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Empreendedorismo e desenvolvimento


Luiz Schimitd*

08/02/2019 | 07:12


O empreendedorismo tem sido visto como ação fundamental dos países desenvolvidos para atingir a prosperidade e a criação de riquezas. É o caminho para se criar mercados, negócios e soluções para vários problemas da humanidade. Para que o empreendedorismo prospere, há passos que o empreendedor deve seguir. Este foi o objeto de trabalho que publicamos no Observatório da USCS. O primeiro passo é o autoconhecimento. Empreender não é tarefa fácil. Existe muita fantasia: enriquecer, ter colaboradores, participar de eventos, sair nos jornais. Mas empreender é trabalhar mais do que a média e entregar mais do que foi solicitado. É pensar no bem-estar alheio, muitas vezes em deficit do seu próprio. Para lidar com essa montanha-russa de sentimentos, empreendedor deve conhecer seus sentimentos; saber como lidar com adversidades e pressão. Para, assim, tomar melhores decisões e se desviar dos momentos refratários ou momentos de ‘cegueira’ que irão aparecer na sua vida.

O segundo passo é o mindset. Trata-se da forma como nosso cérebro toma decisões, mapa que direciona nossas decisões. Podemos ter mindset fixo (que entende que não pode aprender mais nada) e mindset de crescimento (que acredita que pode aprender e evoluir). Anteriormente, entendia-se que empreender era questão de talento. Entretanto, foi provado que é conjunto de habilidades que podem ser aprendidas. Para isso, o empreendedor não pode ser mindset fixo. Deve estar aberto ao aprendizado, tem que ter a mentalidade de criança com sede por conhecimento em todo momento.

O terceiro passo é o conhecimento. Não adianta empreender se não tiver alguma habilidade técnica, seja ela qual for: escrever, lidar com equipe, fazer parte da operação, lidar com finanças. É importante que se tenha habilidades e que as valorizem. Com elas o empreendedor poderá alavancar mais o seu negócio. Poderá ter prazer em fazer as tarefas de seu empreendimento e não somente ser ‘escravo’ do seu negócio.

Comunicação é o quarto passo. Vivemos em era de comunicação constante, objetiva, clara e abundante. Comunicar-se bem é fundamental, seja para que sua equipe entenda os rumos que devem seguir com suas tarefas, seja para que o mercado entenda qual problema sua empresa resolve. Comunicar-se não é somente falar ou escrever, mas concatenar ideias, de forma que seu interlocutor possa compreender melhor o que tem a dizer. Inicia-se nos gestos em uma conversa, passa pelas imagens que se usa nos slides de apresentação, pela comunicação verbal e na interação com diversos setores que são a chave para que o empreendimento tenha sucesso. Quantas vezes você já observou anúncio e pensou: ‘Puxa, não entendi o que essa empresa faz’. Será que você não comprou o produto ou serviço porque não precisava daquilo ou porque não souberam lhe mostrar que você precisava daquele bem ou serviço? Comunicar é engajar pessoas em prol de seus sonhos e objetivos.

O quinto passo é o networking. Nascemos para viver em sociedade e só conseguimos isso porque nos conectamos a outros seres humanos. Nenhum negócio existe para atender máquinas; ele atende pessoas! Como nossa sociedade não fortalece essa capacidade de conexão humana por muito tempo, ficamos ‘enferrujados’ e precisamos exercitar essa habilidade. Conectar-se é fundamental para fortalecer parcerias e angariar novos clientes. Olhar a sociedade e seus movimentos é o sexto passo. Você já parou no Centro da cidade, sentou no banco e ficou somente olhando as pessoas indo de um lado para o outro? Muitas vezes entramos em nossas rotinas sem parar para olhar ao nosso redor. Entramos no ‘efeito manada’. Fazemos o que fazemos apenas porque temos que fazer e não porque há sentido naquilo. Olhar a sociedade e suas mudanças exige observar as tendências. Assim, conseguimos entender os mercados que crescem e os que estão diminuindo.

Cada vez mais as startups tomam nossas vidas. Devemos estar atentos do porquê de esse movimento crescer vertiginosamente. Enfatizo apenas um dos pontos que julgo como motivo: as startups resolvem um problema da sociedade. Muitos negócios não resolvem problema algum. Isso faz com que tenhamos novas formas de questionar nossos negócios, de conversar com nossos clientes, de pensar nossas rotinas.


* Presidente do Itescs (Instituto de Tecnologia de São Caetano) e integrante do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). 



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Empreendedorismo e desenvolvimento

Luiz Schimitd*

08/02/2019 | 07:12


O empreendedorismo tem sido visto como ação fundamental dos países desenvolvidos para atingir a prosperidade e a criação de riquezas. É o caminho para se criar mercados, negócios e soluções para vários problemas da humanidade. Para que o empreendedorismo prospere, há passos que o empreendedor deve seguir. Este foi o objeto de trabalho que publicamos no Observatório da USCS. O primeiro passo é o autoconhecimento. Empreender não é tarefa fácil. Existe muita fantasia: enriquecer, ter colaboradores, participar de eventos, sair nos jornais. Mas empreender é trabalhar mais do que a média e entregar mais do que foi solicitado. É pensar no bem-estar alheio, muitas vezes em deficit do seu próprio. Para lidar com essa montanha-russa de sentimentos, empreendedor deve conhecer seus sentimentos; saber como lidar com adversidades e pressão. Para, assim, tomar melhores decisões e se desviar dos momentos refratários ou momentos de ‘cegueira’ que irão aparecer na sua vida.

O segundo passo é o mindset. Trata-se da forma como nosso cérebro toma decisões, mapa que direciona nossas decisões. Podemos ter mindset fixo (que entende que não pode aprender mais nada) e mindset de crescimento (que acredita que pode aprender e evoluir). Anteriormente, entendia-se que empreender era questão de talento. Entretanto, foi provado que é conjunto de habilidades que podem ser aprendidas. Para isso, o empreendedor não pode ser mindset fixo. Deve estar aberto ao aprendizado, tem que ter a mentalidade de criança com sede por conhecimento em todo momento.

O terceiro passo é o conhecimento. Não adianta empreender se não tiver alguma habilidade técnica, seja ela qual for: escrever, lidar com equipe, fazer parte da operação, lidar com finanças. É importante que se tenha habilidades e que as valorizem. Com elas o empreendedor poderá alavancar mais o seu negócio. Poderá ter prazer em fazer as tarefas de seu empreendimento e não somente ser ‘escravo’ do seu negócio.

Comunicação é o quarto passo. Vivemos em era de comunicação constante, objetiva, clara e abundante. Comunicar-se bem é fundamental, seja para que sua equipe entenda os rumos que devem seguir com suas tarefas, seja para que o mercado entenda qual problema sua empresa resolve. Comunicar-se não é somente falar ou escrever, mas concatenar ideias, de forma que seu interlocutor possa compreender melhor o que tem a dizer. Inicia-se nos gestos em uma conversa, passa pelas imagens que se usa nos slides de apresentação, pela comunicação verbal e na interação com diversos setores que são a chave para que o empreendimento tenha sucesso. Quantas vezes você já observou anúncio e pensou: ‘Puxa, não entendi o que essa empresa faz’. Será que você não comprou o produto ou serviço porque não precisava daquilo ou porque não souberam lhe mostrar que você precisava daquele bem ou serviço? Comunicar é engajar pessoas em prol de seus sonhos e objetivos.

O quinto passo é o networking. Nascemos para viver em sociedade e só conseguimos isso porque nos conectamos a outros seres humanos. Nenhum negócio existe para atender máquinas; ele atende pessoas! Como nossa sociedade não fortalece essa capacidade de conexão humana por muito tempo, ficamos ‘enferrujados’ e precisamos exercitar essa habilidade. Conectar-se é fundamental para fortalecer parcerias e angariar novos clientes. Olhar a sociedade e seus movimentos é o sexto passo. Você já parou no Centro da cidade, sentou no banco e ficou somente olhando as pessoas indo de um lado para o outro? Muitas vezes entramos em nossas rotinas sem parar para olhar ao nosso redor. Entramos no ‘efeito manada’. Fazemos o que fazemos apenas porque temos que fazer e não porque há sentido naquilo. Olhar a sociedade e suas mudanças exige observar as tendências. Assim, conseguimos entender os mercados que crescem e os que estão diminuindo.

Cada vez mais as startups tomam nossas vidas. Devemos estar atentos do porquê de esse movimento crescer vertiginosamente. Enfatizo apenas um dos pontos que julgo como motivo: as startups resolvem um problema da sociedade. Muitos negócios não resolvem problema algum. Isso faz com que tenhamos novas formas de questionar nossos negócios, de conversar com nossos clientes, de pensar nossas rotinas.


* Presidente do Itescs (Instituto de Tecnologia de São Caetano) e integrante do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). 

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