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Região atinge menor número de mortes no trânsito em quatro anos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Foram 201 óbitos registrados no ano passado, redução de 16% na comparação com 2017


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

22/01/2019 | 07:00


 Municípios do Grande ABC reduziram, no ano passado, em 16% o número de mortes causadas por acidentes de trânsito. Foram 201 óbitos de janeiro a dezembro, contra 240 ocorrências registradas no mesmo período de 2017. O índice é o menor observado desde o início da série histórica, há quatro anos, quando o governo estadual lançou o portal Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), responsável pela compilação dos dados de ocorrências viárias.

Segundo o levantamento, cinco dos sete municípios da região conseguiram reduzir ou manter em 2018 seus índices de acidentes com vítimas fatais. As exceções foram São Caetano e Diadema. As cidades tiveram acréscimo de um caso cada na comparação com 2017 (veja arte abaixo).

Pelo segundo ano consecutivo, pedestres lideraram o ranking de mortes, chegando a 86 vítimas fatais no ano passado. Conforme antecipado pelo Diário na última semana, rodovias que cortam a região aparecem no topo da lista de áreas com maior incidência de atropelamentos.

Na Rodovia dos Imigrantes, por exemplo, foram 11 casos apenas no trecho de Diadema, sendo quatro deles em área que corresponde aos km 15 e km 16. Na Via Anchieta, em São Bernardo, outros oito casos foram registrados. Segundo a Ecovias, concessionária responsável pelas estradas, a maioria das ocorrências foi registrada a menos de 500 metros de uma passarela.

“Isso mostra a necessidade de uma ação especial para esses pedestres que se arriscam em travessias no meio da estrada, e também de alerta a motoristas que precisam redobrar a atenção”, explicou o professor de mobilidade urbana da Universidade Presbiteriana Mackenzie Paulo Bacaltchuck.

Para a coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, Silva Lisboa, neste caso, é necessário buscar proteção para quem é mais frágil no sistema, como pedestres, motociclistas e ciclistas. “Mesmo que haja investimento em obras viárias, a mudança de comportamento é fundamental para um trânsito mais seguro.”

A necessidade de investimento por parte de municípios é uma alternativa para atingir este resultado, segundo a chefe do departamento de medicina de tráfego da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves Júnior. “A redução do número de mortes é positiva, mas ainda estamos longe do ideal, por isso, é preciso manter os investimentos na infraestrutura de vias e fiscalização, algo que compete às prefeituras.”

No região, Diadema, Mauá, São Bernardo e Santo André já formalizaram convênios para realizar mais de 980 intervenções, um investimento de R$ 6,9 milhões do Estado.



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Região atinge menor número de mortes no trânsito em quatro anos

Foram 201 óbitos registrados no ano passado, redução de 16% na comparação com 2017

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

22/01/2019 | 07:00


 Municípios do Grande ABC reduziram, no ano passado, em 16% o número de mortes causadas por acidentes de trânsito. Foram 201 óbitos de janeiro a dezembro, contra 240 ocorrências registradas no mesmo período de 2017. O índice é o menor observado desde o início da série histórica, há quatro anos, quando o governo estadual lançou o portal Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), responsável pela compilação dos dados de ocorrências viárias.

Segundo o levantamento, cinco dos sete municípios da região conseguiram reduzir ou manter em 2018 seus índices de acidentes com vítimas fatais. As exceções foram São Caetano e Diadema. As cidades tiveram acréscimo de um caso cada na comparação com 2017 (veja arte abaixo).

Pelo segundo ano consecutivo, pedestres lideraram o ranking de mortes, chegando a 86 vítimas fatais no ano passado. Conforme antecipado pelo Diário na última semana, rodovias que cortam a região aparecem no topo da lista de áreas com maior incidência de atropelamentos.

Na Rodovia dos Imigrantes, por exemplo, foram 11 casos apenas no trecho de Diadema, sendo quatro deles em área que corresponde aos km 15 e km 16. Na Via Anchieta, em São Bernardo, outros oito casos foram registrados. Segundo a Ecovias, concessionária responsável pelas estradas, a maioria das ocorrências foi registrada a menos de 500 metros de uma passarela.

“Isso mostra a necessidade de uma ação especial para esses pedestres que se arriscam em travessias no meio da estrada, e também de alerta a motoristas que precisam redobrar a atenção”, explicou o professor de mobilidade urbana da Universidade Presbiteriana Mackenzie Paulo Bacaltchuck.

Para a coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, Silva Lisboa, neste caso, é necessário buscar proteção para quem é mais frágil no sistema, como pedestres, motociclistas e ciclistas. “Mesmo que haja investimento em obras viárias, a mudança de comportamento é fundamental para um trânsito mais seguro.”

A necessidade de investimento por parte de municípios é uma alternativa para atingir este resultado, segundo a chefe do departamento de medicina de tráfego da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves Júnior. “A redução do número de mortes é positiva, mas ainda estamos longe do ideal, por isso, é preciso manter os investimentos na infraestrutura de vias e fiscalização, algo que compete às prefeituras.”

No região, Diadema, Mauá, São Bernardo e Santo André já formalizaram convênios para realizar mais de 980 intervenções, um investimento de R$ 6,9 milhões do Estado.

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