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O mundo muda, a escola precisa mudar


Do Diário do Grande ABC

02/02/2019 | 14:03


Quase sempre que acompanho discussões em portais especializados, revistas do setor e redes sociais sobre a educação que esperamos para nossas crianças e adolescentes, vejo circularem mensagens dizendo que o dever da escola deveria se limitar ao desenvolvimento cognitivo (acadêmico) das disciplinas regulares. Talvez isso fosse verdade até o fim do século passado, mas me parece que não é mais verdade nesse nosso século XXI.

Atualmente, o que me parece indiscutível é o fato de que, entre as atuais (e novas) funções da escola, está a de preparar as pessoas para novo mundo dinâmico, fluído, global e incerto, tanto na vida em sociedade quanto no mercado de trabalho. Porque se a sociedade e o mundo mudam, a escola é orientada a mudar.

No fim de 2017, a Pearson, a Universidade de Oxford e a Nesta divulgaram pesquisa que analisou como o mercado de trabalho será impactado por grandes tendências como avanço tecnológico, globalização e incerteza política até 2030.

As conclusões nos mostram que, em futuro em que se espera que várias profissões desapareçam e que muitas outras – que sequer sabemos quais serão – surjam no lugar, é fundamental que a escola esteja preparada para ajudar as pessoas a desenvolverem as habilidades necessárias para terem sucesso em suas vidas profissionais. A formação atitudinal ganha importância frente à proposta de ensino focada exclusivamente em pacote de conteúdos que não sabemos quanto sentido farão para as profissões de amanhã.

Para dar um exemplo: a pesquisa concluiu que, em 2030, a capacidade de criar estratégias de aprendizagem pessoais estará entre as habilidades mais demandadas pela sociedade e pelo mercado de trabalho.

Isso significa que o mercado do futuro precisará que os profissionais sejam capazes de entender o impacto das informações para a resolução de problemas ou a tomada de decisões, através de estratégias pessoais de aprendizagem autônomas.

A resolução de problemas complexos, aliás, é outra habilidade que estará em alta, bem como a originalidade – a capacidade de ter ideias incomuns e inteligentes para solucionar problemas de maneira criativa será valorizada em ocupações ligadas a áreas como direito, comércio, saúde e finanças.

Se reconhecemos o papel da escola de preparar as próximas gerações de cidadãos e trabalhadores, não podemos fechar os olhos para o fato de que ela tem o dever de fazer com que seus alunos aprendam essas habilidades. Daí a necessidade de discutirmos o que precisamos fazer no presente para garantir a educação do futuro.

Juliano Costa é vice-presidente de educação da Pearson no Brasil.

Palavra do Leitor

Questão de Emprego
Você que está à procura de emprego já se perguntou se suas habilidades estão em consonância com as novas tendências do mercado? Caso a resposta seja negativa, sugiro a leitura da coluna Questão de Emprego (Economia, dia 29), onde o senhor Lucas Nogueira mostra de maneira clara e objetiva cinco dessas habilidades que podem influenciar diretamente em colocação nesse novo cenário trabalhista.
Vanderlei A. Retondo
Santo André
O novo?
A biruta (indicador de vento) de aeroporto deve se sentir humilhada com a concorrência do velho ‘coroné’ de Alagoas: sempre a favor do vento! Em entrevista à revista Valor disse que se for eleito presidente do Senado será político completamente diferente do atual. Só se vai mudar o nome para algo mais apropriado à figura: Renan ‘Canalheiros’!
Aparecida Dileide Gaziolla
São Caetano

Barragens
Oportuno o comentário do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao tomar conhecimento da tragédia de Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, dizendo-se surpreso de o Brasil não ter aproveitado a tragédia de Mariana como exemplo para que outras não viessem (e não vierem) a acontecer. Entretanto, a procura por responsáveis não é meramente caso policial para prender engenheiros que vistoriaram o equipamento, ou, no futuro, engenheiros que o projetaram. O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) deveria se manifestar no sentido de esclarecer à população que a falha pode depender de inúmeros parâmetros, dentre eles a solicitação de carga que foi determinada ao encomendar o projeto, bem como os registros de material, se houver, usados na construção da barragem, com a finalidade de determinar se seguiram os respectivos memoriais descritivos. Brasil tem o hábito de procurar culpados, literalmente ‘depois da barragem estourar’, e nunca dar mais atenção aos projetos em seus diversos aspectos, notadamente na preservação do meio ambiente e, neste caso, mais grave e importante, na própria vida humana.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Falta d’água
Começou de novo. Ficamos bom tempo sossegados, sem faltar água em Santo André. Agora, diariamente tem faltado e sem nenhuma explicação. Será que o acordo para o pagamento da dívida entre Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) não está sendo cumprido? Sim, acordo que o próprio Paulo Serra falou a respeito neste Diário na época. A população paga regularmente as contas com o Semasa. O que fazem com o dinheiro? Até quando vamos pagar pelos erros e irresponsabilidades de gestões anteriores? Prefeito, gostaríamos de ter explicação. Não podemos ser prejudicados e simplesmente ficar por isso mesmo. Semasa, não me venha com a história de que a água tratada está sendo insuficiente para abastecer o município. Sabemos que não é isso. Apesar do consumo, tem chovido bem. Sem contar o ar que vira o relógio sem passar água. Pagamos ar e não temos água. Como sempre, ficaremos aguardando explicação plausível.
Thelma Ribeiro
Santo André

Taxa de sinistro
O desconhecimento quase que total da população sobre essa taxa tem motivado calorosas discussões populares sobre a sua constitucionalidade ou inconstitucionalidade. Como cidadão e munícipe, em 2013 eu já havia defendido essa taxa, e agora volto a defendê-la. Quero esclarecer que ela não é tão sinistra como querem fazer crer. Sinistro é o destino diverso que pode ser dado para essa receita específica. Antes de qualquer juízo de valor preconcebido, vale esclarecer que a referida taxa de sinistro fora instituída pela Lei Complementar 147, de 10 de dezembro de 2001, com o fito de apoiar o Corpo de Bombeiros local, nas suas necessidades diárias referentes à atividade-meio, ou seja, tudo referente à rotina administrativa do quartel. Por outro lado, vale frisar que a suposta inconstitucionalidade da lei não deve prevalecer sobre o interesse comum, conforme prevê a Constituição Federal. Dessa forma, o município pode e deve legislar sem invasão de competência, para bem cuidar daqueles que salvam vidas e protegem patrimônios.
José de Almeida Borges
Diadema 



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O mundo muda, a escola precisa mudar

Do Diário do Grande ABC

02/02/2019 | 14:03


Quase sempre que acompanho discussões em portais especializados, revistas do setor e redes sociais sobre a educação que esperamos para nossas crianças e adolescentes, vejo circularem mensagens dizendo que o dever da escola deveria se limitar ao desenvolvimento cognitivo (acadêmico) das disciplinas regulares. Talvez isso fosse verdade até o fim do século passado, mas me parece que não é mais verdade nesse nosso século XXI.

Atualmente, o que me parece indiscutível é o fato de que, entre as atuais (e novas) funções da escola, está a de preparar as pessoas para novo mundo dinâmico, fluído, global e incerto, tanto na vida em sociedade quanto no mercado de trabalho. Porque se a sociedade e o mundo mudam, a escola é orientada a mudar.

No fim de 2017, a Pearson, a Universidade de Oxford e a Nesta divulgaram pesquisa que analisou como o mercado de trabalho será impactado por grandes tendências como avanço tecnológico, globalização e incerteza política até 2030.

As conclusões nos mostram que, em futuro em que se espera que várias profissões desapareçam e que muitas outras – que sequer sabemos quais serão – surjam no lugar, é fundamental que a escola esteja preparada para ajudar as pessoas a desenvolverem as habilidades necessárias para terem sucesso em suas vidas profissionais. A formação atitudinal ganha importância frente à proposta de ensino focada exclusivamente em pacote de conteúdos que não sabemos quanto sentido farão para as profissões de amanhã.

Para dar um exemplo: a pesquisa concluiu que, em 2030, a capacidade de criar estratégias de aprendizagem pessoais estará entre as habilidades mais demandadas pela sociedade e pelo mercado de trabalho.

Isso significa que o mercado do futuro precisará que os profissionais sejam capazes de entender o impacto das informações para a resolução de problemas ou a tomada de decisões, através de estratégias pessoais de aprendizagem autônomas.

A resolução de problemas complexos, aliás, é outra habilidade que estará em alta, bem como a originalidade – a capacidade de ter ideias incomuns e inteligentes para solucionar problemas de maneira criativa será valorizada em ocupações ligadas a áreas como direito, comércio, saúde e finanças.

Se reconhecemos o papel da escola de preparar as próximas gerações de cidadãos e trabalhadores, não podemos fechar os olhos para o fato de que ela tem o dever de fazer com que seus alunos aprendam essas habilidades. Daí a necessidade de discutirmos o que precisamos fazer no presente para garantir a educação do futuro.

Juliano Costa é vice-presidente de educação da Pearson no Brasil.

Palavra do Leitor

Questão de Emprego
Você que está à procura de emprego já se perguntou se suas habilidades estão em consonância com as novas tendências do mercado? Caso a resposta seja negativa, sugiro a leitura da coluna Questão de Emprego (Economia, dia 29), onde o senhor Lucas Nogueira mostra de maneira clara e objetiva cinco dessas habilidades que podem influenciar diretamente em colocação nesse novo cenário trabalhista.
Vanderlei A. Retondo
Santo André
O novo?
A biruta (indicador de vento) de aeroporto deve se sentir humilhada com a concorrência do velho ‘coroné’ de Alagoas: sempre a favor do vento! Em entrevista à revista Valor disse que se for eleito presidente do Senado será político completamente diferente do atual. Só se vai mudar o nome para algo mais apropriado à figura: Renan ‘Canalheiros’!
Aparecida Dileide Gaziolla
São Caetano

Barragens
Oportuno o comentário do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao tomar conhecimento da tragédia de Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, dizendo-se surpreso de o Brasil não ter aproveitado a tragédia de Mariana como exemplo para que outras não viessem (e não vierem) a acontecer. Entretanto, a procura por responsáveis não é meramente caso policial para prender engenheiros que vistoriaram o equipamento, ou, no futuro, engenheiros que o projetaram. O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) deveria se manifestar no sentido de esclarecer à população que a falha pode depender de inúmeros parâmetros, dentre eles a solicitação de carga que foi determinada ao encomendar o projeto, bem como os registros de material, se houver, usados na construção da barragem, com a finalidade de determinar se seguiram os respectivos memoriais descritivos. Brasil tem o hábito de procurar culpados, literalmente ‘depois da barragem estourar’, e nunca dar mais atenção aos projetos em seus diversos aspectos, notadamente na preservação do meio ambiente e, neste caso, mais grave e importante, na própria vida humana.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Falta d’água
Começou de novo. Ficamos bom tempo sossegados, sem faltar água em Santo André. Agora, diariamente tem faltado e sem nenhuma explicação. Será que o acordo para o pagamento da dívida entre Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) não está sendo cumprido? Sim, acordo que o próprio Paulo Serra falou a respeito neste Diário na época. A população paga regularmente as contas com o Semasa. O que fazem com o dinheiro? Até quando vamos pagar pelos erros e irresponsabilidades de gestões anteriores? Prefeito, gostaríamos de ter explicação. Não podemos ser prejudicados e simplesmente ficar por isso mesmo. Semasa, não me venha com a história de que a água tratada está sendo insuficiente para abastecer o município. Sabemos que não é isso. Apesar do consumo, tem chovido bem. Sem contar o ar que vira o relógio sem passar água. Pagamos ar e não temos água. Como sempre, ficaremos aguardando explicação plausível.
Thelma Ribeiro
Santo André

Taxa de sinistro
O desconhecimento quase que total da população sobre essa taxa tem motivado calorosas discussões populares sobre a sua constitucionalidade ou inconstitucionalidade. Como cidadão e munícipe, em 2013 eu já havia defendido essa taxa, e agora volto a defendê-la. Quero esclarecer que ela não é tão sinistra como querem fazer crer. Sinistro é o destino diverso que pode ser dado para essa receita específica. Antes de qualquer juízo de valor preconcebido, vale esclarecer que a referida taxa de sinistro fora instituída pela Lei Complementar 147, de 10 de dezembro de 2001, com o fito de apoiar o Corpo de Bombeiros local, nas suas necessidades diárias referentes à atividade-meio, ou seja, tudo referente à rotina administrativa do quartel. Por outro lado, vale frisar que a suposta inconstitucionalidade da lei não deve prevalecer sobre o interesse comum, conforme prevê a Constituição Federal. Dessa forma, o município pode e deve legislar sem invasão de competência, para bem cuidar daqueles que salvam vidas e protegem patrimônios.
José de Almeida Borges
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