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Dona de casarão de Herbert Richers tenta se desfazer de imóvel de Ribeirão

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa comunica Prefeitura intenção de doar ou ceder espaço tombado


Raphael Rocha
Do dgabc.com.br

26/01/2019 | 07:59


A Lojas CEM, proprietária do casarão que pertenceu ao produtor cinematográfico Herbert Richers (1923-2009), em Ribeirão Pires, comunicou à Prefeitura que pretende ceder ou doar o espaço e que, por isso, não dará andamento ao processo de restauro do imóvel, localizado na Rua João Domingos de Oliveira, no Centro.

No dia 12, a empresa protocolou no gabinete do prefeito Adler Kiko Teixeira (PSB) ofício solicitando suspensão de multa aplicada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural de Ribeirão Pires pela ausência de apresentação de plano de recuperação do imóvel. A alegação foi que há objetivo de se desfazer do casarão.

A necessidade de planejamento de restauro foi homologada no mesmo dia em que Kiko autorizou o tombamento da casa, em outubro de 2017. A empresa ficou obrigada a, dentro de prazo de 180 dias, mostrar proposta de revitalização do imóvel, que está em condição de abandono há anos – o Diário denuncia a situação desde 2005.

A administração confirmou que chegou à aplicação de multa de 50% do valor venal do imóvel (a quantia em reais não foi divulgada), em resolução publicada dia 14 de setembro de 2018. Também afiançou o protocolo da Lojas CEM dizendo da intenção de ceder ou doar o terreno.

“Por essa razão, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural de Ribeirão Pires suspendeu no dia 16 de janeiro, por meio da resolução número 2, a multa que havia sido arbitrada – por prazo de 90 dias, até que a empresa apresente documentação cartorial fazendo a cessão ou transferência do bem ao município”, comentou o governo Kiko.

A estrutura foi erguida em 1968 e apareceu em dois filmes do produtor (que morreu em 2009) – um deles no mesmo ano de abertura, com participação de Jô Soares. Nesta semana, a equipe do Diário voltou ao local e constatou que a casa abriga usuários de drogas. Telhado e vidros estão quebrados e o mato alto tomou conta do jardim. Dentro do casarão, pisos estão soltos e há sujeira espalhada.

A equipe do Diário não localizou responsáveis da Lojas CEM para comentar o caso. 



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Dona de casarão de Herbert Richers tenta se desfazer de imóvel de Ribeirão

Empresa comunica Prefeitura intenção de doar ou ceder espaço tombado

Raphael Rocha
Do dgabc.com.br

26/01/2019 | 07:59


A Lojas CEM, proprietária do casarão que pertenceu ao produtor cinematográfico Herbert Richers (1923-2009), em Ribeirão Pires, comunicou à Prefeitura que pretende ceder ou doar o espaço e que, por isso, não dará andamento ao processo de restauro do imóvel, localizado na Rua João Domingos de Oliveira, no Centro.

No dia 12, a empresa protocolou no gabinete do prefeito Adler Kiko Teixeira (PSB) ofício solicitando suspensão de multa aplicada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural de Ribeirão Pires pela ausência de apresentação de plano de recuperação do imóvel. A alegação foi que há objetivo de se desfazer do casarão.

A necessidade de planejamento de restauro foi homologada no mesmo dia em que Kiko autorizou o tombamento da casa, em outubro de 2017. A empresa ficou obrigada a, dentro de prazo de 180 dias, mostrar proposta de revitalização do imóvel, que está em condição de abandono há anos – o Diário denuncia a situação desde 2005.

A administração confirmou que chegou à aplicação de multa de 50% do valor venal do imóvel (a quantia em reais não foi divulgada), em resolução publicada dia 14 de setembro de 2018. Também afiançou o protocolo da Lojas CEM dizendo da intenção de ceder ou doar o terreno.

“Por essa razão, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural e Natural de Ribeirão Pires suspendeu no dia 16 de janeiro, por meio da resolução número 2, a multa que havia sido arbitrada – por prazo de 90 dias, até que a empresa apresente documentação cartorial fazendo a cessão ou transferência do bem ao município”, comentou o governo Kiko.

A estrutura foi erguida em 1968 e apareceu em dois filmes do produtor (que morreu em 2009) – um deles no mesmo ano de abertura, com participação de Jô Soares. Nesta semana, a equipe do Diário voltou ao local e constatou que a casa abriga usuários de drogas. Telhado e vidros estão quebrados e o mato alto tomou conta do jardim. Dentro do casarão, pisos estão soltos e há sujeira espalhada.

A equipe do Diário não localizou responsáveis da Lojas CEM para comentar o caso. 

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