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Casas Bahia pode renegociar contrato


Cibele Gandolpho
Do Diário do Grande ABC

13/04/2010 | 07:02


Pouco mais de quatro meses após o anúncio da união de seus dois impérios, as famílias Klein, fundadora da Casas Bahia, e Diniz, controladora do Grupo Pão de Açúcar, voltam a se tornarem notícia. Segundo fontes, as duas famílias estariam renegociando o contrato que criou a Nova Casas Bahia em dezembro do ano passado.

A iniciativa, de acordo com matéria publicada pelo portal Exame, é da família Klein, que contratou como assessores a butique de investimentos Signatura Lazard e os escritórios de advocacia Porto Advogados, Pinheiro Neto e Costa e Waisberg. O Pão de Açúcar é assessorado pela Estáter e pelo escritório Barbosa, Mussnich e Aragão.

Até o fechamento desta edição, nenhuma das duas empresas confirmaram ou negaram o fato de que esteja havendo algum mal estar. De acordo com executivos próximos aos dois varejistas, o objetivo dos donos da Casas Bahia é equilibrar o contrato firmado, já que a família Klein considera que eles seja excessivamente favorável ao Grupo Pão de Açúcar.

Ainda segundo esses executivos, os Klein se sentem no "pior dos mundos". São minoritários na nova empresa; sentem que seus ativos foram subavaliados; e teriam, ainda, dificuldades de encontrar uma maneira de vender sua grande quantidade de ações numa possível oferta pública. Em dezembro, o Grupo Pão de Açúcar anunciou que contaria, após o acordo, com 1.807 lojas, incluindo lojas de super e hipermercados, postos e drogarias. O grupo teria 50% mais uma ação na nova empresa e a Casas Bahia, ficaria com 47,84% das ações ordinárias (ON) e 2,21% das preferenciais (PN).

Desde janeiro, as fontes afirmam que ambas empresas tentam mudar essa situação. Na época de fechar o negócio com o Grupo Pão de Açúcar, a família Klein não contratou nenhum advogado para assessorá-los na negociação inicial, já que as duas empresas tiveram o mesmo escritório, o paulista Tozzini e Freire.

Segundo a nota, para a Casas Bahia, o contrato assinado não reflete as negociações entre as duas famílias - embora, claro, eles tenham decidido assiná-lo mesmo assim. Contatada, a Casas Bahia informou que não se pronunciará sobre o assunto. O Grupo Pão de Açúcar prometeu ontem uma nota de esclarecimento, mas até o fechamento desta edição, nenhuma informação havia sido divulgada pela rede.

Caso as negociações fracassem, os envolvidos não descartam que os Klein procurem uma resolução para a disputa nos tribunais, portanto, uma decisão é aguardada para os próximos dias.


2009 foi o ano das fusões no setor de varejo no Brasil

O ano passado foi marcado por grandes fusões entre varejistas. Antes de comprar a Casas Bahia, e passou a contar com 1.807 lojas, incluindo lojas de supermercados, postos e drogarias, o Grupo Pão de Açúcar bateu o martelo para a compra do Ponto Frio, no início de junho, e se transformou na maior companhia do varejo, superando até o Carrefour, com faturamento de R$ 26 bilhões, 79.000 funcionários e mais de 1.000 lojas espalhadas por 18 Estados.

Outros dois grandes grupos, - a Insinuante, da Bahia, e a Ricardo Eletro, de Minas Gerais - anunciaram a união no mês passado e a criação da Máquina de Vendas, segundo maior varejista do mercado, atrás apenas da dobradinha Pão de Açúcar/Casas Bahia e à frente do Magazine Luiza.



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Casas Bahia pode renegociar contrato

Cibele Gandolpho
Do Diário do Grande ABC

13/04/2010 | 07:02


Pouco mais de quatro meses após o anúncio da união de seus dois impérios, as famílias Klein, fundadora da Casas Bahia, e Diniz, controladora do Grupo Pão de Açúcar, voltam a se tornarem notícia. Segundo fontes, as duas famílias estariam renegociando o contrato que criou a Nova Casas Bahia em dezembro do ano passado.

A iniciativa, de acordo com matéria publicada pelo portal Exame, é da família Klein, que contratou como assessores a butique de investimentos Signatura Lazard e os escritórios de advocacia Porto Advogados, Pinheiro Neto e Costa e Waisberg. O Pão de Açúcar é assessorado pela Estáter e pelo escritório Barbosa, Mussnich e Aragão.

Até o fechamento desta edição, nenhuma das duas empresas confirmaram ou negaram o fato de que esteja havendo algum mal estar. De acordo com executivos próximos aos dois varejistas, o objetivo dos donos da Casas Bahia é equilibrar o contrato firmado, já que a família Klein considera que eles seja excessivamente favorável ao Grupo Pão de Açúcar.

Ainda segundo esses executivos, os Klein se sentem no "pior dos mundos". São minoritários na nova empresa; sentem que seus ativos foram subavaliados; e teriam, ainda, dificuldades de encontrar uma maneira de vender sua grande quantidade de ações numa possível oferta pública. Em dezembro, o Grupo Pão de Açúcar anunciou que contaria, após o acordo, com 1.807 lojas, incluindo lojas de super e hipermercados, postos e drogarias. O grupo teria 50% mais uma ação na nova empresa e a Casas Bahia, ficaria com 47,84% das ações ordinárias (ON) e 2,21% das preferenciais (PN).

Desde janeiro, as fontes afirmam que ambas empresas tentam mudar essa situação. Na época de fechar o negócio com o Grupo Pão de Açúcar, a família Klein não contratou nenhum advogado para assessorá-los na negociação inicial, já que as duas empresas tiveram o mesmo escritório, o paulista Tozzini e Freire.

Segundo a nota, para a Casas Bahia, o contrato assinado não reflete as negociações entre as duas famílias - embora, claro, eles tenham decidido assiná-lo mesmo assim. Contatada, a Casas Bahia informou que não se pronunciará sobre o assunto. O Grupo Pão de Açúcar prometeu ontem uma nota de esclarecimento, mas até o fechamento desta edição, nenhuma informação havia sido divulgada pela rede.

Caso as negociações fracassem, os envolvidos não descartam que os Klein procurem uma resolução para a disputa nos tribunais, portanto, uma decisão é aguardada para os próximos dias.


2009 foi o ano das fusões no setor de varejo no Brasil

O ano passado foi marcado por grandes fusões entre varejistas. Antes de comprar a Casas Bahia, e passou a contar com 1.807 lojas, incluindo lojas de supermercados, postos e drogarias, o Grupo Pão de Açúcar bateu o martelo para a compra do Ponto Frio, no início de junho, e se transformou na maior companhia do varejo, superando até o Carrefour, com faturamento de R$ 26 bilhões, 79.000 funcionários e mais de 1.000 lojas espalhadas por 18 Estados.

Outros dois grandes grupos, - a Insinuante, da Bahia, e a Ricardo Eletro, de Minas Gerais - anunciaram a união no mês passado e a criação da Máquina de Vendas, segundo maior varejista do mercado, atrás apenas da dobradinha Pão de Açúcar/Casas Bahia e à frente do Magazine Luiza.

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