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Bolsas da Europa fecham em baixa, com comércio, indicadores e Brexit no radar



08/02/2019 | 15:49


As bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira, 8. Além de reagir ao sinal negativo da tarde anterior sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, investidores monitoraram indicadores e também o difícil diálogo entre Reino Unido e a União Europeia para a saída do país do bloco, o Brexit.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,56%, em 358,07 pontos, e na comparação semanal teve recuo de 0,46%.

A declaração da tarde de quinta-feira, 7, do presidente americano, Donald Trump, de que não deve haver reunião entre ele o presidente chinês, Xi Jinping, antes do fim da trégua bilateral no comércio, em 1º de março, prejudicou o apetite por risco pelo mundo, já que uma demora na solução das divergências pode pressionar o crescimento global.

Na Europa, na agenda de indicadores desta sexta, o superávit comercial da Alemanha recuou a 227,8 bilhões de euros em 2018, resultado menor que o salto positivo de 2017, de 247,9 bilhões de euros. Apenas em dezembro, o superávit comercial ajustado do país ficou em 19,4 bilhões de euros, ante previsão de 18,5 bilhões de euros dos analistas. A produção industrial da Itália, por sua vez, recuou 0,8% em dezembro ante novembro, contrariando a previsão de alta modesta dos analistas.

Na arena política, o negociador-chefe da UE, Michel Barnier, deve se reunir na sexta-feira com o secretário britânico para o Brexit, Steve Barclay. Barnier, contudo, já avisou que os termos do acordo para a saída do Reino Unido não serão renegociados, ao contrário do que deseja o governo da premiê Theresa May. A BlueBay Asset Management advertiu ainda que o risco de um Brexit sem acordo com a UE não está totalmente precificado.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,32%, em 7.071,18 pontos, e na semana subiu 0,73%. Lloyds caiu 0,56%, BP teve baixa de 0,60% e Glencore, de 1,77%. Já UK Oil & Gas se destacou, em alta de 20,86%.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,05%, a 10.906,78 pontos, e na semana teve baixa de 2,45%. Entre os bancos alemães, Deutsche Bank recuou 2,64% e Commerzbank, 0,08%. No setor de energia, E.ON teve queda de 0,30%. Lufthansa tampouco se saiu bem, em queda de 1,00%.

Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou com baixa de 0,48%, a 4.961,64 pontos, e na comparação semanal teve queda de 1,15%. Entre os bancos franceses, Société Générale caiu 2,77% e BNP Paribas, 2,30%. Crédit Agricole cedeu 3,15%.

O índice FTSE-MIB, da bolsa de Milão, registrou queda de 0,65%, a 19.351,90 pontos, e na semana caiu também 1,15%. Entre os papéis mais negociados, Intesa Sanpaolo perdeu 0,45%, Intesa Sanpaolo recuou 3,24% e BMP, 1,64%. Fiat Chrysler teve queda de 2,90%, um dia após divulgar balanço com perspectivas que desagradaram investidores.

Em Madri, o índice IBEX-35 recuou 0,91%, a 8.856,80 pontos, e na semana teve baixa de 1,80%. Santander teve baixa de 0,76% e Telefónica, de 1,76%. Já Banco de Sabadell avançou 0,23%.

Na bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 caiu 0,88%, a 5.091,06 pontos, e na semana cedeu 0,47%. Banco Comercial Português recuou 0,78% e Galp Energia, 2,76%. (Com informações da Dow Jones Newswires)



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Bolsas da Europa fecham em baixa, com comércio, indicadores e Brexit no radar


08/02/2019 | 15:49


As bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira, 8. Além de reagir ao sinal negativo da tarde anterior sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, investidores monitoraram indicadores e também o difícil diálogo entre Reino Unido e a União Europeia para a saída do país do bloco, o Brexit.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,56%, em 358,07 pontos, e na comparação semanal teve recuo de 0,46%.

A declaração da tarde de quinta-feira, 7, do presidente americano, Donald Trump, de que não deve haver reunião entre ele o presidente chinês, Xi Jinping, antes do fim da trégua bilateral no comércio, em 1º de março, prejudicou o apetite por risco pelo mundo, já que uma demora na solução das divergências pode pressionar o crescimento global.

Na Europa, na agenda de indicadores desta sexta, o superávit comercial da Alemanha recuou a 227,8 bilhões de euros em 2018, resultado menor que o salto positivo de 2017, de 247,9 bilhões de euros. Apenas em dezembro, o superávit comercial ajustado do país ficou em 19,4 bilhões de euros, ante previsão de 18,5 bilhões de euros dos analistas. A produção industrial da Itália, por sua vez, recuou 0,8% em dezembro ante novembro, contrariando a previsão de alta modesta dos analistas.

Na arena política, o negociador-chefe da UE, Michel Barnier, deve se reunir na sexta-feira com o secretário britânico para o Brexit, Steve Barclay. Barnier, contudo, já avisou que os termos do acordo para a saída do Reino Unido não serão renegociados, ao contrário do que deseja o governo da premiê Theresa May. A BlueBay Asset Management advertiu ainda que o risco de um Brexit sem acordo com a UE não está totalmente precificado.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,32%, em 7.071,18 pontos, e na semana subiu 0,73%. Lloyds caiu 0,56%, BP teve baixa de 0,60% e Glencore, de 1,77%. Já UK Oil & Gas se destacou, em alta de 20,86%.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,05%, a 10.906,78 pontos, e na semana teve baixa de 2,45%. Entre os bancos alemães, Deutsche Bank recuou 2,64% e Commerzbank, 0,08%. No setor de energia, E.ON teve queda de 0,30%. Lufthansa tampouco se saiu bem, em queda de 1,00%.

Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou com baixa de 0,48%, a 4.961,64 pontos, e na comparação semanal teve queda de 1,15%. Entre os bancos franceses, Société Générale caiu 2,77% e BNP Paribas, 2,30%. Crédit Agricole cedeu 3,15%.

O índice FTSE-MIB, da bolsa de Milão, registrou queda de 0,65%, a 19.351,90 pontos, e na semana caiu também 1,15%. Entre os papéis mais negociados, Intesa Sanpaolo perdeu 0,45%, Intesa Sanpaolo recuou 3,24% e BMP, 1,64%. Fiat Chrysler teve queda de 2,90%, um dia após divulgar balanço com perspectivas que desagradaram investidores.

Em Madri, o índice IBEX-35 recuou 0,91%, a 8.856,80 pontos, e na semana teve baixa de 1,80%. Santander teve baixa de 0,76% e Telefónica, de 1,76%. Já Banco de Sabadell avançou 0,23%.

Na bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 caiu 0,88%, a 5.091,06 pontos, e na semana cedeu 0,47%. Banco Comercial Português recuou 0,78% e Galp Energia, 2,76%. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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