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GM divulga lucro global de R$ 30 bi; negociações avançam

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Reunião entre Paço, sindicato e montadora discutiu incentivos que podem envolver isenções de tributos


Soraia Abreu Pedrozo
Yara Ferraz

07/02/2019 | 07:21


A GM (General Motors) divulgou ontem seus resultados globais de 2018, que incluem lucro líquido de US$ 8,1 bilhões, ou R$ 30 bilhões – considerando o dólar a R$ 3,70. O montante representa alta de 2,3% ante o apurado em 2017. E, apenas para efeito de comparação, o Itaú lucrou, somente no Brasil, também em 2018, R$ 25 bilhões. Trata-se do maior resultado nominal anual já registrado por bancos brasileiros de capital aberto.

Enquanto isso, no mesmo dia, em São Caetano, a montadora realizou reunião com a Prefeitura e o Sindicato dos Metalúrgicos local com o objetivo de avançar nas negociações – a fabricante tem a meta de informar seus investidores quanto ao futuro das plantas no Brasil, que ela alega serem deficitárias, até meados deste mês.

De acordo com a montadora, os resultados foram impulsionados por preços fortes, aumento de vendas, crescimento dos ganhos da GM Financial, controle disciplinado de custos e o lançamento bem-sucedido das novas picapes de tamanho normal da empresa: o Chevrolet Silverado e o GMC Sierra – que não são produzidos nem distribuídos no Brasil. E as maiores perdas foram oriundas de operações internacionais e fora da América do Norte. Ainda assim, na América do Sul, a GM vendeu 691 mil veículos no ano passado, sendo que o Brasil foi o maior mercado, com 434,4 mil emplacamentos – 10% mais que em 2017.

Em comunicado, a presidente global da GM, Mary Barra, afirmou que a montadora entregou mais um ano forte de ganhos no ambiente altamente volátil de 2018. “Continuaremos a tomar decisões ousadas para liderar a transformação dessa indústria e gerar um valor significativo para os acionistas.”

ISENÇÕES FISCAIS - Conforme Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do sindicato local, a reunião de ontem, que contou também com representantes das áreas tributária e de contabilidade fiscal da GM, objetivou verificar qual a disposição do governo para negociar. “Fizemos um encaminhamento positivo. Ele está disposto a ceder em alguns pontos, e o que ceder, vai recuperar quase dez vezes mais se a empresa fizer os investimentos que foram prometidos. Eu não sei o que foi prometido a ele, a verdade é essa. Mas a conversa foi bastante positiva, no sentido de somarmos força pela manutenção da empresa aqui em São Caetano”, declarou.

Segundo o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), as isenções incluiriam a Secretaria da Fazenda e o Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental), sem dar mais detalhes. “Temos outra reunião no início da semana que vem para concluir isso. Ainda não batemos o martelo, mas a conversa será em cima dos tributos municipais, além da água, mas com uma perspectiva de compensação de receitas”, afirmou.

Para a próxima semana também está prevista outra conversa com o sindicalista. “Todos os segmentos estão avançando, acho que as perspectivas estão dentro de um cronograma”, assinalou Auricchio, que destacou que só vai ficar tranquilo quando tiver certeza absoluta dos investimentos.


Cidão diz que acordo pode valer até 2020

Quanto à negociação coletiva em São Caetano, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, disse acreditar que empresa vai deixar valendo o acordo vigente até 2020, quando ele terá de sentar novamente para falar sobre o novo acordo coletivo, e se ele será prorrogado ou se haverá novas negociações. Ele, no entanto, também não forneceu mais detalhes.

O deputado estadual Thiago Auricchio (PR), que participou de encontro posterior com Cidão e o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), acredita que tudo está avançando para que os 8.300 empregos da GM sejam mantidos na cidade. “Pouco a pouco a situação vai se resolvendo e a montadora vai ficando mais tranquila. Todos estão se articulando para que a maior fonte de emprego e renda da cidade continue aqui”, assinalou.

Para o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Antonio Megale, a GM não deverá deixar o País. “Tenho muita convicção de que esse momento vai passar, e que muito em breve serão anunciados investimentos”, sentenciou. “Não temos dúvidas de que ela continuará aqui, afinal, nosso mercado brasileiro tem grande potencial. Nosso índice de motorização ainda é entre 4,5 e cinco habitantes por automóvel. Para chegar em níveis como os do México e da Argentina, em que há entre três e 3,5 pessoas por veículo, teríamos que colocar em torno de 20 milhões de carros no mercado. Ou seja, tem mercado para bons anos, não é à toa que o Brasil é um dos países que têm o maior número de montadoras instaladas (sendo seis no Grande ABC)”, continuou Megale.  



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GM divulga lucro global de R$ 30 bi; negociações avançam

Reunião entre Paço, sindicato e montadora discutiu incentivos que podem envolver isenções de tributos

Soraia Abreu Pedrozo
Yara Ferraz

07/02/2019 | 07:21


A GM (General Motors) divulgou ontem seus resultados globais de 2018, que incluem lucro líquido de US$ 8,1 bilhões, ou R$ 30 bilhões – considerando o dólar a R$ 3,70. O montante representa alta de 2,3% ante o apurado em 2017. E, apenas para efeito de comparação, o Itaú lucrou, somente no Brasil, também em 2018, R$ 25 bilhões. Trata-se do maior resultado nominal anual já registrado por bancos brasileiros de capital aberto.

Enquanto isso, no mesmo dia, em São Caetano, a montadora realizou reunião com a Prefeitura e o Sindicato dos Metalúrgicos local com o objetivo de avançar nas negociações – a fabricante tem a meta de informar seus investidores quanto ao futuro das plantas no Brasil, que ela alega serem deficitárias, até meados deste mês.

De acordo com a montadora, os resultados foram impulsionados por preços fortes, aumento de vendas, crescimento dos ganhos da GM Financial, controle disciplinado de custos e o lançamento bem-sucedido das novas picapes de tamanho normal da empresa: o Chevrolet Silverado e o GMC Sierra – que não são produzidos nem distribuídos no Brasil. E as maiores perdas foram oriundas de operações internacionais e fora da América do Norte. Ainda assim, na América do Sul, a GM vendeu 691 mil veículos no ano passado, sendo que o Brasil foi o maior mercado, com 434,4 mil emplacamentos – 10% mais que em 2017.

Em comunicado, a presidente global da GM, Mary Barra, afirmou que a montadora entregou mais um ano forte de ganhos no ambiente altamente volátil de 2018. “Continuaremos a tomar decisões ousadas para liderar a transformação dessa indústria e gerar um valor significativo para os acionistas.”

ISENÇÕES FISCAIS - Conforme Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do sindicato local, a reunião de ontem, que contou também com representantes das áreas tributária e de contabilidade fiscal da GM, objetivou verificar qual a disposição do governo para negociar. “Fizemos um encaminhamento positivo. Ele está disposto a ceder em alguns pontos, e o que ceder, vai recuperar quase dez vezes mais se a empresa fizer os investimentos que foram prometidos. Eu não sei o que foi prometido a ele, a verdade é essa. Mas a conversa foi bastante positiva, no sentido de somarmos força pela manutenção da empresa aqui em São Caetano”, declarou.

Segundo o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), as isenções incluiriam a Secretaria da Fazenda e o Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental), sem dar mais detalhes. “Temos outra reunião no início da semana que vem para concluir isso. Ainda não batemos o martelo, mas a conversa será em cima dos tributos municipais, além da água, mas com uma perspectiva de compensação de receitas”, afirmou.

Para a próxima semana também está prevista outra conversa com o sindicalista. “Todos os segmentos estão avançando, acho que as perspectivas estão dentro de um cronograma”, assinalou Auricchio, que destacou que só vai ficar tranquilo quando tiver certeza absoluta dos investimentos.


Cidão diz que acordo pode valer até 2020

Quanto à negociação coletiva em São Caetano, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, disse acreditar que empresa vai deixar valendo o acordo vigente até 2020, quando ele terá de sentar novamente para falar sobre o novo acordo coletivo, e se ele será prorrogado ou se haverá novas negociações. Ele, no entanto, também não forneceu mais detalhes.

O deputado estadual Thiago Auricchio (PR), que participou de encontro posterior com Cidão e o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), acredita que tudo está avançando para que os 8.300 empregos da GM sejam mantidos na cidade. “Pouco a pouco a situação vai se resolvendo e a montadora vai ficando mais tranquila. Todos estão se articulando para que a maior fonte de emprego e renda da cidade continue aqui”, assinalou.

Para o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Antonio Megale, a GM não deverá deixar o País. “Tenho muita convicção de que esse momento vai passar, e que muito em breve serão anunciados investimentos”, sentenciou. “Não temos dúvidas de que ela continuará aqui, afinal, nosso mercado brasileiro tem grande potencial. Nosso índice de motorização ainda é entre 4,5 e cinco habitantes por automóvel. Para chegar em níveis como os do México e da Argentina, em que há entre três e 3,5 pessoas por veículo, teríamos que colocar em torno de 20 milhões de carros no mercado. Ou seja, tem mercado para bons anos, não é à toa que o Brasil é um dos países que têm o maior número de montadoras instaladas (sendo seis no Grande ABC)”, continuou Megale.  

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