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Números alarmantes


Do Diário do Grande ABC

11/02/2019 | 11:47


Calor excessivo, imprudência, irresponsabilidade, excesso de álcool e falta de fiscalização estão, na avaliação do Corpo de Bombeiros, na raiz do estarrecedor número de mortes por afogamentos ocorridas na Represa Billings e em lagos do Grande ABC nas primeiras semanas deste 2019, a última ontem à tarde, em São Bernardo. A quinta em pouco mais de 30 dias, contra três de 2018 inteiro. E, conforme depoimentos de banhistas a este Diário, estampadas na edição de hoje, infelizmente as vítimas tendem a aumentar.

Sabem eles que nadam em águas impróprias e locais perigosos, mas nem pensam em arredar pé da beira da represa. Alguns explicam com toda simplicade e falta de senso de perigo: o objetivo é espantar o calor e também poder se divertir sem ter de gastar o que não têm para descer a serra e se refrescar no mar. 

“Peguei virose que me derrubou por uma semana, mas sigo aqui (Riacho)”, afirma um adolescente. Outros sabem dos riscos, mas ainda assim têm a certeza de que vale a pena. “É um lugar perigoso, mas se ficar na beira do rio não dá nada”, argumenta autônomo, que frequenta clube abandonado às margens da Billings. 

Como se vê, irresponsabilidade que caminha ao lado do excesso de confiança, soma que pode se tornar fatal quando não se conhece os perigos que se escondem sob as águas da represa e dos lagos, embora tenham conhecimento de que a poluição também é um perigo para a saúde. Mas nada disso parece ter importância, em que pese o crescente número de mortes que poderiam ter sido evitadas se pequenos cuidados tivessem sido tomados.

Obviamente, nem bombeiros nem prefeituras têm condições de fiscalizar os 106,6 km² da Represa Billings, que se espalha por Diadema, Santo André, São Bernardo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra e que, historicamente, registra o maior número de vítimas. Não que por isso devam baixar a guarda e fugir das responsabilidades. Nesse caso, em particular, a população também tem de fazer sua parte e orientar quem se arrisca. Se não for assim, o risco de mais mortes é questão de tempo.



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Números alarmantes

Do Diário do Grande ABC

11/02/2019 | 11:47


Calor excessivo, imprudência, irresponsabilidade, excesso de álcool e falta de fiscalização estão, na avaliação do Corpo de Bombeiros, na raiz do estarrecedor número de mortes por afogamentos ocorridas na Represa Billings e em lagos do Grande ABC nas primeiras semanas deste 2019, a última ontem à tarde, em São Bernardo. A quinta em pouco mais de 30 dias, contra três de 2018 inteiro. E, conforme depoimentos de banhistas a este Diário, estampadas na edição de hoje, infelizmente as vítimas tendem a aumentar.

Sabem eles que nadam em águas impróprias e locais perigosos, mas nem pensam em arredar pé da beira da represa. Alguns explicam com toda simplicade e falta de senso de perigo: o objetivo é espantar o calor e também poder se divertir sem ter de gastar o que não têm para descer a serra e se refrescar no mar. 

“Peguei virose que me derrubou por uma semana, mas sigo aqui (Riacho)”, afirma um adolescente. Outros sabem dos riscos, mas ainda assim têm a certeza de que vale a pena. “É um lugar perigoso, mas se ficar na beira do rio não dá nada”, argumenta autônomo, que frequenta clube abandonado às margens da Billings. 

Como se vê, irresponsabilidade que caminha ao lado do excesso de confiança, soma que pode se tornar fatal quando não se conhece os perigos que se escondem sob as águas da represa e dos lagos, embora tenham conhecimento de que a poluição também é um perigo para a saúde. Mas nada disso parece ter importância, em que pese o crescente número de mortes que poderiam ter sido evitadas se pequenos cuidados tivessem sido tomados.

Obviamente, nem bombeiros nem prefeituras têm condições de fiscalizar os 106,6 km² da Represa Billings, que se espalha por Diadema, Santo André, São Bernardo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra e que, historicamente, registra o maior número de vítimas. Não que por isso devam baixar a guarda e fugir das responsabilidades. Nesse caso, em particular, a população também tem de fazer sua parte e orientar quem se arrisca. Se não for assim, o risco de mais mortes é questão de tempo.

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