Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 19 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

Selic em 6,5%: o que muda para você?


Do Diário do Grande ABC

11/02/2019 | 11:48


Quando uma pessoa física vai até o banco para adquirir o empréstimo, a primeira pergunta a se fazer é: quanto vai me custar? A resposta dessa pergunta é resumida em valor percentual que chamamos de taxa de juros. Esta pode refletir diretamente no bolso do consumidor, visto que cada banco tem o preço do dinheiro, ou melhor, taxa de juros. A taxa de juros é regida pela taxa Selic, ou melhor, pela taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que é a taxa básica de juros da economia. A taxa de juros é o preço do dinheiro, e a Selic é a taxa mãe da economia. Além de a Selic ser parâmetro para taxas bancárias, ela é instrumento do governo para controlar a alta dos preços (inflação), e também os investimentos. 

Nos últimos anos, a Selic apresentou histórico de altas. No ano de 2017 a taxa apresentou a alta de 13% no mês de janeiro. Desde março de 2018, o Copom (Comitê de Política Monetária) definiu e manteve a taxa em 6,5%. Como as demais taxas bancárias são regidas pela Selic, quando a taxa está baixa, o preço do crédito (consignado ou pessoal) tende a diminuir. 

Está mais vantajoso adquirir empréstimo hoje, comparando com 2017. Em contrapartida, quando uma pessoa física quer aplicar o seu dinheiro em algum investimento para render juros, e o investimento tem como parâmetro a Selic, esta torna-se não tão atrativa assim comparado há alguns anos. 

Ou seja, quando o preço do dinheiro está alto (alta taxa de juros), é mais atrativo emprestar para instituição financeira (investir) do que tomar emprestado (adquirir empréstimo). Enquanto quando o preço do dinheiro está baixo (baixa taxa de juros) é mais vantajoso adquirir o empréstimo do que investir.  A política do Comitê de Política Monetária de diminuir a taxa de juros é estímulo para o aquecimento da economia, porque torna-se mais atrativo adquirir crédito e aumentar o consumo das famílias e, para as empresas que captam recursos para o aumento da produção, os custos são menores.

A redução da taxa de juros também incentiva a portabilidade, que possibilita a mudança de contrato para instituição com taxas mais atrativas, mantendo o valor da dívida e também o número de parcelas. 

Com tudo o que vimos até aqui, podemos afirmar que a conjuntura econômica nos afeta, e o consumidor pode aproveitar da estratégia (expansionista ou contracionista) do governo para saber o melhor momento para consumir e adquirir empréstimo, ou investir. Embora a Selic pareça distante da realidade das pessoas, ela está próxima em situações corriqueiras e que parecem imperceptíveis.

  

Gabrielle Garcia é analista de pré-vendas do Consignet, formada em economia e atualmente cursa MBA em gestão empresarial.

Palavra do leitor

País paisão 

 A GM chora e diz ter prejuízo, ameaçando até ir embora de São Caetano e do Brasil. Dias depois apresenta balanço que comprova lucro de R$ 32 bilhões (Economia, dia 7). Já o Itaú, que não produz nada, mas tem taxas exorbitantes, mostra lucro líquido de R$ 24,9 bilhões, o maior da história entre instituições financeiras. O que tem a ver as duas contas? Quase nada. A não ser o que envolve o Brasil, muito bonzinho com a montadora e eterno paraíso aos banqueiros. 

Nice do Carmo Veras

 Mauá

Rios de dinheiro 

 Os 21 vereadores em Santo André, por exemplo, recebem de salário R$ 15.031,76 cada. Os 94 deputados estaduais por São Paulo obtêm R$ 25,3 mil por mês cada. Já os 513 deputados federais têm de proventos R$ 33.763 mensalmente cada – mais auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento para morar de graça, verba de R$ 102 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30,8 mil a R$ 45,6 mil por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Além desses, há 81 senadores, cada um ganhando R$ 33.763 mensais. O salário de Bolsonaro é de R$ 30.934,70, mas ele vai receber R$ 60.236,15, porque poderá se aposentar pelo antigo IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas). Ainda tem prefeitos, governadores e toda a claque. Isso em todos os Estados, com 5.570 municípios. Enquanto isso, o trabalhador honesto recebe R$ 998 de salário. Mas a classe política diz que o problema da eterna crise econômica no Brasil é a Previdência e é necessária reforma urgente para ‘não quebrar o País’. E nós aceitamos. Calados. Basta! A população brasileira precisa urgentemente pôr fim a esse excesso de políticos.

 Ulisses Noronha

 São Caetano

Sanguessugas 

 Elegemos Bolsonaro como última alternativa. Esperamos que não nos decepcione. Desgraçadamente, velhas e conhecidas ratazanas se reelegeram para preservar a corrupção e a impunidade. Não existe novo Renan. O que aí está é o de sempre. Veste pele de cordeiro, mas, como o lobo, perde o pelo, mas não o vício. Esbravejando, mostrou isso retirando sua candidatura. Todos deputados, senadores e ministros que defendem votos secretos detestam a luz. São hematófagos, inimigos da transparência, do Brasil e do povo. Vampiros, querem sugar nosso sangue escondidos nas sombras da noite. Preparemos as estacas.

Nilson Martins Altran

São Caetano

Caça-níqueis

 Agora o ‘pré-primário’ de trânsito (e não engenheiro) está agindo como caça-níqueis em São Bernardo. Claro, a cidade precisa de muito dinheiro para fazer obras e não acabar! Colocaram radar de velocidade na Avenida José Odorizzi, a 50 metros da Rua Tapiringas, sentido Centro-bairro. Para deixar claro que não é para evitar perigo, colocaram o radar escondido atrás de poste! E, além disso, a 50 metros tem semáforo, colocado à direita da avenida, invisível devido à curva antes. Do lado esquerdo tem outro que, se verde, o da direita está vermelho. Como a avenida tem forte declínio, o motorista que anda a 50 km/h vê o verde e não breca. Devido a esse forte declínio a velocidade aumenta e passa-se tranquilamente 60 km/h. Resultado: multa. A prova de que tudo lá está pessimamente colocado são as marcas no asfalto de fortes freadas. Caso a Prefeitura queira fazer a avenida segura, teria de, no mínimo, proibir estacionamento na via, sempre cheia de veículos parados.

Serge R. Vandevelde

São Bernardo

Requerimento 

 Após leitura de vários textos relativos ao Espaço Matarazzo, em São Caetano, chamou atenção o requerimento encaminhado à Cetesb pelo doutor Carlos Humberto Seraphim, edil da cidade, buscando soluções para a área desativada e contaminada. Contamos com a habitual presteza dos legisladores e do Poder Executivo sobre o assunto em pauta. Vale destacar a reurbanização do Espaço Chico Mendes, na Avenida Presidente Kennedy, e, por último, o Espaço Cerâmica, contemplado com hospital, praças, shopping, torres comerciais e residenciais, obra transformadora. Chegou a hora! Estamos na expectativa para novas e boas notícias.

Ronaldo Duran

 Santo André

Vai ruir! 

 Prefeito Paulo Serra, de Santo André, alguns trechos da faixa exclusiva de ônibus na Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo estão cedendo para o lado do Córrego Guarará. Será que o senhor poderia dar alguma atenção a esse problema antes que aconteçam acidentes?

Mário Campos

 Santo André

Dois pesos... 

 O ex-presidente Lula sofreu mais uma derrota e, agora, pela segunda vez, é condenado, desta vez na caso do sítio de Atibaia, que nem no nome dele está (Política, dia 7), por supostamente ter recebido R$ 1 milhão em propinas referentes à reforma no imóvel. Flávio Bolsonaro, filho do presidente mentiroso da República, está até o pescoço envolvido em corrupção e seu motorista movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Nada vai acontecer a eles? Além disso, Flávio está, inclusive, envolvido com milícias no Rio de Janeiro. Foi, no entanto, eleito terceiro secretário da mesa diretora do Senado. Mas não era para mudar a política? Não era para acabar com a corrupção? O PT não era o único ‘ladrão’ do Brasil? Contraditório, não é? Cadê as marionetes defensoras dessas mudanças? Não vão bater panela?

Felipe Luís Simão

 Ribeirão Pires



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Selic em 6,5%: o que muda para você?

Do Diário do Grande ABC

11/02/2019 | 11:48


Quando uma pessoa física vai até o banco para adquirir o empréstimo, a primeira pergunta a se fazer é: quanto vai me custar? A resposta dessa pergunta é resumida em valor percentual que chamamos de taxa de juros. Esta pode refletir diretamente no bolso do consumidor, visto que cada banco tem o preço do dinheiro, ou melhor, taxa de juros. A taxa de juros é regida pela taxa Selic, ou melhor, pela taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que é a taxa básica de juros da economia. A taxa de juros é o preço do dinheiro, e a Selic é a taxa mãe da economia. Além de a Selic ser parâmetro para taxas bancárias, ela é instrumento do governo para controlar a alta dos preços (inflação), e também os investimentos. 

Nos últimos anos, a Selic apresentou histórico de altas. No ano de 2017 a taxa apresentou a alta de 13% no mês de janeiro. Desde março de 2018, o Copom (Comitê de Política Monetária) definiu e manteve a taxa em 6,5%. Como as demais taxas bancárias são regidas pela Selic, quando a taxa está baixa, o preço do crédito (consignado ou pessoal) tende a diminuir. 

Está mais vantajoso adquirir empréstimo hoje, comparando com 2017. Em contrapartida, quando uma pessoa física quer aplicar o seu dinheiro em algum investimento para render juros, e o investimento tem como parâmetro a Selic, esta torna-se não tão atrativa assim comparado há alguns anos. 

Ou seja, quando o preço do dinheiro está alto (alta taxa de juros), é mais atrativo emprestar para instituição financeira (investir) do que tomar emprestado (adquirir empréstimo). Enquanto quando o preço do dinheiro está baixo (baixa taxa de juros) é mais vantajoso adquirir o empréstimo do que investir.  A política do Comitê de Política Monetária de diminuir a taxa de juros é estímulo para o aquecimento da economia, porque torna-se mais atrativo adquirir crédito e aumentar o consumo das famílias e, para as empresas que captam recursos para o aumento da produção, os custos são menores.

A redução da taxa de juros também incentiva a portabilidade, que possibilita a mudança de contrato para instituição com taxas mais atrativas, mantendo o valor da dívida e também o número de parcelas. 

Com tudo o que vimos até aqui, podemos afirmar que a conjuntura econômica nos afeta, e o consumidor pode aproveitar da estratégia (expansionista ou contracionista) do governo para saber o melhor momento para consumir e adquirir empréstimo, ou investir. Embora a Selic pareça distante da realidade das pessoas, ela está próxima em situações corriqueiras e que parecem imperceptíveis.

  

Gabrielle Garcia é analista de pré-vendas do Consignet, formada em economia e atualmente cursa MBA em gestão empresarial.

Palavra do leitor

País paisão 

 A GM chora e diz ter prejuízo, ameaçando até ir embora de São Caetano e do Brasil. Dias depois apresenta balanço que comprova lucro de R$ 32 bilhões (Economia, dia 7). Já o Itaú, que não produz nada, mas tem taxas exorbitantes, mostra lucro líquido de R$ 24,9 bilhões, o maior da história entre instituições financeiras. O que tem a ver as duas contas? Quase nada. A não ser o que envolve o Brasil, muito bonzinho com a montadora e eterno paraíso aos banqueiros. 

Nice do Carmo Veras

 Mauá

Rios de dinheiro 

 Os 21 vereadores em Santo André, por exemplo, recebem de salário R$ 15.031,76 cada. Os 94 deputados estaduais por São Paulo obtêm R$ 25,3 mil por mês cada. Já os 513 deputados federais têm de proventos R$ 33.763 mensalmente cada – mais auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento para morar de graça, verba de R$ 102 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30,8 mil a R$ 45,6 mil por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Além desses, há 81 senadores, cada um ganhando R$ 33.763 mensais. O salário de Bolsonaro é de R$ 30.934,70, mas ele vai receber R$ 60.236,15, porque poderá se aposentar pelo antigo IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas). Ainda tem prefeitos, governadores e toda a claque. Isso em todos os Estados, com 5.570 municípios. Enquanto isso, o trabalhador honesto recebe R$ 998 de salário. Mas a classe política diz que o problema da eterna crise econômica no Brasil é a Previdência e é necessária reforma urgente para ‘não quebrar o País’. E nós aceitamos. Calados. Basta! A população brasileira precisa urgentemente pôr fim a esse excesso de políticos.

 Ulisses Noronha

 São Caetano

Sanguessugas 

 Elegemos Bolsonaro como última alternativa. Esperamos que não nos decepcione. Desgraçadamente, velhas e conhecidas ratazanas se reelegeram para preservar a corrupção e a impunidade. Não existe novo Renan. O que aí está é o de sempre. Veste pele de cordeiro, mas, como o lobo, perde o pelo, mas não o vício. Esbravejando, mostrou isso retirando sua candidatura. Todos deputados, senadores e ministros que defendem votos secretos detestam a luz. São hematófagos, inimigos da transparência, do Brasil e do povo. Vampiros, querem sugar nosso sangue escondidos nas sombras da noite. Preparemos as estacas.

Nilson Martins Altran

São Caetano

Caça-níqueis

 Agora o ‘pré-primário’ de trânsito (e não engenheiro) está agindo como caça-níqueis em São Bernardo. Claro, a cidade precisa de muito dinheiro para fazer obras e não acabar! Colocaram radar de velocidade na Avenida José Odorizzi, a 50 metros da Rua Tapiringas, sentido Centro-bairro. Para deixar claro que não é para evitar perigo, colocaram o radar escondido atrás de poste! E, além disso, a 50 metros tem semáforo, colocado à direita da avenida, invisível devido à curva antes. Do lado esquerdo tem outro que, se verde, o da direita está vermelho. Como a avenida tem forte declínio, o motorista que anda a 50 km/h vê o verde e não breca. Devido a esse forte declínio a velocidade aumenta e passa-se tranquilamente 60 km/h. Resultado: multa. A prova de que tudo lá está pessimamente colocado são as marcas no asfalto de fortes freadas. Caso a Prefeitura queira fazer a avenida segura, teria de, no mínimo, proibir estacionamento na via, sempre cheia de veículos parados.

Serge R. Vandevelde

São Bernardo

Requerimento 

 Após leitura de vários textos relativos ao Espaço Matarazzo, em São Caetano, chamou atenção o requerimento encaminhado à Cetesb pelo doutor Carlos Humberto Seraphim, edil da cidade, buscando soluções para a área desativada e contaminada. Contamos com a habitual presteza dos legisladores e do Poder Executivo sobre o assunto em pauta. Vale destacar a reurbanização do Espaço Chico Mendes, na Avenida Presidente Kennedy, e, por último, o Espaço Cerâmica, contemplado com hospital, praças, shopping, torres comerciais e residenciais, obra transformadora. Chegou a hora! Estamos na expectativa para novas e boas notícias.

Ronaldo Duran

 Santo André

Vai ruir! 

 Prefeito Paulo Serra, de Santo André, alguns trechos da faixa exclusiva de ônibus na Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo estão cedendo para o lado do Córrego Guarará. Será que o senhor poderia dar alguma atenção a esse problema antes que aconteçam acidentes?

Mário Campos

 Santo André

Dois pesos... 

 O ex-presidente Lula sofreu mais uma derrota e, agora, pela segunda vez, é condenado, desta vez na caso do sítio de Atibaia, que nem no nome dele está (Política, dia 7), por supostamente ter recebido R$ 1 milhão em propinas referentes à reforma no imóvel. Flávio Bolsonaro, filho do presidente mentiroso da República, está até o pescoço envolvido em corrupção e seu motorista movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Nada vai acontecer a eles? Além disso, Flávio está, inclusive, envolvido com milícias no Rio de Janeiro. Foi, no entanto, eleito terceiro secretário da mesa diretora do Senado. Mas não era para mudar a política? Não era para acabar com a corrupção? O PT não era o único ‘ladrão’ do Brasil? Contraditório, não é? Cadê as marionetes defensoras dessas mudanças? Não vão bater panela?

Felipe Luís Simão

 Ribeirão Pires

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;