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O adeus do líder químico do Grande ABC


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

05/02/2019 | 07:00


 AGENOR NARCISO

(Assis, SP, 31-12-1931 – São Paulo, SP, 2-2-2019)

“De cada um dos movimentos que realizou, os químicos alimentaram outras lutas e fortaleceram a organização e a consciência da categoria como um todo.”

Cf. Agenor Narciso, no livro dos 70 anos do Sindicato dos Químicos do ABC, 2008.

Agenor Narciso foi diretor do Sindicato dos Químicos do ABC desde 1978, e em 1982 encabeçou a chapa de oposição, com dezenas de outros companheiros, conquistando a direção da entidade. Presidiu o sindicato de 1982 a 1991.

De Agenor Narciso discorre outro químico histórico, Remigio Todeschini, que presidiu o mesmo sindicato:

Narciso era dinâmico e com seus discursos vibrantes e estridentes nas portas de fábrica e assembleias da categoria recuperou a história de luta dos Químicos do ABC.

Esteve presente na maioria das lutas importantes da categoria química e da Central Única dos Trabalhadores no Estado de São Paulo.

Foi trabalhador da antiga Fontoura, na Via Anchieta, em São Bernardo, local onde hoje temos a Colgate-Palmolive. A Fontoura foi a maior fábrica química dos anos 1980, com mais de 4.000 trabalhadores.

Liderou a primeira greve dos químicos por mais saúde, a greve da Ferro Enamel, em 1984, mais a da Matarazzo Química de São Caetano e a da Solvay. Teve participação ativa na fundação e consolidação do Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho), desde o ano de 1980

Quando presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, ele disponibilizou a sede da entidade, na Rua Lino Jardim, em Santo André, para ali ser montada a primeira sede da CUT nacional, da qual foi diretor.

Foi tesoureiro da CUT estadual, a partir de 1985, organizando as regionais da mesma em todo o Estado de São Paulo.

Nos últimos 20 anos morava em Dracena, no Interior de São Paulo, sempre atuando politicamente.

Agenor Narciso deixa gravadas informações importantes da história da categoria química, parte da qual está publicada no livro sobre os 70 anos do Sindicato dos Químicos do ABC, lançado em 2008.

 

A PARTIDA

Agenor Narciso parte aos 87 anos. Vítima de um AVC, ele estava internado no Hospital Santa Maggiore, em São Paulo. Era filho de José Narciso e Lázara Mencke. Deixa os filhos Sérgio, Márcio, Márcia, Tereza Cristina e netos. Seu corpo foi sepultado, domingo, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, na Vila Curuçá, em Santo André.

 

O repórter sepulcral

Da reunião inicial do Encontro São Paulo de Literatura, realizado no Diário, iniciativa da Editora Matarazzo, participou o professor João Paulo de Oliveira, que descende de uma das primeiras famílias da Borda do Campo.

João Paulo atua em várias frentes, e foi eleito por esta página Memória como repórter sepulcral do Cemitério-Museu de Vila Euclides, em São Bernardo, e que agora denuncia o mato a tomar conta do Cemitério Bom Jesus, em Paranapiacaba.

O professor João Paulo atua em várias frentes. Defende a identidade regional. Apoia as boas iniciativas. Faz parte do rol de novos pesquisadores em defesa da história do Grande ABC

 

 

Interação com o Facebook

‘As odaliscas explícitas’

A Neide era o seguinte: todo santo Carnaval ela desbundava.

Da crônica de Lourenço Diaféria publicada pelo Diário em 5 de fevereiro de 1989. Confiram a íntegra no Facebook da Memória – acessem o endereço acima.

 

Diário há 30 anos

Domingo, 5 de fevereiro de 1989 – ano 31, edição 6981

Manchete – Carnaval 1989 abrem com o maior congestionamento: 77 mil carros no sistema Anchieta/Imigrantes

‘Constituição e ‘Olorum’ arem os desfiles de rua no Grande ABC.

Associação dos Funcionários Públicos de São Bernardo faz o Carnaval nas Estrelas.

 

Em 5 de fevereiro de...

1919 – Os trens da Inglesa (São Paulo Railway, que cruzam a região) estão chegando com muito atraso, devido aos transtornos das baldeações nos pontos da linha onde temporais causaram maiores avarias.

Foram suprimidos trens para a realização de reparos entre Pilar (Mauá) e Alto da Serra (Paranapiacaba).

Francisco Eugenio de Campos, chefe do tráfego da SPR, transmite telegrama diretamente de Paranapiacaba, informando:

Aviso aos passageiros que, além da baldeação do km 42,5, em uma extensão de 200 metros, terão de subir ou descer a pé um plano inteiro da serra, com muita dificuldade devido ao mau tempo.

Haverá demora nos trens e a companhia não garante levar os passageiros ao seu destino, visto continuarem as quedas das barreiras.

Os passageiros que embarcaram anteontem na Capital, em direção a Santos, tiveram que voltar de Ribeirão Pires, sujeitando-se alguns a pernoitar no Alto da Serra.

Internacional – Do noticiário do Estadão: a greve dos eletricistas de Londres; a retirada das tropas aliadas da Rússia; a propaganda bolchevista nos Estados Unidos.

 

Santos do Dia

Águeda de Catânia, Águeda de Palermo ou Águeda da Sicília, também conhecida como Ágata, foi uma virgem e mártir das tradições cristãs do século III (Catania, Itália, 231-251)

Adelaide de Villich

Genuino

 

Hoje

Dia do Datiloscopista

 

Municípios Brasileiros

Celebram aniversários em 5 de fevereiro:

Em Minas Gerais, Alvinópolis e Nova Lima

No Ceará, Amontada, Forquilha, Itarema, Massapê, Milhã, Paraipaba, Umirim e Varjota

No Mato Grosso, Arenápolis e Nortelândia

No Paraná, Colombo

Em Sergipe, Gracho Cardoso

No Piauí, Jerumenha

Fonte: IBGE

 

 



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O adeus do líder químico do Grande ABC

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

05/02/2019 | 07:00


 AGENOR NARCISO

(Assis, SP, 31-12-1931 – São Paulo, SP, 2-2-2019)

“De cada um dos movimentos que realizou, os químicos alimentaram outras lutas e fortaleceram a organização e a consciência da categoria como um todo.”

Cf. Agenor Narciso, no livro dos 70 anos do Sindicato dos Químicos do ABC, 2008.

Agenor Narciso foi diretor do Sindicato dos Químicos do ABC desde 1978, e em 1982 encabeçou a chapa de oposição, com dezenas de outros companheiros, conquistando a direção da entidade. Presidiu o sindicato de 1982 a 1991.

De Agenor Narciso discorre outro químico histórico, Remigio Todeschini, que presidiu o mesmo sindicato:

Narciso era dinâmico e com seus discursos vibrantes e estridentes nas portas de fábrica e assembleias da categoria recuperou a história de luta dos Químicos do ABC.

Esteve presente na maioria das lutas importantes da categoria química e da Central Única dos Trabalhadores no Estado de São Paulo.

Foi trabalhador da antiga Fontoura, na Via Anchieta, em São Bernardo, local onde hoje temos a Colgate-Palmolive. A Fontoura foi a maior fábrica química dos anos 1980, com mais de 4.000 trabalhadores.

Liderou a primeira greve dos químicos por mais saúde, a greve da Ferro Enamel, em 1984, mais a da Matarazzo Química de São Caetano e a da Solvay. Teve participação ativa na fundação e consolidação do Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho), desde o ano de 1980

Quando presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, ele disponibilizou a sede da entidade, na Rua Lino Jardim, em Santo André, para ali ser montada a primeira sede da CUT nacional, da qual foi diretor.

Foi tesoureiro da CUT estadual, a partir de 1985, organizando as regionais da mesma em todo o Estado de São Paulo.

Nos últimos 20 anos morava em Dracena, no Interior de São Paulo, sempre atuando politicamente.

Agenor Narciso deixa gravadas informações importantes da história da categoria química, parte da qual está publicada no livro sobre os 70 anos do Sindicato dos Químicos do ABC, lançado em 2008.

 

A PARTIDA

Agenor Narciso parte aos 87 anos. Vítima de um AVC, ele estava internado no Hospital Santa Maggiore, em São Paulo. Era filho de José Narciso e Lázara Mencke. Deixa os filhos Sérgio, Márcio, Márcia, Tereza Cristina e netos. Seu corpo foi sepultado, domingo, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, na Vila Curuçá, em Santo André.

 

O repórter sepulcral

Da reunião inicial do Encontro São Paulo de Literatura, realizado no Diário, iniciativa da Editora Matarazzo, participou o professor João Paulo de Oliveira, que descende de uma das primeiras famílias da Borda do Campo.

João Paulo atua em várias frentes, e foi eleito por esta página Memória como repórter sepulcral do Cemitério-Museu de Vila Euclides, em São Bernardo, e que agora denuncia o mato a tomar conta do Cemitério Bom Jesus, em Paranapiacaba.

O professor João Paulo atua em várias frentes. Defende a identidade regional. Apoia as boas iniciativas. Faz parte do rol de novos pesquisadores em defesa da história do Grande ABC

 

 

Interação com o Facebook

‘As odaliscas explícitas’

A Neide era o seguinte: todo santo Carnaval ela desbundava.

Da crônica de Lourenço Diaféria publicada pelo Diário em 5 de fevereiro de 1989. Confiram a íntegra no Facebook da Memória – acessem o endereço acima.

 

Diário há 30 anos

Domingo, 5 de fevereiro de 1989 – ano 31, edição 6981

Manchete – Carnaval 1989 abrem com o maior congestionamento: 77 mil carros no sistema Anchieta/Imigrantes

‘Constituição e ‘Olorum’ arem os desfiles de rua no Grande ABC.

Associação dos Funcionários Públicos de São Bernardo faz o Carnaval nas Estrelas.

 

Em 5 de fevereiro de...

1919 – Os trens da Inglesa (São Paulo Railway, que cruzam a região) estão chegando com muito atraso, devido aos transtornos das baldeações nos pontos da linha onde temporais causaram maiores avarias.

Foram suprimidos trens para a realização de reparos entre Pilar (Mauá) e Alto da Serra (Paranapiacaba).

Francisco Eugenio de Campos, chefe do tráfego da SPR, transmite telegrama diretamente de Paranapiacaba, informando:

Aviso aos passageiros que, além da baldeação do km 42,5, em uma extensão de 200 metros, terão de subir ou descer a pé um plano inteiro da serra, com muita dificuldade devido ao mau tempo.

Haverá demora nos trens e a companhia não garante levar os passageiros ao seu destino, visto continuarem as quedas das barreiras.

Os passageiros que embarcaram anteontem na Capital, em direção a Santos, tiveram que voltar de Ribeirão Pires, sujeitando-se alguns a pernoitar no Alto da Serra.

Internacional – Do noticiário do Estadão: a greve dos eletricistas de Londres; a retirada das tropas aliadas da Rússia; a propaganda bolchevista nos Estados Unidos.

 

Santos do Dia

Águeda de Catânia, Águeda de Palermo ou Águeda da Sicília, também conhecida como Ágata, foi uma virgem e mártir das tradições cristãs do século III (Catania, Itália, 231-251)

Adelaide de Villich

Genuino

 

Hoje

Dia do Datiloscopista

 

Municípios Brasileiros

Celebram aniversários em 5 de fevereiro:

Em Minas Gerais, Alvinópolis e Nova Lima

No Ceará, Amontada, Forquilha, Itarema, Massapê, Milhã, Paraipaba, Umirim e Varjota

No Mato Grosso, Arenápolis e Nortelândia

No Paraná, Colombo

Em Sergipe, Gracho Cardoso

No Piauí, Jerumenha

Fonte: IBGE

 

 

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