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Força no pedal, mas nem tanto

Dérek Bittencourt/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nilton Valentim

08/02/2019 | 07:17


Você toparia trocar o carro por uma bike durante uma semana? E se a magrela fosse elétrica? Aí a experiência começa a ficar menos traumática. Foi assim que a garagem de casa e também o estacionamento do Diário passaram a ser ‘frequentados’ por um veículo diferente do convencional. O modelo escolhido foi uma Vela 1 Top Tube, fabricado pela Vela Bikes, empresa que se mudou recentemente para Diadema.

A bike, em estilo retrô (vintage, para alguns), chamou atenção logo ao descer do caminhão. Principalmente pela pintura verde-claro em tom pastel, pneus brancos, além de cestinha estilizada na frente e farol de LED. Charme tem, mas funciona?

Sim, Principalmente pela simplicidade. Depois de ‘ligar’ a bike pelo controle remoto, é só pedalar que o motor de 350W de potência entra em ação. Um botão na manopla esquerda do guidão define a velocidade, que pode ser lenta ou rápida, podendo chegar a 25 km/h. Aí é só pedalar que o propulsor amplifica a força.

A Vela Bikes, empresa que surgiu em 2012 como start-up, disponibiliza cinco modelos de bikes elétricas, com preços que variam de R$ 4.890 a R$ 5.890, dependendo do modelo, mas com uma série de opcionais que deixam a magrela mais incrementada, pode subir um pouco mais..
Mas com esses valores não daria para comprar uma moto? Sim, é possível adquirir uma motoca usada. Entretanto, a bike não paga IPVA, não é necessário ter carteira e, o melhor de tudo, não polui o meio ambiente. Sem contar o exercício físico, muito melhor para o humor do cotidiano que o trânsito travado das ruas e avenidas.

FUNCIONAMENTO
A bike funciona basicamente pela força do pedal, que aciona o motor colocado no cubo da roda traseira. A energia elétrica provém de uma bateria colocada no quadro, abaixo do banco (detalhe da foto acima), cujo carregamento completo demora três horas e garante autonomia para 30 quilômetros. Distância que, pelas contas da fábrica, é percorrida com custo de R$ 0,25, bem mais baixo que a mais econômica das motos.

No fim do período de testes deu para comprovar que a bicicleta elétrica pode, sim, ser uma alternativa viável. Seja para ir e voltar do trabalho ou para desempenhar as tarefas cotidianas. Tanto que, principalmente no centro comercial de São Paulo, é cada vez mais comum ver engravatados pedalando em dias de semana.

Marca foi inspirada nas embarcações
Atualmente instalada em Diadema, em área de 2.000 metros quadrados, a marca Vela surgiu em 2012 como uma startup. O fundador, Victor Hugo Cruz, 29 anos, se inspirou nas embarcações para chegar à denominação.
“Chegamos ao nome por associação com a vela dos barcos. Consideramos uma ferramenta incrível, que permitiu verdadeira revolução no deslocamento através de rios e mares”, afirma.

Ele destaca que antes de utilizar o vento como combustível era necessário esforço muito grande para remar. Além disso, havia limitações de trajetos, cargas e distâncias. “O surgimento da vela ampliou o potencial de deslocamento do ser humano e, o mais importante, utilizando uma fonte limpa e silenciosa de energia: o vento”, afirma.

“Acredito que a bicicleta elétrica se compara aos barcos a vela, por ampliar os horizontes, trajetos e democratizar o uso da bike como um meio de transporte diário”, compara Cruz, que destaca ainda o fato de ser um nome “simples e leve”.
 



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Força no pedal, mas nem tanto

Nilton Valentim

08/02/2019 | 07:17


Você toparia trocar o carro por uma bike durante uma semana? E se a magrela fosse elétrica? Aí a experiência começa a ficar menos traumática. Foi assim que a garagem de casa e também o estacionamento do Diário passaram a ser ‘frequentados’ por um veículo diferente do convencional. O modelo escolhido foi uma Vela 1 Top Tube, fabricado pela Vela Bikes, empresa que se mudou recentemente para Diadema.

A bike, em estilo retrô (vintage, para alguns), chamou atenção logo ao descer do caminhão. Principalmente pela pintura verde-claro em tom pastel, pneus brancos, além de cestinha estilizada na frente e farol de LED. Charme tem, mas funciona?

Sim, Principalmente pela simplicidade. Depois de ‘ligar’ a bike pelo controle remoto, é só pedalar que o motor de 350W de potência entra em ação. Um botão na manopla esquerda do guidão define a velocidade, que pode ser lenta ou rápida, podendo chegar a 25 km/h. Aí é só pedalar que o propulsor amplifica a força.

A Vela Bikes, empresa que surgiu em 2012 como start-up, disponibiliza cinco modelos de bikes elétricas, com preços que variam de R$ 4.890 a R$ 5.890, dependendo do modelo, mas com uma série de opcionais que deixam a magrela mais incrementada, pode subir um pouco mais..
Mas com esses valores não daria para comprar uma moto? Sim, é possível adquirir uma motoca usada. Entretanto, a bike não paga IPVA, não é necessário ter carteira e, o melhor de tudo, não polui o meio ambiente. Sem contar o exercício físico, muito melhor para o humor do cotidiano que o trânsito travado das ruas e avenidas.

FUNCIONAMENTO
A bike funciona basicamente pela força do pedal, que aciona o motor colocado no cubo da roda traseira. A energia elétrica provém de uma bateria colocada no quadro, abaixo do banco (detalhe da foto acima), cujo carregamento completo demora três horas e garante autonomia para 30 quilômetros. Distância que, pelas contas da fábrica, é percorrida com custo de R$ 0,25, bem mais baixo que a mais econômica das motos.

No fim do período de testes deu para comprovar que a bicicleta elétrica pode, sim, ser uma alternativa viável. Seja para ir e voltar do trabalho ou para desempenhar as tarefas cotidianas. Tanto que, principalmente no centro comercial de São Paulo, é cada vez mais comum ver engravatados pedalando em dias de semana.

Marca foi inspirada nas embarcações
Atualmente instalada em Diadema, em área de 2.000 metros quadrados, a marca Vela surgiu em 2012 como uma startup. O fundador, Victor Hugo Cruz, 29 anos, se inspirou nas embarcações para chegar à denominação.
“Chegamos ao nome por associação com a vela dos barcos. Consideramos uma ferramenta incrível, que permitiu verdadeira revolução no deslocamento através de rios e mares”, afirma.

Ele destaca que antes de utilizar o vento como combustível era necessário esforço muito grande para remar. Além disso, havia limitações de trajetos, cargas e distâncias. “O surgimento da vela ampliou o potencial de deslocamento do ser humano e, o mais importante, utilizando uma fonte limpa e silenciosa de energia: o vento”, afirma.

“Acredito que a bicicleta elétrica se compara aos barcos a vela, por ampliar os horizontes, trajetos e democratizar o uso da bike como um meio de transporte diário”, compara Cruz, que destaca ainda o fato de ser um nome “simples e leve”.
 

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