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Equipamentos públicos de Diadema apresentam falhas de segurança à noite

Decisão de rebaixar guardas patrimoniais para porteiros afeta a rotina


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

25/01/2019 | 07:00


Cinco dias após o Diário revelar que a Prefeitura de Diadema pretende rebaixar 150 GCP (Guardas-Civis Patrimoniais) para a função de controladores de acesso – com perdas nos rendimentos, como o adicional de periculosidade –, equipamentos públicos da cidade já estão sem ronda. Um deles é o Pronto-Socorro Central, no Quarteirão da Saúde, no Centro. Funcionários fizeram abaixo-assinado como protesto pela ausência de vigia no local.

No documento ao qual o Diário teve acesso, os servidores relataram que, no domingo, o plantão noturno do Pronto-Socorro Central ficou “totalmente desguarnecido de segurança”. Conforme a administração municipal, o GCP escalado para o posto na data passou mal. No entanto, o profissional não foi substituído. “Pedimos a mais pronta providência para que tal fato não mais ocorra, haja vista (sic) estamos todos, funcionários, pacientes e acompanhantes, nos expondo a riscos desnecessários de todas as ordens”, destacaram no abaixo-assinado.

Diretor do Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) e GCP Antonio Carlos Gonzaga, 53 anos, confirmou que o guarda de plantão sofreu mal-estar e precisou se ausentar do trabalho, entretanto, afirmou que há pelo menos uma semana a corporação não conta mais com a figura do supervisor, profissional responsável por vistoriar os locais onde os guardas estão alocados para conferir se existem problemas. “Se alguém passar mal, se houver qualquer problema, vai ficar desguarnecido”, declarou. Já a Prefeitura alegou que “a análise de risco é realizada constantemente e o efetivo, alocado estrategicamente. As viaturas setoriais realizam o patrulhamento dos próprios municipais, bem como o suporte necessário aos agentes que atuam nos postos fixos”.

Segundo Gonzaga, outros próprios públicos já têm ficado sem segurança. “Isso vai gerar alguns transtornos. Especialmente em hospitais, prontos-socorros, que são locais onde já existe uma tensão, onde é comum haver algum tipo de conflito. Sem os guardas, a situação tende a se agravar e vai atingir quem está na ponta, que é a população”, pontuou. A administração, por sua vez, destacou ter intensificado as rondas noturnas na região. “Tanto a GCP quanto a GCM continuam realizando a segurança dos próprios públicos. Este foi um caso pontual e já foram tomadas providências para que episódios como este não ocorram”, relatou por meio de nota.

Sobre as mudanças propostas pela administração, que quer desvincular os GCPs da Secretaria de Defesa Social e combater o deficit do orçamento municipal, o servidor afirmou que a categoria ainda vai fazer consulta jurídica sobre a sua legalidade. “Estamos aguardando o fim do recesso do Judiciário”, justificou. 



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