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Nuno Mindelis lança disco de show gravado em importante festival na Polônia


Vinícius Castelli

10/02/2019 | 07:00


Artista que saiu exilado de seu local de nascimento, Angola, aos 17 anos, e escolheu como nova casa o País do samba, Nuno Mindelis é incansável. O cantor e guitarrista segue na árdua, porém prazerosa, labuta de manter o blues – linguagem musical de origem norte-americana – vivo por aqui. Nome tradicional no Grande ABC, por onde se apresentou diversas vezes, o artista, radicado em São Paulo, comemora outro grande passo na carreira: a participação no renomado Suwalki Blues Festival em julho de 2018, na Polônia. O resultado do show pode ser apreciado no disco Live at The Suwalki Festival (independente, R$ 35, em média), que ganha vida agora.

Realizado por meio de vaquinha virtual, o álbum é ilustrado por oito composições, sendo que três delas são medleys. Entre as escolhidas estão Don’t Break Our Things, Texas Bound e In Trouble, autorais. Releituras como Mas Que Nada, de Jorge Benjor, e Funky Mama, de John Patton, estão na lista. Ele destaca, entre as faixas, It’s All About Love e as músicas angolanas adaptadas e cantadas em dialeto:  Mona Ki Ngi Xica  e  Nbiri Nbiri.

“Nós andávamos fazendo shows para cá e para lá e sempre recebendo enormes elogios. Com base nisso, entendi que o repertório em curso era adequado. Repetimos o que era sempre solicitado e agradava. Só acrescentamos, quase intuitivamente, Mas Que Nada, que nem era previsto por se tratar de festival”, conta ele, que diz ser possível escutar no registro milhares de poloneses cantarem em coro ‘obá obá obá’.

Como bom bluseiro que é, Nuno, acompanhado por Dhieego Andrade (bateria), Marcos Klis (contrabaixo) e Alex Bessa (teclados), sai do roteiro e surpreende o público. “Sou improvisador à centésima potência”, afirma. E não só no instrumento, ele diz, mas no próprio andamento do evento. “De repente mudo a música ao vivo, troco tudo aqui e ali, a banda começa a dar risada e a correr atrás. Nada é igual e acho que nunca será. Cada show é um show, quem estava lá viu e ouviu, quem não estava nunca mais ouvirá aquilo.”

Na ocasião da Polônia, cujo convite chegou em sua caixa de e-mail sem que fosse atrás de nada, Nuno não foi chamado para palcos menores, mas para o mais importante, tanto que tocou ao lado de grandes nomes da música, como Mavis Staples, Eric Burdon e Billy Gibbons. “Saber que sou convidado para o palco principal junto com essas lendas significa que meu trabalho é considerado no nível delas do ponto de vista de degrau na carreira, qualidade e honestidade artística”, afirma.

O lançamento oficial do disco será quarta-feira, em São Paulo, a partir das 22h, no Bourbon Strett Music Club (Rua dos Chanés, 127), em São Paulo. As entradas custam R$ 50 e podem ser compradas no local e pelo site www.ingressorapido.com.br. E mesmo enquanto divulga o novo trabalho, Nuno já pensa no próximo passo: fazer um disco inteiro dedicado à música angolana com algumas adaptações para o blues. 



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Nuno Mindelis lança disco de show gravado em importante festival na Polônia

Vinícius Castelli

10/02/2019 | 07:00


Artista que saiu exilado de seu local de nascimento, Angola, aos 17 anos, e escolheu como nova casa o País do samba, Nuno Mindelis é incansável. O cantor e guitarrista segue na árdua, porém prazerosa, labuta de manter o blues – linguagem musical de origem norte-americana – vivo por aqui. Nome tradicional no Grande ABC, por onde se apresentou diversas vezes, o artista, radicado em São Paulo, comemora outro grande passo na carreira: a participação no renomado Suwalki Blues Festival em julho de 2018, na Polônia. O resultado do show pode ser apreciado no disco Live at The Suwalki Festival (independente, R$ 35, em média), que ganha vida agora.

Realizado por meio de vaquinha virtual, o álbum é ilustrado por oito composições, sendo que três delas são medleys. Entre as escolhidas estão Don’t Break Our Things, Texas Bound e In Trouble, autorais. Releituras como Mas Que Nada, de Jorge Benjor, e Funky Mama, de John Patton, estão na lista. Ele destaca, entre as faixas, It’s All About Love e as músicas angolanas adaptadas e cantadas em dialeto:  Mona Ki Ngi Xica  e  Nbiri Nbiri.

“Nós andávamos fazendo shows para cá e para lá e sempre recebendo enormes elogios. Com base nisso, entendi que o repertório em curso era adequado. Repetimos o que era sempre solicitado e agradava. Só acrescentamos, quase intuitivamente, Mas Que Nada, que nem era previsto por se tratar de festival”, conta ele, que diz ser possível escutar no registro milhares de poloneses cantarem em coro ‘obá obá obá’.

Como bom bluseiro que é, Nuno, acompanhado por Dhieego Andrade (bateria), Marcos Klis (contrabaixo) e Alex Bessa (teclados), sai do roteiro e surpreende o público. “Sou improvisador à centésima potência”, afirma. E não só no instrumento, ele diz, mas no próprio andamento do evento. “De repente mudo a música ao vivo, troco tudo aqui e ali, a banda começa a dar risada e a correr atrás. Nada é igual e acho que nunca será. Cada show é um show, quem estava lá viu e ouviu, quem não estava nunca mais ouvirá aquilo.”

Na ocasião da Polônia, cujo convite chegou em sua caixa de e-mail sem que fosse atrás de nada, Nuno não foi chamado para palcos menores, mas para o mais importante, tanto que tocou ao lado de grandes nomes da música, como Mavis Staples, Eric Burdon e Billy Gibbons. “Saber que sou convidado para o palco principal junto com essas lendas significa que meu trabalho é considerado no nível delas do ponto de vista de degrau na carreira, qualidade e honestidade artística”, afirma.

O lançamento oficial do disco será quarta-feira, em São Paulo, a partir das 22h, no Bourbon Strett Music Club (Rua dos Chanés, 127), em São Paulo. As entradas custam R$ 50 e podem ser compradas no local e pelo site www.ingressorapido.com.br. E mesmo enquanto divulga o novo trabalho, Nuno já pensa no próximo passo: fazer um disco inteiro dedicado à música angolana com algumas adaptações para o blues. 

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