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Rodovias que cortam a região têm média de duas mortes por semana

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No ano passado, 100 pessoas perderam a vida na Anchieta, Imigrantes, Rodoanel e Índio Tibiriçá


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

17/01/2019 | 07:00


Rodovias que cortam municípios do Grande ABC registraram 100 mortes decorrentes de acidentes de trânsito no ano passado, o equivalente a duas ocorrências por semana. Segundo levantamento obtido pelo Diário, junto às concessionárias e Polícia Rodoviária Estadual, o número representa alta de 12,36% em relação a 2017, quando foram contabilizados 89 óbitos no Sistema Anchieta-Imigrantes, trechos Leste e Sul do Rodoanel Mário Covas e Índio Tibiriçá (veja tabela ao lado).

Apesar do crescimento do volume de vítimas fatais, a quantidade de acidentes teve queda de 2% no período – passando de 5.122 para 4.997 casos –, dado que, segundo especialistas, pode indicar tendência de imprudência de motoristas e pedestres que trafegam pelas estradas.

“A implantação de campanhas e técnicas para redução de acidentes tem sido positiva, mas o número de mortes não tem refletido isso devido ao desrespeito de motoristas que, muitas vezes, provocam ocorrências mais graves”, explica o chefe do departamento de medicina de tráfego da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves Júnior.

Para o professor de mobilidade urbana da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Paulo Bacaltchuck, tal cenário pode ser observado nas ocorrências onde existem combinações de imprudência. “Em rodovias, motoristas insistem por exemplo na direção perigosa, enquanto pedestres se arriscam em travessias no meio da estrada”.

Na região, o Sistema Anchieta-Imigrantes evidencia este cenário. Segundo a Ecovias, concessionária responsável pelo sistema, no ano passado foram 88 ocorrências, sendo o atropelamento a maior causa das fatalidades. Esses casos representam 46% das vítimas fatais, sendo que a maioria ocorreu a menos de 500 metros de uma passarela. Na sequência aparecem os motociclistas, com 33% do total de óbitos. Juntos, os dois grupos somados equivalem a 80% das mortes.

Nos trechos Leste e Sul do Rodoanel, onde houve cinco mortes em 2018, a maior parte das ocorrências foi fruto de colisões entre veículos. Situação semelhante ocorre na Rodovia Índio Tibiriçá. Por lá, no ano passado, foram sete vítimas fatais, sendo que as colisões lideram a incidência de acidentes.

Para reverter este quadro, concessionárias afirmam investir neste ano em plano de ações junto a motoristas. No Sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias promete lançar nova campanha de educação, com dicas sobre condução segura. A SPMar, que cuida do Rodoanel, afirma que seguirá investindo em dispositivos de segurança e conscientização do motorista.



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Rodovias que cortam a região têm média de duas mortes por semana

No ano passado, 100 pessoas perderam a vida na Anchieta, Imigrantes, Rodoanel e Índio Tibiriçá

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

17/01/2019 | 07:00


Rodovias que cortam municípios do Grande ABC registraram 100 mortes decorrentes de acidentes de trânsito no ano passado, o equivalente a duas ocorrências por semana. Segundo levantamento obtido pelo Diário, junto às concessionárias e Polícia Rodoviária Estadual, o número representa alta de 12,36% em relação a 2017, quando foram contabilizados 89 óbitos no Sistema Anchieta-Imigrantes, trechos Leste e Sul do Rodoanel Mário Covas e Índio Tibiriçá (veja tabela ao lado).

Apesar do crescimento do volume de vítimas fatais, a quantidade de acidentes teve queda de 2% no período – passando de 5.122 para 4.997 casos –, dado que, segundo especialistas, pode indicar tendência de imprudência de motoristas e pedestres que trafegam pelas estradas.

“A implantação de campanhas e técnicas para redução de acidentes tem sido positiva, mas o número de mortes não tem refletido isso devido ao desrespeito de motoristas que, muitas vezes, provocam ocorrências mais graves”, explica o chefe do departamento de medicina de tráfego da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves Júnior.

Para o professor de mobilidade urbana da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Paulo Bacaltchuck, tal cenário pode ser observado nas ocorrências onde existem combinações de imprudência. “Em rodovias, motoristas insistem por exemplo na direção perigosa, enquanto pedestres se arriscam em travessias no meio da estrada”.

Na região, o Sistema Anchieta-Imigrantes evidencia este cenário. Segundo a Ecovias, concessionária responsável pelo sistema, no ano passado foram 88 ocorrências, sendo o atropelamento a maior causa das fatalidades. Esses casos representam 46% das vítimas fatais, sendo que a maioria ocorreu a menos de 500 metros de uma passarela. Na sequência aparecem os motociclistas, com 33% do total de óbitos. Juntos, os dois grupos somados equivalem a 80% das mortes.

Nos trechos Leste e Sul do Rodoanel, onde houve cinco mortes em 2018, a maior parte das ocorrências foi fruto de colisões entre veículos. Situação semelhante ocorre na Rodovia Índio Tibiriçá. Por lá, no ano passado, foram sete vítimas fatais, sendo que as colisões lideram a incidência de acidentes.

Para reverter este quadro, concessionárias afirmam investir neste ano em plano de ações junto a motoristas. No Sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias promete lançar nova campanha de educação, com dicas sobre condução segura. A SPMar, que cuida do Rodoanel, afirma que seguirá investindo em dispositivos de segurança e conscientização do motorista.

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