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Três terreiros de religião afro são tombados na região

Líderes consideram que medida reforça a importância do candomblé e da umbanda


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

12/02/2019 | 07:00


 O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) aprovou o tombamento de cinco casas de religiões de matriz africana da Capital e Região Metropolitana. Três espaços estão localizados no Grande ABC: Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein, de Santo André; Templo de Culto Sagrado Tatá Pércio do Battistini Ilê Alákétu Asé Ayrá e Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka, ambos de São Bernardo. Para os líderes do segmento, a medida colabora para o reconhecimento dos cultos e fim do preconceito relacionado ao umbandismo e ao candomblé.

A publicação, aprovada em reunião no dia 28 de janeiro, determinou ainda o registro do Santuário Nacional da Umbanda, no Montanhão, na divisa entre Santo André e São Bernardo, como patrimônio cultural imaterial do Estado. A intenção é proteger, além do espaço físico, a cultura local.

O Terreiro de Candomblé Santa Bárbara, na Brasilândia, na Zona Norte da Capital, e o Centro Cultural Ilê Afro-brasileiro Odé Loreci, de Embu das Artes, Região Metropolitana, também estão na publicação. Os locais já eram tombados pelos órgãos de proteção dos municípios, no entanto, o documento estadual determina a preservação de bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de cunho afetivo para a população. A medida impede que estes espaços sejam descaracterizados.

Mãe Carmem de Oxum, do O Ilê Olá Omi Asé Opô Araká, tradicional comunidade do candomblé do Alvarenga, em São Bernardo, diz que o título é importante para a preservação da religião de matriz africana. “(O tombamento) Marca, também, a resistência dos nossos ancestrais.” O santuário existe desde a década de 1970 e é tombado como patrimônio cultural municipal desde 2016.

A matriarca, mãe de santo há mais de 40 anos, tem lista de clientes recheada de políticos. Já se consultaram com ela o deputado federal Paulo Maluf (PP), a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Para ela, o tombamento pode ainda colaborar para a diminuição do preconceito. “Tenho certeza de que, com o tombamento, quebramos parte desse paradigma. É um marco.”

Segundo o Condephaat, o estudo de tombamento foi aberto no ano passado após a criação de grupo de trabalho ''''que reuniu lideranças religiosas e representantes do Estado e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).



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Três terreiros de religião afro são tombados na região

Líderes consideram que medida reforça a importância do candomblé e da umbanda

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

12/02/2019 | 07:00


 O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) aprovou o tombamento de cinco casas de religiões de matriz africana da Capital e Região Metropolitana. Três espaços estão localizados no Grande ABC: Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein, de Santo André; Templo de Culto Sagrado Tatá Pércio do Battistini Ilê Alákétu Asé Ayrá e Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka, ambos de São Bernardo. Para os líderes do segmento, a medida colabora para o reconhecimento dos cultos e fim do preconceito relacionado ao umbandismo e ao candomblé.

A publicação, aprovada em reunião no dia 28 de janeiro, determinou ainda o registro do Santuário Nacional da Umbanda, no Montanhão, na divisa entre Santo André e São Bernardo, como patrimônio cultural imaterial do Estado. A intenção é proteger, além do espaço físico, a cultura local.

O Terreiro de Candomblé Santa Bárbara, na Brasilândia, na Zona Norte da Capital, e o Centro Cultural Ilê Afro-brasileiro Odé Loreci, de Embu das Artes, Região Metropolitana, também estão na publicação. Os locais já eram tombados pelos órgãos de proteção dos municípios, no entanto, o documento estadual determina a preservação de bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de cunho afetivo para a população. A medida impede que estes espaços sejam descaracterizados.

Mãe Carmem de Oxum, do O Ilê Olá Omi Asé Opô Araká, tradicional comunidade do candomblé do Alvarenga, em São Bernardo, diz que o título é importante para a preservação da religião de matriz africana. “(O tombamento) Marca, também, a resistência dos nossos ancestrais.” O santuário existe desde a década de 1970 e é tombado como patrimônio cultural municipal desde 2016.

A matriarca, mãe de santo há mais de 40 anos, tem lista de clientes recheada de políticos. Já se consultaram com ela o deputado federal Paulo Maluf (PP), a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Para ela, o tombamento pode ainda colaborar para a diminuição do preconceito. “Tenho certeza de que, com o tombamento, quebramos parte desse paradigma. É um marco.”

Segundo o Condephaat, o estudo de tombamento foi aberto no ano passado após a criação de grupo de trabalho ''''que reuniu lideranças religiosas e representantes do Estado e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

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