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Moradores do Córrego do Feijão denunciam que atestado de óbito omite tragédia



06/02/2019 | 18:19


Moradores do Córrego do Feijão denunciaram na tarde desta quarta-feira, 6, ao Ministério Público que o atestado de óbito de muitas das vítimas do colapso da barragem apresentava, como local da morte, a inscrição "evento em Brumadinho".

"Já pedimos ao Ministério Público (MP) que nos ajude a resolver esse problema. Eles não estavam em um evento. Estavam em casa, trabalhando", disse Adilson Lopes, representante da comunidade na comissão que representa as vítimas.

Lopes conta que pelo menos cinco atestados de óbito de moradores da localidade vieram com essa declaração. Segundo ele, restam 14 moradores desaparecidos, entre os quais seu pai. Os moradores esperam que o Instituto Médico Legal (IML) altere essa informação.

De acordo com a pesquisadora Karine Gonçalves Carneiro, do Grupo de Estudos e Pesquisas Socioambientais da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que também estava na reunião, o fato gerou muita dor e revolta.

"Não tinha ninguém em evento nenhum, não era uma festa, nada disso. Foi o colapso de uma barragem", explicou a pesquisadora. "Mas os órgãos afirmaram que iriam pedir a retificação."



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Moradores do Córrego do Feijão denunciam que atestado de óbito omite tragédia


06/02/2019 | 18:19


Moradores do Córrego do Feijão denunciaram na tarde desta quarta-feira, 6, ao Ministério Público que o atestado de óbito de muitas das vítimas do colapso da barragem apresentava, como local da morte, a inscrição "evento em Brumadinho".

"Já pedimos ao Ministério Público (MP) que nos ajude a resolver esse problema. Eles não estavam em um evento. Estavam em casa, trabalhando", disse Adilson Lopes, representante da comunidade na comissão que representa as vítimas.

Lopes conta que pelo menos cinco atestados de óbito de moradores da localidade vieram com essa declaração. Segundo ele, restam 14 moradores desaparecidos, entre os quais seu pai. Os moradores esperam que o Instituto Médico Legal (IML) altere essa informação.

De acordo com a pesquisadora Karine Gonçalves Carneiro, do Grupo de Estudos e Pesquisas Socioambientais da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que também estava na reunião, o fato gerou muita dor e revolta.

"Não tinha ninguém em evento nenhum, não era uma festa, nada disso. Foi o colapso de uma barragem", explicou a pesquisadora. "Mas os órgãos afirmaram que iriam pedir a retificação."

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