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Reduzir custos e ajudar o paciente


Do Diário do Grande ABC

09/02/2019 | 09:54


As discussões sobre a sustentabilidade da saúde brasileira não saem dos principais veículos de mídia e, também, das conversas dos brasileiros, que estão a cada dia mais preocupados com o alto custo dos planos de saúde e com a baixa qualidade do atendimento. Mas é chegada a hora de traçar estratégias para definitivamente iniciar mudança positiva de cenário. 

E essa mudança – que possibilitará a somatória tão sonhada da redução de custos com melhor atendimento – está totalmente atrelada a alterações nos modelos de remuneração.

Com base em experiências bem-sucedidas no mercado externo, é possível afirmar que grande parte das soluções cabíveis aos nossos sistemas de saúde está na adesão a modelos de pagamento baseados em valor. 

É chegada a hora de pararmos de remunerar de forma igualitária profissionais com desempenhos diferentes.

Precisamos enxergar que o formato fee-for-service (pagamento por serviço) vem sendo prejudicial por, muitas vezes, incentivar o volume de serviços, além de valorizar casos mais complexos em detrimento da prevenção. 

Quando todos os players do nosso complexo sistema de saúde compreenderem que pagamento por resultado, e não pelo volume e complexidade dos serviços, carrega em si carga positiva para a sustentabilidade do setor, teremos drástica mudança para melhor. 

Hoje temos diversos modelos de remuneração baseada em valor, os quais podem ser direcionados para tipo específico de demanda e que poderão ser implementados simultaneamente no mesmo sistema. 

Enquanto o pagamento por performance tem como grande vantagem a facilidade de implantação, o modelo de pagamento por orçamento global ajustado promove a previsibilidade de despesa para o pagador e da receita para o hospital. A questão cultural precisa ser alterada, e também existe a necessidade de enfrentar sistemas de informação desenvolvidos para faturar, e não para gerir saúde. 

E, também, teremos de trabalhar questões éticas e de transparência na divulgação dos dados de saúde à população, e combater atenção médica fragmentada, que dificulta o rastreio da saúde dos pacientes.

Somente o conhecimento sobre essa possibilidade e suas inúmeras vantagens será capaz de quebrar essa barreira do receio da mudança, promovendo a saúde do nosso País a patamar muito mais direcionado ao paciente e à sustentabilidade de setor que movimenta quase 10% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

César Abicalaffe é médico, mestre em economia da saúde, tem MBA em estratégia e gestão empresarial, presidente do Instituto Brasileiro de Valor em Saúde e é um dos idealizadores do Clavs19 – 1º Congresso Latino-Americano de Valor em Saúde.

Palavra do leitor

Tragédia – 1

 Após mais uma tragédia, desta vez no centro de treinamento da equipe da base do Flamengo, me questiono se no Brasil não há ninguém com capacidade técnica de analisar os riscos e evitar catástrofes. Como ninguém averiguou a situação dos meninos flamenguistas? E se averiguou, como ninguém comunicou autoridades sobre as falhas lá encontradas? Vivemos isso com Mariana, em Minas Gerais, em 2015. Revivemos o pesadelo em Brumadinho, neste ano. Agora esse caso do Flamengo. Vítimas estão mortas. E os responsáveis pelos trágicos acontecimentos, soltos.

José Luiz Castro da Silva

Rio Grande da Serra

Tragédia – 2 

 Agora, depois da tragédia no centro de treinamentos do Flamengo, no Rio de Janeiro, há de se perguntar quais são as condições desses locais, muitas vezes improvisados, como nos clubes do Grande ABC e, inclusive, Brasil afora. Já passou da hora de as autoridades olharem com alguma responsabilidade as situações a que esses jovens são submetidos. Não são poucos os casos de maus-tratos, mentiras e até assédio aos jovens que vivem nesses alojamentos, sempre em busca do sonho de sucesso nesse mundinho do futebol. Se o do Flamengo, uma potência nos cenários nacional e internacional, oferecia riscos e não tinha licença da prefeitura do Rio de Janeiro, imaginem o dos clubes pequenos, que mal conseguem sobreviver!

 Lindomar Carrilho Maia

 Mauá

No escuro 

 Para variar, dia 17, que choveu pouco no bairro Assunção, em São Bernardo, faltou luz por alguns minutos. Dia 28, faltou de novo a força, por volta das 19h40! Por que a Prefeitura pagou à Eletropaulo para diminuir as interrupções? Ao contrário. Aumentaram muitíssimo. 

Serge R. Vandevelde

São Bernardo

Nada a celebrar

 Ao ver que a prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), contratou mais um familiar para o governo, observo que o discurso de moralidade que ela empregou quando tomou posse ficou preso àquele dia. Qual gabarito técnico que Maiara Iaconelli Doratioto tem para ser secretária de Desenvolvimento Econômico, setor tão importante para o município? E não somente Maiara. Qual capacidade que os demais parentes de Alaíde têm para administrar uma Prefeitura afundada em crises administrativa, polícia e financeira? Mauá já não aguenta mais mensalinhos, pedágios, nepotismo. Mauá quer voltar a crescer, a sorrir.

Maria Cristina dos Santos Oliveira

Mauá

Sugestão ao prefeito

 Prefeito Paulo Serra, já que foram colocadas vagas rotativas de estacionamento até mesmo no entorno de hospitais de Santo André, onde a pessoa não fica menos de três horas para uma simples consulta, acho que o mesmo deveria ser feito na Rua Tatuí e outras adjacentes no bairro Casa Branca. A situação está caótica e complica a vida de moradores e de quem passa de carro pelas vias. Afinal, na maioria delas os veículos param dos dois lados. Se for de mão dupla, aí é que complica de vez. Como muitos dos carros que ali estacionam permanecem o dia todo, não é difícil chegar à conclusão de que pertencem a pessoas que trabalham no Centro ou em fabricante de pneus ali perto.

 Apolônio Costa dos Anjos

 Santo André

Taxa de sinistro 

 Há denúncia de cobrança de taxa de sinistro embutida no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de Diadema. Como pago o tributo integral não me dei conta da taxa cobrada – compulsoriamente – do contribuinte. Esclareço que sou favorável a contribuir com esta taxa, de maneira facultativa. Nosso valoroso, empenhado e destemido Corpo de Bombeiros precisa de dotação orçamentária, nem sempre de acordo com suas necessidades operacionais. Isso posto, a contribuição, que deveria ser voluntária, é bem-vinda. Mas o montante arrecadado, de maneira compulsória, para minha exasperação exacerbada, não é repassado de maneira integral, de pronto a quem de direito. Conto com os valiosos préstimos do Ministério Público para apurar responsabilidades, no que tange à retenção de recursos com destinação – bem definida – aos asseclas de Hefesto. Saudações acaloradas resistentes laicas.

João Paulo de Oliveira 

Diadema



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Reduzir custos e ajudar o paciente

Do Diário do Grande ABC

09/02/2019 | 09:54


As discussões sobre a sustentabilidade da saúde brasileira não saem dos principais veículos de mídia e, também, das conversas dos brasileiros, que estão a cada dia mais preocupados com o alto custo dos planos de saúde e com a baixa qualidade do atendimento. Mas é chegada a hora de traçar estratégias para definitivamente iniciar mudança positiva de cenário. 

E essa mudança – que possibilitará a somatória tão sonhada da redução de custos com melhor atendimento – está totalmente atrelada a alterações nos modelos de remuneração.

Com base em experiências bem-sucedidas no mercado externo, é possível afirmar que grande parte das soluções cabíveis aos nossos sistemas de saúde está na adesão a modelos de pagamento baseados em valor. 

É chegada a hora de pararmos de remunerar de forma igualitária profissionais com desempenhos diferentes.

Precisamos enxergar que o formato fee-for-service (pagamento por serviço) vem sendo prejudicial por, muitas vezes, incentivar o volume de serviços, além de valorizar casos mais complexos em detrimento da prevenção. 

Quando todos os players do nosso complexo sistema de saúde compreenderem que pagamento por resultado, e não pelo volume e complexidade dos serviços, carrega em si carga positiva para a sustentabilidade do setor, teremos drástica mudança para melhor. 

Hoje temos diversos modelos de remuneração baseada em valor, os quais podem ser direcionados para tipo específico de demanda e que poderão ser implementados simultaneamente no mesmo sistema. 

Enquanto o pagamento por performance tem como grande vantagem a facilidade de implantação, o modelo de pagamento por orçamento global ajustado promove a previsibilidade de despesa para o pagador e da receita para o hospital. A questão cultural precisa ser alterada, e também existe a necessidade de enfrentar sistemas de informação desenvolvidos para faturar, e não para gerir saúde. 

E, também, teremos de trabalhar questões éticas e de transparência na divulgação dos dados de saúde à população, e combater atenção médica fragmentada, que dificulta o rastreio da saúde dos pacientes.

Somente o conhecimento sobre essa possibilidade e suas inúmeras vantagens será capaz de quebrar essa barreira do receio da mudança, promovendo a saúde do nosso País a patamar muito mais direcionado ao paciente e à sustentabilidade de setor que movimenta quase 10% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

César Abicalaffe é médico, mestre em economia da saúde, tem MBA em estratégia e gestão empresarial, presidente do Instituto Brasileiro de Valor em Saúde e é um dos idealizadores do Clavs19 – 1º Congresso Latino-Americano de Valor em Saúde.

Palavra do leitor

Tragédia – 1

 Após mais uma tragédia, desta vez no centro de treinamento da equipe da base do Flamengo, me questiono se no Brasil não há ninguém com capacidade técnica de analisar os riscos e evitar catástrofes. Como ninguém averiguou a situação dos meninos flamenguistas? E se averiguou, como ninguém comunicou autoridades sobre as falhas lá encontradas? Vivemos isso com Mariana, em Minas Gerais, em 2015. Revivemos o pesadelo em Brumadinho, neste ano. Agora esse caso do Flamengo. Vítimas estão mortas. E os responsáveis pelos trágicos acontecimentos, soltos.

José Luiz Castro da Silva

Rio Grande da Serra

Tragédia – 2 

 Agora, depois da tragédia no centro de treinamentos do Flamengo, no Rio de Janeiro, há de se perguntar quais são as condições desses locais, muitas vezes improvisados, como nos clubes do Grande ABC e, inclusive, Brasil afora. Já passou da hora de as autoridades olharem com alguma responsabilidade as situações a que esses jovens são submetidos. Não são poucos os casos de maus-tratos, mentiras e até assédio aos jovens que vivem nesses alojamentos, sempre em busca do sonho de sucesso nesse mundinho do futebol. Se o do Flamengo, uma potência nos cenários nacional e internacional, oferecia riscos e não tinha licença da prefeitura do Rio de Janeiro, imaginem o dos clubes pequenos, que mal conseguem sobreviver!

 Lindomar Carrilho Maia

 Mauá

No escuro 

 Para variar, dia 17, que choveu pouco no bairro Assunção, em São Bernardo, faltou luz por alguns minutos. Dia 28, faltou de novo a força, por volta das 19h40! Por que a Prefeitura pagou à Eletropaulo para diminuir as interrupções? Ao contrário. Aumentaram muitíssimo. 

Serge R. Vandevelde

São Bernardo

Nada a celebrar

 Ao ver que a prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), contratou mais um familiar para o governo, observo que o discurso de moralidade que ela empregou quando tomou posse ficou preso àquele dia. Qual gabarito técnico que Maiara Iaconelli Doratioto tem para ser secretária de Desenvolvimento Econômico, setor tão importante para o município? E não somente Maiara. Qual capacidade que os demais parentes de Alaíde têm para administrar uma Prefeitura afundada em crises administrativa, polícia e financeira? Mauá já não aguenta mais mensalinhos, pedágios, nepotismo. Mauá quer voltar a crescer, a sorrir.

Maria Cristina dos Santos Oliveira

Mauá

Sugestão ao prefeito

 Prefeito Paulo Serra, já que foram colocadas vagas rotativas de estacionamento até mesmo no entorno de hospitais de Santo André, onde a pessoa não fica menos de três horas para uma simples consulta, acho que o mesmo deveria ser feito na Rua Tatuí e outras adjacentes no bairro Casa Branca. A situação está caótica e complica a vida de moradores e de quem passa de carro pelas vias. Afinal, na maioria delas os veículos param dos dois lados. Se for de mão dupla, aí é que complica de vez. Como muitos dos carros que ali estacionam permanecem o dia todo, não é difícil chegar à conclusão de que pertencem a pessoas que trabalham no Centro ou em fabricante de pneus ali perto.

 Apolônio Costa dos Anjos

 Santo André

Taxa de sinistro 

 Há denúncia de cobrança de taxa de sinistro embutida no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de Diadema. Como pago o tributo integral não me dei conta da taxa cobrada – compulsoriamente – do contribuinte. Esclareço que sou favorável a contribuir com esta taxa, de maneira facultativa. Nosso valoroso, empenhado e destemido Corpo de Bombeiros precisa de dotação orçamentária, nem sempre de acordo com suas necessidades operacionais. Isso posto, a contribuição, que deveria ser voluntária, é bem-vinda. Mas o montante arrecadado, de maneira compulsória, para minha exasperação exacerbada, não é repassado de maneira integral, de pronto a quem de direito. Conto com os valiosos préstimos do Ministério Público para apurar responsabilidades, no que tange à retenção de recursos com destinação – bem definida – aos asseclas de Hefesto. Saudações acaloradas resistentes laicas.

João Paulo de Oliveira 

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