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Bolsa inicia semana em queda com aversão global ao risco



11/02/2019 | 18:55


O ambiente externo negativo e a percepção de que o governo não terá vida fácil nas negociações da reforma da Previdência no Congresso pautaram os negócios no mercado acionário doméstico nesta segunda-feira, 11. Apesar de uma leve recuperação no fim do pregão, com declarações do presidente Jair Bolsonaro à TV Bandeirantes de que pode ter alta até o fim da semana, o Ibovespa fechou no vermelho, dando sequência à toada negativa da semana passada, quando caiu 2,57%.

O início do pregão até foi promissor, com o Índice correndo até a máxima dos 95.498,93 pontos por conta da valorização dos papéis da Vale, estimulados pela alta de 8% das cotações do minério de ferro no mercado chinês, na volta aos negócios após feriado de uma semana para celebrar o ano-novo lunar. Mas as ações da Vale perderam fôlego e o Ibovespa sucumbiu ao peso do mercado externo, marcado por queda do petróleo e fortalecimento do dólar, em meio a temores de desaceleração da economia global e às expectativas para nova rodada de negociações entre americanos e chineses.

Com máxima de 95.498,93 pontos (+0,16%) e mínima de 93.736,67 pontos (-1,68%), o Ibovespa fechou em queda de 0,98%, aos 94.412,91 pontos. As ações da Vale recuaram 2,64%, enquanto os papéis preferenciais da Petrobras perderam 1,15%. No bloco financeiro, as perdas foram generalizadas, com destaque negativo para as ações do Banco do Brasil, que recuaram 2,96%.

Ao ambiente negativo lá fora se somou uma diminuição na crença de que o governo conseguirá aprovar no Congresso uma reforma da Previdência robusta nos próximos meses. Temas espinhosos como a idade mínima podem empacar as negociações. Na avaliação da consultoria Eurasia, o início dos trabalhos no Congresso derrubou as expectativas de um trâmite acelerado da reforma da Previdência, com chances cada vez menores de votação em março ou abril.

Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença, parte do mercado embarcou erroneamente na onda da alta do minério pela manhã, o que contagiou as outras blue chips. "Quando acabou o movimento na Vale, o mercado viu que não havia força para subir", afirma Monteiro. "A verdade é que a bolsa subiu quase 11% em janeiro e agora precisa de fatos concretos sobre a Previdência", afirma.

Por ora, não há nem mesmo uma proposta oficial do governo, já que o presidente Jair Bolsonaro - a quem cabe a última palavra sobre o tema antes do envio do texto ao Congresso - segue internado no hospital Albert Einstein. Em entrevista por telefone à TV Bandeirantes, o presidente afirmou que espera receber alta ainda semana, mas ainda não há uma posição oficial dos médicos.



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Bolsa inicia semana em queda com aversão global ao risco


11/02/2019 | 18:55


O ambiente externo negativo e a percepção de que o governo não terá vida fácil nas negociações da reforma da Previdência no Congresso pautaram os negócios no mercado acionário doméstico nesta segunda-feira, 11. Apesar de uma leve recuperação no fim do pregão, com declarações do presidente Jair Bolsonaro à TV Bandeirantes de que pode ter alta até o fim da semana, o Ibovespa fechou no vermelho, dando sequência à toada negativa da semana passada, quando caiu 2,57%.

O início do pregão até foi promissor, com o Índice correndo até a máxima dos 95.498,93 pontos por conta da valorização dos papéis da Vale, estimulados pela alta de 8% das cotações do minério de ferro no mercado chinês, na volta aos negócios após feriado de uma semana para celebrar o ano-novo lunar. Mas as ações da Vale perderam fôlego e o Ibovespa sucumbiu ao peso do mercado externo, marcado por queda do petróleo e fortalecimento do dólar, em meio a temores de desaceleração da economia global e às expectativas para nova rodada de negociações entre americanos e chineses.

Com máxima de 95.498,93 pontos (+0,16%) e mínima de 93.736,67 pontos (-1,68%), o Ibovespa fechou em queda de 0,98%, aos 94.412,91 pontos. As ações da Vale recuaram 2,64%, enquanto os papéis preferenciais da Petrobras perderam 1,15%. No bloco financeiro, as perdas foram generalizadas, com destaque negativo para as ações do Banco do Brasil, que recuaram 2,96%.

Ao ambiente negativo lá fora se somou uma diminuição na crença de que o governo conseguirá aprovar no Congresso uma reforma da Previdência robusta nos próximos meses. Temas espinhosos como a idade mínima podem empacar as negociações. Na avaliação da consultoria Eurasia, o início dos trabalhos no Congresso derrubou as expectativas de um trâmite acelerado da reforma da Previdência, com chances cada vez menores de votação em março ou abril.

Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença, parte do mercado embarcou erroneamente na onda da alta do minério pela manhã, o que contagiou as outras blue chips. "Quando acabou o movimento na Vale, o mercado viu que não havia força para subir", afirma Monteiro. "A verdade é que a bolsa subiu quase 11% em janeiro e agora precisa de fatos concretos sobre a Previdência", afirma.

Por ora, não há nem mesmo uma proposta oficial do governo, já que o presidente Jair Bolsonaro - a quem cabe a última palavra sobre o tema antes do envio do texto ao Congresso - segue internado no hospital Albert Einstein. Em entrevista por telefone à TV Bandeirantes, o presidente afirmou que espera receber alta ainda semana, mas ainda não há uma posição oficial dos médicos.

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