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Triângulo das Bermudas: a região misteriosa palco do desaparecimento de centenas de aviões

Marcella Blass

08/02/2019 | 10:18


Centenas de aviões e navios desapareceram entre o Arquipélago das Bermudas, o estado da Flórida (EUA) e a cidade de San Juan, em Porto Rico. Conhecida como Triângulo das Bermudas, a região no mar do Caribe é palco de muita dúvida e teorias da conspiração. O bafafá foi tão sério que vários cientistas decidiram começar a tentar entender o que se passa nessa área.

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Foto: Reprodução da internet

Triângulo das Bermudas

Caso famoso

Um dos casos mais emblemáticos de desaparecimento no Triângulo das Bermudas é o documentado como Voo 19. Em dezembro de 1945, uma esquadrilha de cinco aviões-torpedeiros saiu da Base Aero Naval de Fort Lauderdale (EUA) para um último treino antes da formatura dos cadetes. No total, o grupo era formado por 14 pessoas. Pilotos, radioperadores e artilheiros faziam parte do esquadrão.

Pouco mais de uma hora depois da decolagem, o comandante da operação informou à base que o esquadrão estava perdido. Na sequência, não demorou muito para eles sumirem do radar e ficarem incomunicáveis. Foi organizada, então, uma missão de busca que enviou outros dois aviões para o local do último contato. Mas a aeronave e os tripulantes também desapareceram.

Outra vez, um avião DC-3 Flight NC16002 saindo de San Juan, em Porto Rico, rumo à Flórida (EUA), avisa à torre de Miami que está a cerca de 80 quilômetros de distância. A aeronave nunca chegou ao destino e sumiu com seus 32 passageiros. Já em 1951, um avião-cargueiro C-124 da Força Aérea americana, considerado um dos maiores modelos de cargas do mundo, simplesmente sumiu dos radares ao sobrevoar o Triângulo das Bermudas.

As teorias

Para alguns cientistas, o culpado pelo desaparecimento é o gás metano. A teoria é que o gás está preso na forma de hidrato gasoso no subsolo oceânico da região. Com o movimento das placas tectônicas, a mudança na pressão e na temperatura transformaria e liberaria vapor. Uma vez na atmosfera, a substância poderia causar uma explosão em contato com uma simples faísca nos motores dos aviões.

A teoria mais cientificamente plausível, contudo, é a que envolve as nuvens em formato hexagonal. Com a capacidade de vir e ir sem deixar rastros, essas formações são responsáveis por causar verdadeiras bombas de ar. Essas explosões geram ventos de 275km/h, velocidade comparada com a de furacões de categoria 5. Quando atingem o oceano, essas rajadas de ar ainda têm capacidade de criar ondas gigantescas — fenômenos mais do que suficientes para derrubar voos e afundar navios.

Fato é que muita gente ainda fica com medo quando precisa sobrevoar a região. Afinal, a explicação meteorológica, mesmo que potencialmente verdadeira, ainda não trouxe nenhuma solução para o mistério dos desaparecimentos.

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