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Em Santo André, promotor cita que vai deixar caso que investiga Arlindo

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

MP apura se ex-secretário de Carlos Grana usava laranja em firma contratada pela Craisa


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

22/01/2019 | 07:00


Promotor responsável por inquérito que investiga possíveis irregularidades na gestão do ex-prefeito Carlos Grana (PT), de Santo André, Roberto Wider Filho anunciou ao Diário que deixará o caso. A denúncia apura se o ex-secretário Arlindo José de Lima (PT, Governo), usava ‘laranja’ para ocultar a titularidade de uma empresa contratada pelo Paço.

Wider Filho não deu detalhes sobre os motivos de sua decisão, apenas informou que vai “declinar” da investigação. Isso é, o caso não deve ficar mais sob sua responsabilidade.

No domingo, o Diário revelou que o MP e a Polícia Civil de Santo André investigam se Arlindo é o dono verdadeiro da empresa DB Estacionamentos, que firmou acordo com a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), em 201 3. Nessa época, o petista chefiava pasta estratégica no governo Grana e era responsável por adjudicar os contratos.

A DB Estacionamentos está formalmente no nome de Carlos Eduardo Catalane, mas as investigações apontam que Arlindo seria sócio do empresário e que, como secretário da gestão Grana, supostamente atuou para favorecer essa e outras empresas em possível esquema de cartel. Um dos elos sob suspeita é o fato de outra companhia, esta no nome de Arlindo, a Cabloco Ball, ter sido aberta no mesmo endereço em que funcionava uma das filiais da DB, na Rua Gertrudes de Lima, 281, no Centro da cidade. De acordo com dados da Junta Comercial paulista, a Cabloco permaneceu no imóvel durante oito meses. Depois disso, a empresa foi transferida para outro prédio, na mesma rua, onde também funcionava uma outra firma de Carlos Eduardo Catalane.

Ainda segundo as investigações, outras empresas que ficavam instaladas na vizinhança ganharam licitações na época em que Arlindo era secretário ou tiveram acordos prorrogados. A lista inclui várias companhias, como a Roax Estacionamentos; Montagens Phoenix; Taxco Locadora de Bens; e PCS Tecnologia e Locação.

“O fato de a empresa de Arlindo estar registrada no mesmo endereço da DB Estacionamento, local físico aonde permanecem estacionados os carros de propriedade da Taxco, empresa cujos proprietários são os mesmos das empresas Prisma e PCS (...) faz-se presumir que o ex-secretário a eles seja associado, denotando que esses contratos foram firmados por meio de procedimentos licitatórios dirigidos”, diz techo da denúncia.

Ao Diário, Arlindo e o dono formal da DB negaram irregularidades. O ex-secretário se disse vítima de vingança por parte da denunciante, a delegada civil Maria Corsato, da Capital. 



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Em Santo André, promotor cita que vai deixar caso que investiga Arlindo

MP apura se ex-secretário de Carlos Grana usava laranja em firma contratada pela Craisa

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

22/01/2019 | 07:00


Promotor responsável por inquérito que investiga possíveis irregularidades na gestão do ex-prefeito Carlos Grana (PT), de Santo André, Roberto Wider Filho anunciou ao Diário que deixará o caso. A denúncia apura se o ex-secretário Arlindo José de Lima (PT, Governo), usava ‘laranja’ para ocultar a titularidade de uma empresa contratada pelo Paço.

Wider Filho não deu detalhes sobre os motivos de sua decisão, apenas informou que vai “declinar” da investigação. Isso é, o caso não deve ficar mais sob sua responsabilidade.

No domingo, o Diário revelou que o MP e a Polícia Civil de Santo André investigam se Arlindo é o dono verdadeiro da empresa DB Estacionamentos, que firmou acordo com a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), em 201 3. Nessa época, o petista chefiava pasta estratégica no governo Grana e era responsável por adjudicar os contratos.

A DB Estacionamentos está formalmente no nome de Carlos Eduardo Catalane, mas as investigações apontam que Arlindo seria sócio do empresário e que, como secretário da gestão Grana, supostamente atuou para favorecer essa e outras empresas em possível esquema de cartel. Um dos elos sob suspeita é o fato de outra companhia, esta no nome de Arlindo, a Cabloco Ball, ter sido aberta no mesmo endereço em que funcionava uma das filiais da DB, na Rua Gertrudes de Lima, 281, no Centro da cidade. De acordo com dados da Junta Comercial paulista, a Cabloco permaneceu no imóvel durante oito meses. Depois disso, a empresa foi transferida para outro prédio, na mesma rua, onde também funcionava uma outra firma de Carlos Eduardo Catalane.

Ainda segundo as investigações, outras empresas que ficavam instaladas na vizinhança ganharam licitações na época em que Arlindo era secretário ou tiveram acordos prorrogados. A lista inclui várias companhias, como a Roax Estacionamentos; Montagens Phoenix; Taxco Locadora de Bens; e PCS Tecnologia e Locação.

“O fato de a empresa de Arlindo estar registrada no mesmo endereço da DB Estacionamento, local físico aonde permanecem estacionados os carros de propriedade da Taxco, empresa cujos proprietários são os mesmos das empresas Prisma e PCS (...) faz-se presumir que o ex-secretário a eles seja associado, denotando que esses contratos foram firmados por meio de procedimentos licitatórios dirigidos”, diz techo da denúncia.

Ao Diário, Arlindo e o dono formal da DB negaram irregularidades. O ex-secretário se disse vítima de vingança por parte da denunciante, a delegada civil Maria Corsato, da Capital. 

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