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Casas de religiões de matriz africana da região são tombadas

Três espaços estão localizados em Santo André e São Bernardo



11/02/2019 | 15:35


O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) aprovou o tombamento de cinco casas de religiões de matriz africana da Capital e da Região Metropolitana de São Paulo. Três espaços estão localizados no Grande ABC. São eles: Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein, de Santo André; Templo de Culto Sagrado Tatá Pércio do Battistini Ilê Alákétu Asé Ayrá e Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka, ambos de São Bernardo.

Também foi determinado, no encontro do dia 28 de janeiro, o registro do Santuário Nacional da Umbanda, localizado na divisa entre Santo André e São Bernardo, na Estrada do Montanhão, como patrimônio cultural imaterial do Estado.

O estudo de tombamento foi aberto no ano passado após a criação do grupo do trabalho Territórios Tradicionais de Matriz Africana Tombados de SP, que reuniu lideranças religiosas e representantes do Estado e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Os pedidos de tombamento foram originalmente abertos entre 2013 e 2017, mas, no ano passado, reunidos em um processo único. A decisão recai especialmente em relação ao perímetro formado pelo lote, incluindo a localização do barracão e das árvores consagradas, por exemplo.

Além dos espaços no Grande ABC, foram tombados o Terreiro de Candomblé Santa Bárbara, de Brasilândia, na Zona Norte da Capital e o Centro Cultural Ilê Afro-brasileiro Odé Loreci, de Embu das Artes, na Região Metropolitana.

A Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein está instalada em Santo André há mais de 30 anos. O espaço tem origem no grupo étnico Ewe/Fon, originário do Benin, na África, sendo um dos poucos com tal característica no País.

De 1996, o Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka é um dos terreiros de candomblé mais conhecidos do Estado, atraindo até mesmo autoridades políticas.

O Terreiro de Candomblé Santa Bárbara é considerado o primeiro da cidade de São Paulo, sendo datado dos anos 60, quando foi fundado por Julita Lima da Silva, a Mãe Manaundê.

O Centro Cultura Odé Lorecy, por sua vez, é referência por reunir um acervo com roupas, insígnias, esculturas, máscaras e outros itens ligados a divindades do panteão africano.

Já o Santuário Nacional da Umbanda faz parte da Reserva Ecológica da Serra do Mar, em que terreno de 645 mil metros quadrados em meio à mata nativa.

Antes dos locais citados, apenas o Terreiro Aché Ilé Obá havia sido tombado pelo Condephaat, em 1990. Ele fica localizado no Jabaquara, na região sul da capital paulista.

LINDÓIA
Na mesma reunião, o Condephaat também aprovou a abertura do estudo de tombamento da ponte Sebastião Edward Pinto da Cunha, de Lindoia, no Interior paulista. Com a decisão, alterações na estrutura somente podem ser feitas com anuência do conselho.
 



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Casas de religiões de matriz africana da região são tombadas

Três espaços estão localizados em Santo André e São Bernardo


11/02/2019 | 15:35


O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) aprovou o tombamento de cinco casas de religiões de matriz africana da Capital e da Região Metropolitana de São Paulo. Três espaços estão localizados no Grande ABC. São eles: Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein, de Santo André; Templo de Culto Sagrado Tatá Pércio do Battistini Ilê Alákétu Asé Ayrá e Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka, ambos de São Bernardo.

Também foi determinado, no encontro do dia 28 de janeiro, o registro do Santuário Nacional da Umbanda, localizado na divisa entre Santo André e São Bernardo, na Estrada do Montanhão, como patrimônio cultural imaterial do Estado.

O estudo de tombamento foi aberto no ano passado após a criação do grupo do trabalho Territórios Tradicionais de Matriz Africana Tombados de SP, que reuniu lideranças religiosas e representantes do Estado e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Os pedidos de tombamento foram originalmente abertos entre 2013 e 2017, mas, no ano passado, reunidos em um processo único. A decisão recai especialmente em relação ao perímetro formado pelo lote, incluindo a localização do barracão e das árvores consagradas, por exemplo.

Além dos espaços no Grande ABC, foram tombados o Terreiro de Candomblé Santa Bárbara, de Brasilândia, na Zona Norte da Capital e o Centro Cultural Ilê Afro-brasileiro Odé Loreci, de Embu das Artes, na Região Metropolitana.

A Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein está instalada em Santo André há mais de 30 anos. O espaço tem origem no grupo étnico Ewe/Fon, originário do Benin, na África, sendo um dos poucos com tal característica no País.

De 1996, o Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka é um dos terreiros de candomblé mais conhecidos do Estado, atraindo até mesmo autoridades políticas.

O Terreiro de Candomblé Santa Bárbara é considerado o primeiro da cidade de São Paulo, sendo datado dos anos 60, quando foi fundado por Julita Lima da Silva, a Mãe Manaundê.

O Centro Cultura Odé Lorecy, por sua vez, é referência por reunir um acervo com roupas, insígnias, esculturas, máscaras e outros itens ligados a divindades do panteão africano.

Já o Santuário Nacional da Umbanda faz parte da Reserva Ecológica da Serra do Mar, em que terreno de 645 mil metros quadrados em meio à mata nativa.

Antes dos locais citados, apenas o Terreiro Aché Ilé Obá havia sido tombado pelo Condephaat, em 1990. Ele fica localizado no Jabaquara, na região sul da capital paulista.

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Na mesma reunião, o Condephaat também aprovou a abertura do estudo de tombamento da ponte Sebastião Edward Pinto da Cunha, de Lindoia, no Interior paulista. Com a decisão, alterações na estrutura somente podem ser feitas com anuência do conselho.
 

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