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População sofre com assaltos recorrentes

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pelo menos seis bairros de Santo André tornaram-se alvos constantes dos criminosos


Bia Moço
Diário do Grande ABC

28/01/2019 | 07:00


Problema antigo na região, a ação de assaltantes em pontos de ônibus tem atormentado moradores de pelo menos seis bairros de Santo André. Vilas Alzira, Guarani e Linda, além de Jardim do Estádio e parques Jaçatuba e Marajoara são as áreas onde vítimas relatam ocorrências constantes pela manhã, perto do horário do almoço e no fim da tarde.

A equipe do Diário conversou com diversos moradores que foram assaltados. Em um dos casos, na Vila Linda, munícipe que pediu sigilo foi alvo dos criminosos por três vezes consecutivas. E os relatos são parecidos, pois as vítimas são geralmente abordadas por dois homens em uma moto e ameaçados com arma de fogo. O principal alvo dos bandidos é o celular.

O auxiliar técnico Fernando José Prates, 32 anos, contou que em frente a um supermercado localizado na Avenida Carijós, na Vila Alzira, é comum que idosos sejam assaltados perto do horário do almoço. “Levam (assaltantes) até a sacola de compra das senhoras. Da dó de ver.”

No Jardim do Estádio, o ajudante geral Alcides Ferreira, 58, foi alvo, por duas vezes. “No ano passado, achei que estava sendo ‘sorteado’. Em novembro fui pego no ponto de ônibus duas vezes, no mesmo horário, por volta das 6h.”

Para o professor e especialista em segurança pública Newton Oliveira, se há reclamações recorrentes e os casos não aparecem nos registros oficiais da Secretaria da Segurança Pública do Estado, há processo de subnotificação. “A polícia não pode trabalhar somente com base nas estatísticas. Se há reclamação popular, a corporação tem ouvir e dar eco a isso.”

O especialista defende que a categoria tem de defender e incentivar a realização de boletim de ocorrência, entretanto, é preciso dar suporte. “Não dá para a polícia ter postura burocrática. Ou seja, se não tem registro, portanto não tem mancha criminal, logo não há patrulhamento. Isso é uma falha.”

Questionada, a Secretaria da Segurança Pública informou que a polícia civil não localizou crimes com as características fornecidas pela equipe do Diário. Em nota, a pasta disse que “todos os casos de roubos e furtos registrados são investigados” e reiterou a importância do registro do boletim de ocorrência.

Já a Prefeitura de Santo André disse que a GCM (Guarda Civil Municipal) reforçará o patrulhamento nas áreas destacadas, podendo, inclusive, sem prévio aviso, realizar operações especiais. 



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População sofre com assaltos recorrentes

Pelo menos seis bairros de Santo André tornaram-se alvos constantes dos criminosos

Bia Moço
Diário do Grande ABC

28/01/2019 | 07:00


Problema antigo na região, a ação de assaltantes em pontos de ônibus tem atormentado moradores de pelo menos seis bairros de Santo André. Vilas Alzira, Guarani e Linda, além de Jardim do Estádio e parques Jaçatuba e Marajoara são as áreas onde vítimas relatam ocorrências constantes pela manhã, perto do horário do almoço e no fim da tarde.

A equipe do Diário conversou com diversos moradores que foram assaltados. Em um dos casos, na Vila Linda, munícipe que pediu sigilo foi alvo dos criminosos por três vezes consecutivas. E os relatos são parecidos, pois as vítimas são geralmente abordadas por dois homens em uma moto e ameaçados com arma de fogo. O principal alvo dos bandidos é o celular.

O auxiliar técnico Fernando José Prates, 32 anos, contou que em frente a um supermercado localizado na Avenida Carijós, na Vila Alzira, é comum que idosos sejam assaltados perto do horário do almoço. “Levam (assaltantes) até a sacola de compra das senhoras. Da dó de ver.”

No Jardim do Estádio, o ajudante geral Alcides Ferreira, 58, foi alvo, por duas vezes. “No ano passado, achei que estava sendo ‘sorteado’. Em novembro fui pego no ponto de ônibus duas vezes, no mesmo horário, por volta das 6h.”

Para o professor e especialista em segurança pública Newton Oliveira, se há reclamações recorrentes e os casos não aparecem nos registros oficiais da Secretaria da Segurança Pública do Estado, há processo de subnotificação. “A polícia não pode trabalhar somente com base nas estatísticas. Se há reclamação popular, a corporação tem ouvir e dar eco a isso.”

O especialista defende que a categoria tem de defender e incentivar a realização de boletim de ocorrência, entretanto, é preciso dar suporte. “Não dá para a polícia ter postura burocrática. Ou seja, se não tem registro, portanto não tem mancha criminal, logo não há patrulhamento. Isso é uma falha.”

Questionada, a Secretaria da Segurança Pública informou que a polícia civil não localizou crimes com as características fornecidas pela equipe do Diário. Em nota, a pasta disse que “todos os casos de roubos e furtos registrados são investigados” e reiterou a importância do registro do boletim de ocorrência.

Já a Prefeitura de Santo André disse que a GCM (Guarda Civil Municipal) reforçará o patrulhamento nas áreas destacadas, podendo, inclusive, sem prévio aviso, realizar operações especiais. 

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