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SP: Condephaat tomba cinco terreiros de religiões de matriz africana



11/02/2019 | 12:54


O tombamento de cinco casas de religiões de matriz africana da capital e da região metropolitana de São Paulo foi aprovado em reunião no dia 28 de janeiro. A decisão foi tomada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Também foi determinado o registro do Santuário Nacional da Umbanda, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, como patrimônio cultural imaterial do Estado.

O estudo de tombamento foi aberto no ano passado após a criação do grupo do trabalho "Territórios Tradicionais de Matriz Africana Tombados de SP", que reuniu lideranças religiosas e representantes do Estado e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os pedidos de tombamento foram originalmente abertos entre 2013 e 2017, mas, no ano passado, reunidos em um processo único. A decisão recai especialmente em relação ao perímetro formado pelo lote, incluindo a localização do barracão e das árvores consagradas, por exemplo.

Os espaços tombados são: Terreiro de Candomblé Santa Bárbara, de Brasilândia, na zona norte da capital paulista; Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein, de Santo André, no ABC Paulista; Centro Cultural Ilê Afro-brasileiro Odé Loreci, de Embu das Artes, na região metropolitana; Templo de Culto Sagrado Tatá Pércio do Battistini Ilê Alákétu Asé Ayrá e Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka, ambos de São Bernardo do Campo, no ABC.

O Terreiro de Candomblé Santa Bárbara é considerado o primeiro da cidade de São Paulo, sendo datado dos anos 60, quando foi fundado por Julita Lima da Silva, a Mãe Manaundê.

Já a Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein está instalada em Santo André há mais de 30 anos. O espaço tem origem no grupo étnico Ewe/Fon, originário do Benin, na África, sendo um dos pouco com tal característica no País.

De 1996, o Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka é um dos terreiros de candomblé mais conhecidos do Estado, atraindo até mesmo autoridades políticas. O Centro Cultura Odé Lorecy, por sua vez, é referência por reunir um acervo com roupas, insígnias, esculturas, máscaras e outros itens ligados a divindades do panteão africano.

Já o Santuário Nacional da Umbanda faz parte da Reserva Ecológica da Serra do Mar, em que terreno de 645 mil metros quadrados em meio à mata nativa. Em seu site, a instituição se autodenomina de "Meca da umbanda".

Antes dos locais citados, apenas o Terreiro Aché Ilé Obá havia sido tombado pelo Condephaat, em 1990. Ele fica localizado no Jabaquara, na região sul da capital paulista.

Lindoia

Na mesma reunião, o Condephaat também aprovou a abertura do estudo de tombamento da ponte Sebastião Edward Pinto da Cunha, de Lindoia, no interior paulista. Com a decisão, alterações na estrutura somente podem ser feitas com anuência do conselho.



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SP: Condephaat tomba cinco terreiros de religiões de matriz africana


11/02/2019 | 12:54


O tombamento de cinco casas de religiões de matriz africana da capital e da região metropolitana de São Paulo foi aprovado em reunião no dia 28 de janeiro. A decisão foi tomada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Também foi determinado o registro do Santuário Nacional da Umbanda, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, como patrimônio cultural imaterial do Estado.

O estudo de tombamento foi aberto no ano passado após a criação do grupo do trabalho "Territórios Tradicionais de Matriz Africana Tombados de SP", que reuniu lideranças religiosas e representantes do Estado e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os pedidos de tombamento foram originalmente abertos entre 2013 e 2017, mas, no ano passado, reunidos em um processo único. A decisão recai especialmente em relação ao perímetro formado pelo lote, incluindo a localização do barracão e das árvores consagradas, por exemplo.

Os espaços tombados são: Terreiro de Candomblé Santa Bárbara, de Brasilândia, na zona norte da capital paulista; Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein, de Santo André, no ABC Paulista; Centro Cultural Ilê Afro-brasileiro Odé Loreci, de Embu das Artes, na região metropolitana; Templo de Culto Sagrado Tatá Pércio do Battistini Ilê Alákétu Asé Ayrá e Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka, ambos de São Bernardo do Campo, no ABC.

O Terreiro de Candomblé Santa Bárbara é considerado o primeiro da cidade de São Paulo, sendo datado dos anos 60, quando foi fundado por Julita Lima da Silva, a Mãe Manaundê.

Já a Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein está instalada em Santo André há mais de 30 anos. O espaço tem origem no grupo étnico Ewe/Fon, originário do Benin, na África, sendo um dos pouco com tal característica no País.

De 1996, o Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka é um dos terreiros de candomblé mais conhecidos do Estado, atraindo até mesmo autoridades políticas. O Centro Cultura Odé Lorecy, por sua vez, é referência por reunir um acervo com roupas, insígnias, esculturas, máscaras e outros itens ligados a divindades do panteão africano.

Já o Santuário Nacional da Umbanda faz parte da Reserva Ecológica da Serra do Mar, em que terreno de 645 mil metros quadrados em meio à mata nativa. Em seu site, a instituição se autodenomina de "Meca da umbanda".

Antes dos locais citados, apenas o Terreiro Aché Ilé Obá havia sido tombado pelo Condephaat, em 1990. Ele fica localizado no Jabaquara, na região sul da capital paulista.

Lindoia

Na mesma reunião, o Condephaat também aprovou a abertura do estudo de tombamento da ponte Sebastião Edward Pinto da Cunha, de Lindoia, no interior paulista. Com a decisão, alterações na estrutura somente podem ser feitas com anuência do conselho.

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