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Cinco pessoas morrem vítimas da chuva no Rio de Janeiro

Fernando Frazão/Agencia Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Volume de água acumulado em duas horas foi maior do que o esperado para todo o mês de fevereiro


Da ABr

07/02/2019 | 10:25


 A forte chuva, a maior desde o início do verão - um dos mais quentes dos últimos anos -, trouxe caos à cidade do Rio de Janeiro desde a noite de quarta-feira(6), quando o Centro de Operações da prefeitura decretou, às 22h15, estágio de crise – o terceiro nível em uma escala de três. Pelo menos cinco pessoas morreram, entre elas duas em Guaratiba, na zona oeste, e uma na favela da Rocinha, na zona sul.

Em Guaratiba, as mortes foram provocadas pelo desabamento de uma casa, onde moravam quatro pessoas. Mais duas ficaram feridas no mesmo acidente e levadas para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na zona oeste. Até o início da manhã, ainda não havia informações sobre o estado de saúde delas. Outra morte confirmada ocorreu após um deslizamento na Favela da Rocinha, uma das áreas mais atingidas pela chuva.

Também foram notificados diversos deslizamentos de terra na Avenida Niemeyer, que liga os bairros do Leblon e São Conrado, na zona sul, e que deverá ficar interditada por todo o dia.

Em outro trecho da Niemeyer, um deslizamento provocou o desabamento de parte da Ciclovia Tim Maia, que caiu no mar. O local é próximo da parte da ciclovia que foi derrubada pelas ondas durante uma ressaca em abril de 2016, matando duas pessoas.

Na mesma avenida, outro deslizamento atingiu um ônibus, que acabou tombando sobre a ciclovia na encosta da pista. De acordo com o motorista, dois passageiros que estavam no coletivo ficaram presos nas ferragens. Os bombeiros trabalham no local para tentar resgatar as vítimas.

Alerta Rio

De acordo com dados do Alerta Rio, o sistema de monitoramento da prefeitura, o volume de chuva acumulado em apenas duas horas na noite dessa quarta-feira foi maior do que o esperado para todo o mês de fevereiro em alguns pontos dessas regiões.

Até o início da manhã, a prefeitura havia registrado 63 quedas de árvores pela cidade. Em alguns casos, os galhos caíram sobre a rede elétrica e provocaram falta de energia, principalmente em bairros das zonas oeste e norte.

A ventania também arrastou um veleiro que estava nas proximidades de uma das praias da zona sul para o Arpoador, entre Copacabana e Ipanema. A embarcação ficou encalhada na areia, e os quatro ocupantes foram retirados sem nenhum ferimento. Alguns quiosques instalados na orla de Ipanema e no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, foram danificados pelo vento.

Ainda há grandes bolsões de água em vários pontos da zona sul, como Leblon, Gávea, Ipanema, Lagoa, Botafogo e em São Conrado. Há bolsões também no Itanhangá e na Barra da Tijuca.

Neste momento, a chuva deu uma trégua e não há previsão de precitações fortes ao longo desta quinta-feira. Pode ocorrer, no entanto, chuva de intensidade fraca a moderada, com probabilidade de deslizamentos de terra nas zonas sul e oeste, onde o solo está encharcado.



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Cinco pessoas morrem vítimas da chuva no Rio de Janeiro

Volume de água acumulado em duas horas foi maior do que o esperado para todo o mês de fevereiro

Da ABr

07/02/2019 | 10:25


 A forte chuva, a maior desde o início do verão - um dos mais quentes dos últimos anos -, trouxe caos à cidade do Rio de Janeiro desde a noite de quarta-feira(6), quando o Centro de Operações da prefeitura decretou, às 22h15, estágio de crise – o terceiro nível em uma escala de três. Pelo menos cinco pessoas morreram, entre elas duas em Guaratiba, na zona oeste, e uma na favela da Rocinha, na zona sul.

Em Guaratiba, as mortes foram provocadas pelo desabamento de uma casa, onde moravam quatro pessoas. Mais duas ficaram feridas no mesmo acidente e levadas para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na zona oeste. Até o início da manhã, ainda não havia informações sobre o estado de saúde delas. Outra morte confirmada ocorreu após um deslizamento na Favela da Rocinha, uma das áreas mais atingidas pela chuva.

Também foram notificados diversos deslizamentos de terra na Avenida Niemeyer, que liga os bairros do Leblon e São Conrado, na zona sul, e que deverá ficar interditada por todo o dia.

Em outro trecho da Niemeyer, um deslizamento provocou o desabamento de parte da Ciclovia Tim Maia, que caiu no mar. O local é próximo da parte da ciclovia que foi derrubada pelas ondas durante uma ressaca em abril de 2016, matando duas pessoas.

Na mesma avenida, outro deslizamento atingiu um ônibus, que acabou tombando sobre a ciclovia na encosta da pista. De acordo com o motorista, dois passageiros que estavam no coletivo ficaram presos nas ferragens. Os bombeiros trabalham no local para tentar resgatar as vítimas.

Alerta Rio

De acordo com dados do Alerta Rio, o sistema de monitoramento da prefeitura, o volume de chuva acumulado em apenas duas horas na noite dessa quarta-feira foi maior do que o esperado para todo o mês de fevereiro em alguns pontos dessas regiões.

Até o início da manhã, a prefeitura havia registrado 63 quedas de árvores pela cidade. Em alguns casos, os galhos caíram sobre a rede elétrica e provocaram falta de energia, principalmente em bairros das zonas oeste e norte.

A ventania também arrastou um veleiro que estava nas proximidades de uma das praias da zona sul para o Arpoador, entre Copacabana e Ipanema. A embarcação ficou encalhada na areia, e os quatro ocupantes foram retirados sem nenhum ferimento. Alguns quiosques instalados na orla de Ipanema e no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, foram danificados pelo vento.

Ainda há grandes bolsões de água em vários pontos da zona sul, como Leblon, Gávea, Ipanema, Lagoa, Botafogo e em São Conrado. Há bolsões também no Itanhangá e na Barra da Tijuca.

Neste momento, a chuva deu uma trégua e não há previsão de precitações fortes ao longo desta quinta-feira. Pode ocorrer, no entanto, chuva de intensidade fraca a moderada, com probabilidade de deslizamentos de terra nas zonas sul e oeste, onde o solo está encharcado.

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