a muvuca, a sensação é maravilhosa nos trechos com boa visibilidade, e mesmo quem fica no barco consegue ver de pertinho os bichinhos saltando, o que arranca muitos “ohhhs”.

Vale a pena emendar o mergulho com uma vista às Crystal Rocks, formações vulcânicas que parecem brotar sobre as águas translúcidas de Maurício como naus à deriva. É um cenário lindo, que não lembro ter visto em outro lugar do mundo. Pode preparar os smartphones e câmeras, pois rende ótimas fotografias.

Terra das Sete Cores e Cachoeira de Chamarel

Outro passeio típico é o que segue para a região de Chamarel, também no sudeste de Maurício. É lá que fica a base da ElectroBike Discovery, agência que promove tours guiados de bike assistida pelos arredores. Há roteiros de meio-dia ou dia inteiro, no qual você almoça em um restaurante com mirante do qual se observa a Le Morne e outras montanhas cobertas de verde se debruçando em direção ao Índico.

Paulo Basso Jr.

Terra das Sete Cores

Ali dá para provar o café mauriciano, do tipo arábica, com sabor um tanto quanto ferroso, antes de assistir a uma breve aula sobre como usar as bicicletas elétricas. Mesmo eu, que nunca havia pedalado um modelo do tipo, peguei o jeito na hora, já que tudo que você precisa fazer é pressionar botões para cima ou para baixo no guidão caso queira recorrer à assistência.

E assim segui com um grupo pelas estradas que serpenteiam o Parque Nacional Gargantas do Rio Negro, quase sempre serra abaixo. O trajeto total tinha 25 km, com diversas pequenas subidas em que o impulso elétrico da bike soou como uma benção e pit stops em alguns dos lugares mais lindos da ilha. O primeiro se deu na Cachoeira de Chamarel, com 100 metros de altura (pouco maior que a Estátua da Liberdade, reforçou o guia). Linda, ela despenca em um cânion que pode ser observado de dois mirantes.

Paulo Basso Jr.

Cachoeira de Chamarel

Mais um pouco de pedal e se alcança a Terra das Sete Cores, uma inusitada formação geográfica em que a mistura de diversos sedimentos vulcânicos gerou uma colina com pequenos relevos de areia com tons marrom, vermelho, roxo, azul, verde, amarelo e laranja. É um lugar lindo, onde também se pode ver de pertinho algumas tartarugas gigantes trazidas da vizinha Seychelles.

Baie du Cap

Paulo Basso Jr.

As Ilhas Maurício contam com uma das estradas mais cênicas do mundo

De volta a bike, era hora de pedalar pelo trecho costeiro da via B9 na altura de Baie du Cap, onde a pista faz uma espécie de “U” às margens do oceano e cuja paisagem é tão linda que muitas listas da internet a classificam entre as 10 estradas mais cênicas do mundo. Vale a pena subir no pequeno monte ao lado para observar do alto aquela maravilha antes de seguir pedalando às margens da La Praire, praia da qual é possível observar a galera praticando kitesurfe.

Praias e refúgios nas Ilhas Maurício

Há ainda outros passeios interessantes para fazer nas Ilhas Maurício, como visitar a Ile aux Cerfs, na costa leste, com faixas de areia espetaculares; a capital Port Louis, que tem um grande e colorido mercado, templos, um calçadão à beira-mar e edificações modernas, como o aeroporto internacional; e Grand Baie, ao norte de Maurício, onde uma rua repleta de lojinhas atraentes desponta num visual que lembra Santa Monica, na Califórnia.

Paulo Basso Jr.

Hotel em Trou aux Biches

A Grand Baie abriga ainda uma das praias mais lindas de Maurício. Os europeus que o digam, pois costumam passar 10 ou mais dias na ilha a fim de ter tempo livre para praticar esqui aquático, stand up paddle, windsurfe e outras atividades náuticas oferecidas gratuitamente pelos melhores resorts.

Obs: Trecho de texto adaptado de original publicado na revista Viaje Mais Luxo, da Editora Europa.

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