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Colegas choram a morte de uma das promessas do Ramalhão


Nelson Cilo
Do Diário do Grande ABC

10/06/2008 | 07:02


Os companheiros de Amauri Rodrigues da Silva, 21 anos, meia-atacante do time B do Santo André, morto em acidente de moto na Capital, passaram a segunda-feira compreensivelmente calados. À tarde, no saguão do estádio Bruno Daniel, era como se a maioria não acreditasse no desaparecimento de um dos irreverentes colegas do grupo. Alguns, como Jonathan, choraram. "Fui ao IML e vi tudo, mas a minha ficha ainda não caiu", disse Jonathan, amigo inseparável de Amauri no Ramalhinho.

O técnico Ailton Silva investia como nunca no potencial de Amauri, que antes atuou nas categorias de base do Guarani, São Caetano e Corinthians. Veio no ano passado para o Santo André.

"Recentemente, o garoto recusou uma proposta para sair daqui, mas ele me avisou que gostaria de subir no Santo André. Não poderia desperdiçar a chance de recuperar o tempo que havia perdido em outros clubes", relata Ailton, que indicou o menino aos profissionais. "Era o meu líder da turma. Brincalhão como poucos. Não fumava nem bebia. Não tinha vícios. Às vezes, me falava: professor, vou embora mais cedo para descansar", lembra Ailton, que não se cansava de elogiar o espírito combativo do atleta. "Só falava em ganhar. Um dia, respondi a ele: é isso mesmo, Amauri: os lutadores não perdem nunca", recorda.

O técnico Sérgio Soares, segundo Ailton, vetou o acesso imediato de Amauri aos treinamentos do elenco principal como uma espécie de castigo a quem não largava em hipótese alguma da moto. "Ultimamente, ele não vinha mais de moto ao trabalho. Jurou que a tinha vendido, mas não era verdade."

A exemplo de Ailton, Sérgio Soares apostava demais no futuro de Amauri. "Aí o intimei: ou você treina comigo ou encosta essa moto. A escolha é sua. O Amauri mostrava muita habilidade, mas eu quis puni-lo só para ajudá-lo", exemplifica Sérgio Soares, um das testemunhas do triste fim de uma das maiores promessas do clube.



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