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Após formação gratuita, costureiras fazem uniformes

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grupo de 20 mulheres de Ribeirão Pires confecciona 500 kits para estudantes da rede municipal


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

11/02/2019 | 07:00


 Grupo de 20 moradoras de Ribeirão Pires comemora a oportunidade de aprimorar conhecimento adquirido na área de corte e costura e, com isso, confeccionar uniformes para estudantes da cidade onde residem, inclusive, em alguns casos, para os próprios filhos.

Moradora do bairro Ouro Fino Paulista, Alani Cristina Araújo da Silva, 33 anos, se emociona ao falar sobre a participação no projeto, fruto de parceria entre a administração municipal, via Fundo Social de Solidariedade, e o governo do Estado. Mãe de três filhos que estão matriculados na rede – Henrique, 10, Davi, 7, e Manuela, 2 –, ela considera a “oportunidade única”. “Fiquei lisonjeada de ter sido escolhida para essa confecção”, conta a costureira.

Após formação em dois módulos do curso, Alani comemora o fato de poder trabalhar e ter renda própria. “Sempre gostei de tudo relacionado a corte e costura e moda. Fiz o curso porque queria trabalhar nessa área. Hoje, tenho renda própria, costuro para fora e até vestido de casamento já fiz.”

Em 2017, quando procurou o Fundo Social de Solidariedade em busca da formação, Alani estava desempregada e passava por situação financeira “difícil”. “Esse curso mudou a minha vida. Antes, não tinha profissão, mas agora consigo trabalhar de casa, conciliar todos os afazeres maternos e ainda atuar na área em que me formei.”

Lívia Maria Alvarenga de Matos, 29, do bairro Santa Luzia, também está entre as participantes do programa. Mãe da Maria Fernanda, 3, ela destaca a trajetória percorrida desde o início da qualificação até a seleção para o projeto municipal. “Quando entrei, não sabia fazer nada. Tinha vontade de trabalhar, de aprender a costurar e de poder fazer umas coisinhas para ela (filha). É uma experiência muito legal”, observa.

“(Antes do curso) Não estava conseguindo trabalhar. Quando vi essa oportunidade, achei que poderia ser uma saída. Já estou fazendo uns trabalhos e ganhando uma renda. Quero fazer roupa para fora. Além de aprender, que é coisa muito boa, a gente recebe auxílio financeiro e pode ajudar em casa”, ressalta Lívia.

O PROJETO
Por meio da ação Costurando o Futuro, as 20 costureiras formadas pelo Fundo Social de Solidariedade confeccionaram 500 kits de uniformes, compostos por calça, shorts, blusão e duas camisetas. Via convênio com o governo do Estado, a cidade recebeu R$ 74 mil para aquisição de maquinário, tecido e outros materiais utilizados no processo de confecção das peças. Parte da verba foi utilizada para o pagamento das costureiras – R$ 340 mensais.

“Por meio do convênio com o Fundo Social do Estado estamos possibilitando às alunas formadas nos cursos gratuitos colocar em prática o conhecimento adquirido. Essa ação traz resultados sociais positivos, com a geração de renda às famílias e o crescimento pessoal e profissional de nossas moradoras”, avaliou a presidente do Fundo Social de Solidariedade e primeira-dama de Ribeirão Pires, Flávia Dotto.

O trabalho está sendo realizado em dois turnos – turmas pela manhã e à tarde – na oficina de costura do Centro de Formação Profissionalizante Professor Paulo Freire, no bairro Santa Luzia.

Conforme a administração municipal, o projeto não teve intuito de economia, já que os kits produzidos pelas costureiras representam apenas 5,5% do total de uniformes que deverão ser adquiridos – 9.000. As 500 unidades confeccionadas pelas mães serão destinadas aos alunos da Escola Municipal Herbert José de Souza, no Jardim Caçula.

A previsão da Prefeitura é entregar todos os kits a partir da próxima semana.

Três cidades já garantiram entrega das peças
Três cidades do Grande ABC começaram o ano letivo com a entrega dos uniformes em dia: Santo André, São Bernardo e São Caetano. Em Santo André, pela primeira vez, os itens foram entregues no primeiro dia de aula, na última quarta-feira. Todos os 34 mil alunos, de 88 unidades de ensino da rede municipal, foram contemplados com os itens de verão. A previsão da Prefeitura é a de que a distribuição das peças seja concluída, no máximo, até o fim de fevereiro. O investimento total foi de R$ 3,4 milhões.

Dois dias antes, na segunda-feira, São Bernardo deu início ao processo de entrega das roupas aos 82 mil alunos matriculados. A previsão é a de que a distribuição das peças seja concluída em até dez dias em todas as 182 escolas da cidade, além das 20 unidades conveniadas. A aquisição dos itens custou R$ 10,6 milhões aos cofres públicos.

O primeiro município a dar início no benefício foi São Caetano, que, na segunda quinzena de janeiro, começou a depositar na conta corrente dos pais ou responsáveis das 22 mil crianças matriculadas o valor de R$ 210 do auxílio-uniforme escolar.

As 33 mil crianças que estudam em Diadema aguardam pelo benefício, já que a licitação para confecção do uniforme saiu nesta semana. A Prefeitura de Mauá disse que tem pretensão de que os itens sejam entregues ainda no primeiro trimestre do ano.



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Após formação gratuita, costureiras fazem uniformes

Grupo de 20 mulheres de Ribeirão Pires confecciona 500 kits para estudantes da rede municipal

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

11/02/2019 | 07:00


 Grupo de 20 moradoras de Ribeirão Pires comemora a oportunidade de aprimorar conhecimento adquirido na área de corte e costura e, com isso, confeccionar uniformes para estudantes da cidade onde residem, inclusive, em alguns casos, para os próprios filhos.

Moradora do bairro Ouro Fino Paulista, Alani Cristina Araújo da Silva, 33 anos, se emociona ao falar sobre a participação no projeto, fruto de parceria entre a administração municipal, via Fundo Social de Solidariedade, e o governo do Estado. Mãe de três filhos que estão matriculados na rede – Henrique, 10, Davi, 7, e Manuela, 2 –, ela considera a “oportunidade única”. “Fiquei lisonjeada de ter sido escolhida para essa confecção”, conta a costureira.

Após formação em dois módulos do curso, Alani comemora o fato de poder trabalhar e ter renda própria. “Sempre gostei de tudo relacionado a corte e costura e moda. Fiz o curso porque queria trabalhar nessa área. Hoje, tenho renda própria, costuro para fora e até vestido de casamento já fiz.”

Em 2017, quando procurou o Fundo Social de Solidariedade em busca da formação, Alani estava desempregada e passava por situação financeira “difícil”. “Esse curso mudou a minha vida. Antes, não tinha profissão, mas agora consigo trabalhar de casa, conciliar todos os afazeres maternos e ainda atuar na área em que me formei.”

Lívia Maria Alvarenga de Matos, 29, do bairro Santa Luzia, também está entre as participantes do programa. Mãe da Maria Fernanda, 3, ela destaca a trajetória percorrida desde o início da qualificação até a seleção para o projeto municipal. “Quando entrei, não sabia fazer nada. Tinha vontade de trabalhar, de aprender a costurar e de poder fazer umas coisinhas para ela (filha). É uma experiência muito legal”, observa.

“(Antes do curso) Não estava conseguindo trabalhar. Quando vi essa oportunidade, achei que poderia ser uma saída. Já estou fazendo uns trabalhos e ganhando uma renda. Quero fazer roupa para fora. Além de aprender, que é coisa muito boa, a gente recebe auxílio financeiro e pode ajudar em casa”, ressalta Lívia.

O PROJETO
Por meio da ação Costurando o Futuro, as 20 costureiras formadas pelo Fundo Social de Solidariedade confeccionaram 500 kits de uniformes, compostos por calça, shorts, blusão e duas camisetas. Via convênio com o governo do Estado, a cidade recebeu R$ 74 mil para aquisição de maquinário, tecido e outros materiais utilizados no processo de confecção das peças. Parte da verba foi utilizada para o pagamento das costureiras – R$ 340 mensais.

“Por meio do convênio com o Fundo Social do Estado estamos possibilitando às alunas formadas nos cursos gratuitos colocar em prática o conhecimento adquirido. Essa ação traz resultados sociais positivos, com a geração de renda às famílias e o crescimento pessoal e profissional de nossas moradoras”, avaliou a presidente do Fundo Social de Solidariedade e primeira-dama de Ribeirão Pires, Flávia Dotto.

O trabalho está sendo realizado em dois turnos – turmas pela manhã e à tarde – na oficina de costura do Centro de Formação Profissionalizante Professor Paulo Freire, no bairro Santa Luzia.

Conforme a administração municipal, o projeto não teve intuito de economia, já que os kits produzidos pelas costureiras representam apenas 5,5% do total de uniformes que deverão ser adquiridos – 9.000. As 500 unidades confeccionadas pelas mães serão destinadas aos alunos da Escola Municipal Herbert José de Souza, no Jardim Caçula.

A previsão da Prefeitura é entregar todos os kits a partir da próxima semana.

Três cidades já garantiram entrega das peças
Três cidades do Grande ABC começaram o ano letivo com a entrega dos uniformes em dia: Santo André, São Bernardo e São Caetano. Em Santo André, pela primeira vez, os itens foram entregues no primeiro dia de aula, na última quarta-feira. Todos os 34 mil alunos, de 88 unidades de ensino da rede municipal, foram contemplados com os itens de verão. A previsão da Prefeitura é a de que a distribuição das peças seja concluída, no máximo, até o fim de fevereiro. O investimento total foi de R$ 3,4 milhões.

Dois dias antes, na segunda-feira, São Bernardo deu início ao processo de entrega das roupas aos 82 mil alunos matriculados. A previsão é a de que a distribuição das peças seja concluída em até dez dias em todas as 182 escolas da cidade, além das 20 unidades conveniadas. A aquisição dos itens custou R$ 10,6 milhões aos cofres públicos.

O primeiro município a dar início no benefício foi São Caetano, que, na segunda quinzena de janeiro, começou a depositar na conta corrente dos pais ou responsáveis das 22 mil crianças matriculadas o valor de R$ 210 do auxílio-uniforme escolar.

As 33 mil crianças que estudam em Diadema aguardam pelo benefício, já que a licitação para confecção do uniforme saiu nesta semana. A Prefeitura de Mauá disse que tem pretensão de que os itens sejam entregues ainda no primeiro trimestre do ano.

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