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Após 2 meses, Black Friday ainda possui reclamações

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Até 31 de janeiro, 3.558 registros do Grande ABC foram inscritos na plataforma Reclame Aqui


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

12/02/2019 | 07:24


Passados mais de dois meses da Black Friday, consumidores do Grande ABC continuam formalizando reclamações sobre as compras feitas durante a ação, realizada em novembro. As queixas já são 7,52% maiores em relação a 2017, totalizando 3.558 registros, o que dá uma média de 50 por dia no período entre 23 de novembro do ano passado e 31 de janeiro deste ano.

Os dados foram levantados pelo site Reclame Aqui a pedido do Diário. No mesmo período em 2017, as sete cidades registraram 3.309 reclamações, ou seja, média diária de 46. A cidade com o maior número de ocorrências em 2018 foi Santo André, com 1.128 queixas. Somente São Bernardo e Diadema apresentaram redução em relação a 2017.

“A região é um recorte do que aconteceu no Brasil (foram computadas 97.281 reclamações, alta de 0,81%, sendo somente 5.607 até o dia oficial do evento). Como prevíamos, as reclamações depois da data dispararam e os problemas sobre atraso na entrega e produto errado ganharam destaque, diferentemente do dia da Black Friday, quando as reclamações foram mais sobre os problemas técnicos. O consumidor que está com qualquer problema deve reclamar, e as empresas que se prepararam para o evento em 2018 com certeza terão respostas para seu cliente no site”, disse Felipe Paniago, diretor de operações do Reclame Aqui.

De acordo com o advogado especialista em direito do consumidor e sócio do escritório Leite e Guimarães, Jairo Guimarães, o crescimento em relação a 2017 é puxado pelo maior acesso às compras pela internet, mas também é motivado pela melhora na confiança do consumidor. “Na Black Friday de 2017 estávamos em plena crise econômica, o que deu uma amenizada nas queixas. No ano passado, entendo que a confiança do consumidor melhorou um pouco, e os indicadores mostram isso. Paralelamente, temos um comércio eletrônico em plena ascensão, e no meu ponto de vista, ele vai continuar crescendo”, afirmou. “O acesso à compra on-line também possibilita o aumento das reclamações, já que, naturalmente, o Reclame Aqui é a ferramenta que está à mão dos usuários, por isso o Procon vem perdendo o protagonismo nas reclamações.”

O principal motivo das reclamações da região, disparado, é o atraso na entrega, que representa 36,6% do total. Em seguida, aparecem o cancelamento (7%) e a propaganda enganosa (5,8%). A troca ou devolução (4,5%) e o estorno (2,3%) completam o top cinco das maiores demandas.

“Estamos com problema crônico de entrega, e isso precisa ser resolvido. Temos a questão dos Correios, que monopolizam o mercado, ao mesmo tempo em que há uma ineficiência e dificuldade de reorganização da empresa”, afirmou Guimarães.

O especialista destacou que o cliente tem 90 dias para fazer reclamações, no caso de bens duráveis, segundo o CDC (Código de Defesa do Consumidor). Mas ele recomenda que o registro da insatisfação seja feito o mais rápido possível. “Seja no SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), no Procon ou notificando a empresa. São as maneiras de constituir o fornecedor em mora e paralisar o prazo de prescrição. Importante também destacar que, quando há dano maior que prejudique o dia a dia e outros valores, o prazo aumenta para cinco anos.”

Questionado, os Correios pediram prazo maior para apurar os dados regionais, mas destacaram que apesar de a companhia ser a maior operadora logística da Black Friday, há empresas privadas atuando no segmento. Os Correios afirmaram que possuem canais oficiais de relacionamento com os clientes (0800-725-0100 ou em http://www2.correios.com.br/sistemas/falecomoscorreios/), por isso não respondem às reclamações do site Reclame Aqui.
 



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Após 2 meses, Black Friday ainda possui reclamações

Até 31 de janeiro, 3.558 registros do Grande ABC foram inscritos na plataforma Reclame Aqui

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

12/02/2019 | 07:24


Passados mais de dois meses da Black Friday, consumidores do Grande ABC continuam formalizando reclamações sobre as compras feitas durante a ação, realizada em novembro. As queixas já são 7,52% maiores em relação a 2017, totalizando 3.558 registros, o que dá uma média de 50 por dia no período entre 23 de novembro do ano passado e 31 de janeiro deste ano.

Os dados foram levantados pelo site Reclame Aqui a pedido do Diário. No mesmo período em 2017, as sete cidades registraram 3.309 reclamações, ou seja, média diária de 46. A cidade com o maior número de ocorrências em 2018 foi Santo André, com 1.128 queixas. Somente São Bernardo e Diadema apresentaram redução em relação a 2017.

“A região é um recorte do que aconteceu no Brasil (foram computadas 97.281 reclamações, alta de 0,81%, sendo somente 5.607 até o dia oficial do evento). Como prevíamos, as reclamações depois da data dispararam e os problemas sobre atraso na entrega e produto errado ganharam destaque, diferentemente do dia da Black Friday, quando as reclamações foram mais sobre os problemas técnicos. O consumidor que está com qualquer problema deve reclamar, e as empresas que se prepararam para o evento em 2018 com certeza terão respostas para seu cliente no site”, disse Felipe Paniago, diretor de operações do Reclame Aqui.

De acordo com o advogado especialista em direito do consumidor e sócio do escritório Leite e Guimarães, Jairo Guimarães, o crescimento em relação a 2017 é puxado pelo maior acesso às compras pela internet, mas também é motivado pela melhora na confiança do consumidor. “Na Black Friday de 2017 estávamos em plena crise econômica, o que deu uma amenizada nas queixas. No ano passado, entendo que a confiança do consumidor melhorou um pouco, e os indicadores mostram isso. Paralelamente, temos um comércio eletrônico em plena ascensão, e no meu ponto de vista, ele vai continuar crescendo”, afirmou. “O acesso à compra on-line também possibilita o aumento das reclamações, já que, naturalmente, o Reclame Aqui é a ferramenta que está à mão dos usuários, por isso o Procon vem perdendo o protagonismo nas reclamações.”

O principal motivo das reclamações da região, disparado, é o atraso na entrega, que representa 36,6% do total. Em seguida, aparecem o cancelamento (7%) e a propaganda enganosa (5,8%). A troca ou devolução (4,5%) e o estorno (2,3%) completam o top cinco das maiores demandas.

“Estamos com problema crônico de entrega, e isso precisa ser resolvido. Temos a questão dos Correios, que monopolizam o mercado, ao mesmo tempo em que há uma ineficiência e dificuldade de reorganização da empresa”, afirmou Guimarães.

O especialista destacou que o cliente tem 90 dias para fazer reclamações, no caso de bens duráveis, segundo o CDC (Código de Defesa do Consumidor). Mas ele recomenda que o registro da insatisfação seja feito o mais rápido possível. “Seja no SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), no Procon ou notificando a empresa. São as maneiras de constituir o fornecedor em mora e paralisar o prazo de prescrição. Importante também destacar que, quando há dano maior que prejudique o dia a dia e outros valores, o prazo aumenta para cinco anos.”

Questionado, os Correios pediram prazo maior para apurar os dados regionais, mas destacaram que apesar de a companhia ser a maior operadora logística da Black Friday, há empresas privadas atuando no segmento. Os Correios afirmaram que possuem canais oficiais de relacionamento com os clientes (0800-725-0100 ou em http://www2.correios.com.br/sistemas/falecomoscorreios/), por isso não respondem às reclamações do site Reclame Aqui.
 

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