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Pré-carnaval na Vila Madalena termina em tumulto; moradores pedem barreiras



11/02/2019 | 20:07


Moradores da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, já se mobilizam contra eventos de carnaval não autorizados na região. No último sábado, 9, o bairro foi palco de uma festa de pré-carnaval que terminou em tumulto e depredação, com pelo menos um detido.

O bloco de pré-carnaval foi organizado nas redes sociais e reuniu centenas de pessoas na Rua Aspicuelta na tarde de sábado. Cerca de 12 mil pessoas haviam confirmado presença na página no Facebook. Segundo a Subprefeitura de Pinheiros, o evento não tinha autorização para acontecer.

"A administração regional, ao tomar ciência da organização do encontro pelas redes sociais, acionou equipes de fiscalização contra o comércio ambulante irregular e solicitou apoio da Guarda Civil Metropolitana", informou, em nota a Prefeitura.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, houve tumulto, provocado pelos participantes do pré-carnaval. "Um homem atirou uma pedra na viatura da GCM, quebrando o vidro traseiro do carro. O acusado foi conduzido 14º DP (Pinheiros)", informou a Prefeitura.

Moradores da Vila Madalena denunciaram a situação do bairro durante e depois do evento. Vídeos nas redes sociais mostram correria após o lançamento de uma bomba de gás lacrimogêneo e o acúmulo de lixo na rua.

Nesta segunda-feira, 11, a Sociedade Amigos de Vila Madalena (Savima), que reúne moradores do bairro, encaminhou um ofício ao Ministério Público Estadual (MPE), pedindo providências. A associação quer o cercamento do bairro para evitar eventos de carnaval em algumas áreas.

"Pedimos encarecidamente providências para que pelo menos o poder público crie na Vila um perímetro, controlar entrada, saturar ambulantes e consumo de álcool e drogas nas ruas, vetar qualquer tipo de som fora dos estabelecimentos e qualquer bloco no miolo do bairro", diz o documento enviado pela Savima.

"As pessoas têm de se sentir protegidas desses vândalos, porque são vândalos. Eles vem para causar o terror", disse ao Estado Cassio Calazans, presidente da Savima. "O carnaval é uma festa bacana, popular. Isso é uma coisa. Outra coisa são esses rolês."

Outro evento está marcado para o próximo sábado no Largo da Batata, na zona oeste da capital. Segundo a Prefeitura, "o Município está ciente das movimentações nas redes sociais e, caso seja necessário, essa força-tarefa será repetida no próximo sábado".



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Pré-carnaval na Vila Madalena termina em tumulto; moradores pedem barreiras


11/02/2019 | 20:07


Moradores da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, já se mobilizam contra eventos de carnaval não autorizados na região. No último sábado, 9, o bairro foi palco de uma festa de pré-carnaval que terminou em tumulto e depredação, com pelo menos um detido.

O bloco de pré-carnaval foi organizado nas redes sociais e reuniu centenas de pessoas na Rua Aspicuelta na tarde de sábado. Cerca de 12 mil pessoas haviam confirmado presença na página no Facebook. Segundo a Subprefeitura de Pinheiros, o evento não tinha autorização para acontecer.

"A administração regional, ao tomar ciência da organização do encontro pelas redes sociais, acionou equipes de fiscalização contra o comércio ambulante irregular e solicitou apoio da Guarda Civil Metropolitana", informou, em nota a Prefeitura.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, houve tumulto, provocado pelos participantes do pré-carnaval. "Um homem atirou uma pedra na viatura da GCM, quebrando o vidro traseiro do carro. O acusado foi conduzido 14º DP (Pinheiros)", informou a Prefeitura.

Moradores da Vila Madalena denunciaram a situação do bairro durante e depois do evento. Vídeos nas redes sociais mostram correria após o lançamento de uma bomba de gás lacrimogêneo e o acúmulo de lixo na rua.

Nesta segunda-feira, 11, a Sociedade Amigos de Vila Madalena (Savima), que reúne moradores do bairro, encaminhou um ofício ao Ministério Público Estadual (MPE), pedindo providências. A associação quer o cercamento do bairro para evitar eventos de carnaval em algumas áreas.

"Pedimos encarecidamente providências para que pelo menos o poder público crie na Vila um perímetro, controlar entrada, saturar ambulantes e consumo de álcool e drogas nas ruas, vetar qualquer tipo de som fora dos estabelecimentos e qualquer bloco no miolo do bairro", diz o documento enviado pela Savima.

"As pessoas têm de se sentir protegidas desses vândalos, porque são vândalos. Eles vem para causar o terror", disse ao Estado Cassio Calazans, presidente da Savima. "O carnaval é uma festa bacana, popular. Isso é uma coisa. Outra coisa são esses rolês."

Outro evento está marcado para o próximo sábado no Largo da Batata, na zona oeste da capital. Segundo a Prefeitura, "o Município está ciente das movimentações nas redes sociais e, caso seja necessário, essa força-tarefa será repetida no próximo sábado".

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