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Construção volta a contratar após 5 anos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grande ABC registrou 920 admissões no ano passado, ou seja, média de quase três por dia


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

09/02/2019 | 07:15


Após cinco anos no vermelho, a construção civil voltou a contratar em 2018 no Grande ABC. Foram realizadas 920 admissões em 2018, o que representa quase três contratações diárias no ano passado. Com isso, o estoque de trabalhadores no segmento da região chegou a 41.111, o maior patamar registrado de 2015 para cá. Desde 2013, quando os cortes começaram a acontecer, foram eliminados 6.635 empregos.

Os dados são do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e foram levantados a pedido do Diário. O que impulsionou os números do setor no ano passado foi, principalmente, a retomada no volume de obras públicas na região. Em todo o Estado, o Grande ABC foi o que mais ampliou a oferta de empregos em 2018 – 7,92%.

De acordo com o presidente do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário) de São Bernardo e Diadema, Admilson Lúcio da Silva, o setor público reagiu no segundo semestre. “Foi um ano de eleição, então muitas prefeituras investem um pouco para conseguir, de certa forma, eleger seus candidatos. No ano passado, o que estimulou o mercado foram principalmente as obras públicas, tanto que, do total das contratações no setor, praticamente 80% se deram neste tipo de construção.”

Dentre as obras que Silva destaca está a retomada do piscinão do Paço Municipal de São Bernardo, além de canteiros de mobilidade urbana e recapeamentos. “Também tivemos na cidade obras ligadas ao governo do Estado em um centro de tratamento de esgoto da represa (Billings). Outra que destaco é construção ligada à Petrobras na Rodovia Índio Tibiriçá”, destacou. As cidades responsáveis pelo maior número de contratações foram São Bernardo e São Caetano.

Em relação ao mercado de obras privadas, o sindicalista afirma que houve uma lenta recuperação. “Quanto aos empreendimentos imobiliários, ainda não é o crescimento que esperávamos, mas houve algumas contratações. Acredito que o setor deva ter uma retomada maior no segundo semestre, porque ainda existe uma preocupação. Estamos no começo de um novo governo, onde as pessoas ainda estão com dúvidas porque há muitas mudanças de posicionamento. Há uma expectativa de crescimento, mas precisa-se saber o que o governo quer”, assinalou.

PERSPECTIVAS - O setor da construção acumulou queda de 28% de 2014 a 2018 no PIB (Produto Interno Bruto), mas a expectativa do setor é a de que o indicador volte a crescer em 2019 – 2% frente ao ano passado. A estimativa foi anunciada pelo presidente do SindusCon-SP, Odair Senra. Para isso, ele destacou a importância das reformas, especialmente a da Previdência, para que os investimentos em construção se elevem e resultem na geração de empregos. Além disso, apontou a necessidade de o governo dar mais transparência a dados sobre o andamento e a previsão do Programa Minha Casa, Minha Vida e dos dados do Banco Central, sobre as aplicações dos bancos no financiamento do crédito imobiliário. “Tudo isso é fundamental para dar segurança a quem for fazer investimentos em atividades de longo prazo de maturação, como a construção”, disse.
 



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Construção volta a contratar após 5 anos

Grande ABC registrou 920 admissões no ano passado, ou seja, média de quase três por dia

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

09/02/2019 | 07:15


Após cinco anos no vermelho, a construção civil voltou a contratar em 2018 no Grande ABC. Foram realizadas 920 admissões em 2018, o que representa quase três contratações diárias no ano passado. Com isso, o estoque de trabalhadores no segmento da região chegou a 41.111, o maior patamar registrado de 2015 para cá. Desde 2013, quando os cortes começaram a acontecer, foram eliminados 6.635 empregos.

Os dados são do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e foram levantados a pedido do Diário. O que impulsionou os números do setor no ano passado foi, principalmente, a retomada no volume de obras públicas na região. Em todo o Estado, o Grande ABC foi o que mais ampliou a oferta de empregos em 2018 – 7,92%.

De acordo com o presidente do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário) de São Bernardo e Diadema, Admilson Lúcio da Silva, o setor público reagiu no segundo semestre. “Foi um ano de eleição, então muitas prefeituras investem um pouco para conseguir, de certa forma, eleger seus candidatos. No ano passado, o que estimulou o mercado foram principalmente as obras públicas, tanto que, do total das contratações no setor, praticamente 80% se deram neste tipo de construção.”

Dentre as obras que Silva destaca está a retomada do piscinão do Paço Municipal de São Bernardo, além de canteiros de mobilidade urbana e recapeamentos. “Também tivemos na cidade obras ligadas ao governo do Estado em um centro de tratamento de esgoto da represa (Billings). Outra que destaco é construção ligada à Petrobras na Rodovia Índio Tibiriçá”, destacou. As cidades responsáveis pelo maior número de contratações foram São Bernardo e São Caetano.

Em relação ao mercado de obras privadas, o sindicalista afirma que houve uma lenta recuperação. “Quanto aos empreendimentos imobiliários, ainda não é o crescimento que esperávamos, mas houve algumas contratações. Acredito que o setor deva ter uma retomada maior no segundo semestre, porque ainda existe uma preocupação. Estamos no começo de um novo governo, onde as pessoas ainda estão com dúvidas porque há muitas mudanças de posicionamento. Há uma expectativa de crescimento, mas precisa-se saber o que o governo quer”, assinalou.

PERSPECTIVAS - O setor da construção acumulou queda de 28% de 2014 a 2018 no PIB (Produto Interno Bruto), mas a expectativa do setor é a de que o indicador volte a crescer em 2019 – 2% frente ao ano passado. A estimativa foi anunciada pelo presidente do SindusCon-SP, Odair Senra. Para isso, ele destacou a importância das reformas, especialmente a da Previdência, para que os investimentos em construção se elevem e resultem na geração de empregos. Além disso, apontou a necessidade de o governo dar mais transparência a dados sobre o andamento e a previsão do Programa Minha Casa, Minha Vida e dos dados do Banco Central, sobre as aplicações dos bancos no financiamento do crédito imobiliário. “Tudo isso é fundamental para dar segurança a quem for fazer investimentos em atividades de longo prazo de maturação, como a construção”, disse.
 

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