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Denis Maciel Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

'Tinha trauma de dirigir. Depois que eu coloquei o adesivo tudo mudou', diz Aline Lázaro, nova motorista


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

01/02/2019 | 12:27


O trânsito transforma as pessoas. O anda e para das ruas e avenidas se torna terreno fértil para discussões e desentendimentos gerados a partir de acontecimentos mínimos. Esse ambiente fica ainda mais hostil para os iniciantes, que, muitas vezes por nervosismo ou falta de experiência, cometem deslizes que desagradam os demais condutores. Talvez por isso, é cada vez mais comum ver carros com adesivos que ressaltam a condição de ‘novo de carta’ de quem está dirigindo e pedem paciência aos demais.

A teleatendente Aline Cristina Lázaro, 31 anos, de São Bernardo, adesivou seu Corsa e sentiu a diferença. “Eu tinha trauma de dirigir. Percebi que as pessoas não me respeitavam. Depois que eu coloquei o adesivo tudo mudou, ficou mais tranquilo”, afirma. Ela garante que passou a ouvir menos buzinas quando, eventualmente, deixa o carro morrer nas subidas.
Além do letreiro no vidro traseiro, ela resolveu fazer aulas para aperfeiçoar a forma de dirigir e colocar fim ao medo, que começou em 2009, quando seu pai sofreu um acidente.

Érika Aparecida da Silva Teixeira, 38, franqueada do centro de treinamento para habilitados Dirigindo Bem, com unidades em Santo André e São Bernardo, acompanha Aline nos trajetos. Ela apoia o uso do adesivo, mas faz restrições. “Oferece conforto para ela, porque a deixa mais confiante. Mas eu prefiro que não use, pois algumas vezes os motoristas, principalmente adolescentes, começam a provocar”, justifica.

O diretor-presidente do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), Paulo Roberto Falcão Ribeiro, destaca que o uso do alerta é permitido, mas é preciso tomar alguns cuidados. “Não há impedimento legal sobre colocar um adesivo com este tipo de aviso, desde que ele não esteja afixado no vidro atrapalhando a visão do próprio motorista”, aponta. Ribeiro destaca ainda a necessidade de se respeitar as leis e ter paciência. “O mais importante nesta questão é entender que o trânsito é mesmo dinâmico, respirar fundo, manter o foco e a calma para que o novo habilitado possa encarar o tráfego de forma segura, lembrando que a prioridade em qualquer situação é o pedestre. Por isso, o respeito às faixas e à sinalização é de suma importância”, afirma.  



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'Tinha trauma de dirigir. Depois que eu coloquei o adesivo tudo mudou', diz Aline Lázaro, nova motorista

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

01/02/2019 | 12:27


O trânsito transforma as pessoas. O anda e para das ruas e avenidas se torna terreno fértil para discussões e desentendimentos gerados a partir de acontecimentos mínimos. Esse ambiente fica ainda mais hostil para os iniciantes, que, muitas vezes por nervosismo ou falta de experiência, cometem deslizes que desagradam os demais condutores. Talvez por isso, é cada vez mais comum ver carros com adesivos que ressaltam a condição de ‘novo de carta’ de quem está dirigindo e pedem paciência aos demais.

A teleatendente Aline Cristina Lázaro, 31 anos, de São Bernardo, adesivou seu Corsa e sentiu a diferença. “Eu tinha trauma de dirigir. Percebi que as pessoas não me respeitavam. Depois que eu coloquei o adesivo tudo mudou, ficou mais tranquilo”, afirma. Ela garante que passou a ouvir menos buzinas quando, eventualmente, deixa o carro morrer nas subidas.
Além do letreiro no vidro traseiro, ela resolveu fazer aulas para aperfeiçoar a forma de dirigir e colocar fim ao medo, que começou em 2009, quando seu pai sofreu um acidente.

Érika Aparecida da Silva Teixeira, 38, franqueada do centro de treinamento para habilitados Dirigindo Bem, com unidades em Santo André e São Bernardo, acompanha Aline nos trajetos. Ela apoia o uso do adesivo, mas faz restrições. “Oferece conforto para ela, porque a deixa mais confiante. Mas eu prefiro que não use, pois algumas vezes os motoristas, principalmente adolescentes, começam a provocar”, justifica.

O diretor-presidente do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), Paulo Roberto Falcão Ribeiro, destaca que o uso do alerta é permitido, mas é preciso tomar alguns cuidados. “Não há impedimento legal sobre colocar um adesivo com este tipo de aviso, desde que ele não esteja afixado no vidro atrapalhando a visão do próprio motorista”, aponta. Ribeiro destaca ainda a necessidade de se respeitar as leis e ter paciência. “O mais importante nesta questão é entender que o trânsito é mesmo dinâmico, respirar fundo, manter o foco e a calma para que o novo habilitado possa encarar o tráfego de forma segura, lembrando que a prioridade em qualquer situação é o pedestre. Por isso, o respeito às faixas e à sinalização é de suma importância”, afirma.  

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