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A saúde da sua obra


Do Diário do Grande ABC

31/01/2019 | 09:47


Artigo

A qualidade do ar é assunto bastante recorrente, principalmente nas grandes metrópoles. Além da poluição atmosférica, temos a questão dos poluentes que encontramos em ambientes internos. São vários fatores que também podem causar riscos à saúde. Além dos micro-organismos e bactérias encontradas no ar, produtos de limpeza, fumaça, tinta, poeira, cloro, entre outros, podem interferir no bem-estar do ocupante. Engana-se quem pensa que o ar fica contaminado apenas em locais totalmente fechados ou edifícios que já estão em uso, como em casa, na escola ou no trabalho. Muitos não sabem, mas as atividades exercidas em obra podem gerar agentes nocivos ao ar. Tais agentes atacam o aparelho respiratório dos trabalhadores.

No Reino Unido, por exemplo, estudos mostram que 40% dos cânceres originados no ambiente de trabalho correspondem ao ramo da construção civil. O tipo mais comum de câncer no canteiro de obras é o pulmonar, causado especialmente pela exposição à sílica e ao amianto. Vale ressaltar que aspiração de qualquer tipo de partícula, mesmo as menos danosas, em grande quantidade pode causar outros males. Além disso, ambiente adequado sem poluição e risco de contaminação pode gerar economia ao empreendimento. Funcionário doente é prejuízo à obra, gerando atraso e custo adicional em todo projeto. Sem falar nos problemas com o entorno: as partículas podem causar problemas respiratórios aos vizinhos e, em casos mais extremos, podem ocasionar o embargo da obra.

A saúde de todos os ocupantes também é ponto de atenção. Muitas obras e reformas são realizadas com a presença de moradores ou funcionários. Mesmo com o ambiente de obra supostamente isolado, a poeira vai chegar aos demais ambientes. Atualmente, já existem no mercado soluções eficientes que funcionam de forma ativa, reduzindo a poeira e outros materiais particulados que ficam em suspensão no ambiente da obra. Sua ação vai até o problema, promovendo a polarização e a decantação das partículas, após deixá-las mais pesadas que o ar, retirando-as do ambiente. O setor da construção civil foi um dos mais atingidos pela crise econômica que afetou o Brasil nos últimos anos, porém, se projeta para 2019 possível crescimento. Vemos constantemente bombardeio de projetos e edifícios com o apelo sustentável, mas é preciso ficar claro que estar ecologicamente correto começa no início do processo. Temos que criar, oferecer e proporcionar ambiente saudável antes do ocupante final. As empresas precisam zelar pela saúde de seus colaboradores para que eles estejam aptos para a próxima empreitada.

Henrique Cury é diretor da empresa EcoQuest do Brasil e integrante do Qualindoor (Departamento Nacional de Qualidade do Ar Interno) da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento).

Palavra do leitor

Uniforme
Parabéns ao prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior, pela ideia dos uniformes (Setecidades, dia 29)! Dessa maneira impede qualquer ato de corrupção. Se não me engano, os petralhas nunca venceram eleições municipais na cidade, pois, ao contrário, fatalmente estariam corrompendo essa maravilhosa cidade. Espero que os outros prefeitos da região se espelhem nessa ideia.
Breno Reginaldo Silva
Santo André

Facada fake? – 1
Caro Ulisses Noronha (Máscara, dia 29), fale que o senhor viu esta notícia no Facebook, de que a ‘Globolixo’ está preparando matéria para dizer que a facada desferida no nosso presidente foi fake e não dê uma de mãe Diná. O senhor é mais uma ‘Maria vai com as outras’. Torça para que nosso País caminhe bem e deixe de ‘mimimi’.
Ailton Natalino de Lima
São Bernardo

Facada fake? – 2
É realmente inacreditável a coragem do cidadão Ulisses Noronha, de São Caetano, em sua carta. Chamar de encenação o atentado ao presidente é algo inimaginável. Esse senhor está pondo em dúvida a honorabilidade da polícia mineira, dos médicos que atenderam Bolsonaro naquele Estado e, também, ofendendo ao Hospital Albert Eistein e sua equipe, considerando que participaram de falcatrua. Lembre-se de que o assassino já está preso. Menos, senhor derrotado.
Sebastião Carlos de Oliveira
Santo André

Piraporinha
A morte de 14 pessoas nos últimos quatro anos na Avenida Piraporinha, em Diadema (Setecidades, dia 28), é preocupante, claro, mas esse número poderia ser pelo menos três vezes maior se a referida via não estivesse hoje duplicada. Aliás, talvez poucos tenham conhecimento de que essa via de acesso à Capital e ao Grande ABC era (ou ainda é?) estadual, sob jurisdição do DER (Departamento de Estradas e Rodagem), com a sigla SP 232. Ela tem início no Jabaquara, com o nome de Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira. Em Diadema recebe três nomes: Conceição, Antonio Piranga (passando pela Praça Castelo Branco) e Piraporinha. Este último nome vai até São Bernardo, na divisa com viaduto da Anchieta. Na década de 1970, com apenas uma pista, essa longa avenida era palco de acidentes gravíssimos, a maior parte com vítimas fatais. E fica aviso aos pedestres: que tenham mais cuidado ao atravessar qualquer via pública, colaborando, assim, para redução dos índices de atropelamento.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Para a GM
A proposta de acordo da GM (General Motors) para sair de suposta crise é de fato carteirada nos trabalhadores, aproveitando oportunisticamente da onda liberalizante do atual governo. Paulo Guedes não cansa de dizer que empresa privada é sinal de alta eficiência, e que estatal não presta. Onde está a eficiência da GM? Incompetência gerencial para enfrentar a concorrência? Oportunismo para obter mais vantagens? Se é para radicalizar e ‘salvar a empresa’ vão aqui sugestões à montadora GM: 1 – demitir todos trabalhadores e pagar as indenizações de acordo com a lei; 2 – os trabalhadores em parceria com o sindicato criariam a ATGM (Associação dos Trabalhadores da GM) e passariam a prestar serviço à GM de forma cooperativada; 3 – A GM repassaria à ATGM 10% das ações da empresa. Aí, sim, os trabalhadores poderiam ser chamados de ‘colaboradores’. Seria, então, criada no Brasil montadora cogestionada, semelhante à que já existe na Alemanha desde a década de 1970. Se é para inovar, o momento do ganha-ganha é agora.
Cido Faria
Santo André 



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A saúde da sua obra

Do Diário do Grande ABC

31/01/2019 | 09:47


Artigo

A qualidade do ar é assunto bastante recorrente, principalmente nas grandes metrópoles. Além da poluição atmosférica, temos a questão dos poluentes que encontramos em ambientes internos. São vários fatores que também podem causar riscos à saúde. Além dos micro-organismos e bactérias encontradas no ar, produtos de limpeza, fumaça, tinta, poeira, cloro, entre outros, podem interferir no bem-estar do ocupante. Engana-se quem pensa que o ar fica contaminado apenas em locais totalmente fechados ou edifícios que já estão em uso, como em casa, na escola ou no trabalho. Muitos não sabem, mas as atividades exercidas em obra podem gerar agentes nocivos ao ar. Tais agentes atacam o aparelho respiratório dos trabalhadores.

No Reino Unido, por exemplo, estudos mostram que 40% dos cânceres originados no ambiente de trabalho correspondem ao ramo da construção civil. O tipo mais comum de câncer no canteiro de obras é o pulmonar, causado especialmente pela exposição à sílica e ao amianto. Vale ressaltar que aspiração de qualquer tipo de partícula, mesmo as menos danosas, em grande quantidade pode causar outros males. Além disso, ambiente adequado sem poluição e risco de contaminação pode gerar economia ao empreendimento. Funcionário doente é prejuízo à obra, gerando atraso e custo adicional em todo projeto. Sem falar nos problemas com o entorno: as partículas podem causar problemas respiratórios aos vizinhos e, em casos mais extremos, podem ocasionar o embargo da obra.

A saúde de todos os ocupantes também é ponto de atenção. Muitas obras e reformas são realizadas com a presença de moradores ou funcionários. Mesmo com o ambiente de obra supostamente isolado, a poeira vai chegar aos demais ambientes. Atualmente, já existem no mercado soluções eficientes que funcionam de forma ativa, reduzindo a poeira e outros materiais particulados que ficam em suspensão no ambiente da obra. Sua ação vai até o problema, promovendo a polarização e a decantação das partículas, após deixá-las mais pesadas que o ar, retirando-as do ambiente. O setor da construção civil foi um dos mais atingidos pela crise econômica que afetou o Brasil nos últimos anos, porém, se projeta para 2019 possível crescimento. Vemos constantemente bombardeio de projetos e edifícios com o apelo sustentável, mas é preciso ficar claro que estar ecologicamente correto começa no início do processo. Temos que criar, oferecer e proporcionar ambiente saudável antes do ocupante final. As empresas precisam zelar pela saúde de seus colaboradores para que eles estejam aptos para a próxima empreitada.

Henrique Cury é diretor da empresa EcoQuest do Brasil e integrante do Qualindoor (Departamento Nacional de Qualidade do Ar Interno) da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento).

Palavra do leitor

Uniforme
Parabéns ao prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior, pela ideia dos uniformes (Setecidades, dia 29)! Dessa maneira impede qualquer ato de corrupção. Se não me engano, os petralhas nunca venceram eleições municipais na cidade, pois, ao contrário, fatalmente estariam corrompendo essa maravilhosa cidade. Espero que os outros prefeitos da região se espelhem nessa ideia.
Breno Reginaldo Silva
Santo André

Facada fake? – 1
Caro Ulisses Noronha (Máscara, dia 29), fale que o senhor viu esta notícia no Facebook, de que a ‘Globolixo’ está preparando matéria para dizer que a facada desferida no nosso presidente foi fake e não dê uma de mãe Diná. O senhor é mais uma ‘Maria vai com as outras’. Torça para que nosso País caminhe bem e deixe de ‘mimimi’.
Ailton Natalino de Lima
São Bernardo

Facada fake? – 2
É realmente inacreditável a coragem do cidadão Ulisses Noronha, de São Caetano, em sua carta. Chamar de encenação o atentado ao presidente é algo inimaginável. Esse senhor está pondo em dúvida a honorabilidade da polícia mineira, dos médicos que atenderam Bolsonaro naquele Estado e, também, ofendendo ao Hospital Albert Eistein e sua equipe, considerando que participaram de falcatrua. Lembre-se de que o assassino já está preso. Menos, senhor derrotado.
Sebastião Carlos de Oliveira
Santo André

Piraporinha
A morte de 14 pessoas nos últimos quatro anos na Avenida Piraporinha, em Diadema (Setecidades, dia 28), é preocupante, claro, mas esse número poderia ser pelo menos três vezes maior se a referida via não estivesse hoje duplicada. Aliás, talvez poucos tenham conhecimento de que essa via de acesso à Capital e ao Grande ABC era (ou ainda é?) estadual, sob jurisdição do DER (Departamento de Estradas e Rodagem), com a sigla SP 232. Ela tem início no Jabaquara, com o nome de Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira. Em Diadema recebe três nomes: Conceição, Antonio Piranga (passando pela Praça Castelo Branco) e Piraporinha. Este último nome vai até São Bernardo, na divisa com viaduto da Anchieta. Na década de 1970, com apenas uma pista, essa longa avenida era palco de acidentes gravíssimos, a maior parte com vítimas fatais. E fica aviso aos pedestres: que tenham mais cuidado ao atravessar qualquer via pública, colaborando, assim, para redução dos índices de atropelamento.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Para a GM
A proposta de acordo da GM (General Motors) para sair de suposta crise é de fato carteirada nos trabalhadores, aproveitando oportunisticamente da onda liberalizante do atual governo. Paulo Guedes não cansa de dizer que empresa privada é sinal de alta eficiência, e que estatal não presta. Onde está a eficiência da GM? Incompetência gerencial para enfrentar a concorrência? Oportunismo para obter mais vantagens? Se é para radicalizar e ‘salvar a empresa’ vão aqui sugestões à montadora GM: 1 – demitir todos trabalhadores e pagar as indenizações de acordo com a lei; 2 – os trabalhadores em parceria com o sindicato criariam a ATGM (Associação dos Trabalhadores da GM) e passariam a prestar serviço à GM de forma cooperativada; 3 – A GM repassaria à ATGM 10% das ações da empresa. Aí, sim, os trabalhadores poderiam ser chamados de ‘colaboradores’. Seria, então, criada no Brasil montadora cogestionada, semelhante à que já existe na Alemanha desde a década de 1970. Se é para inovar, o momento do ganha-ganha é agora.
Cido Faria
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