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Acreditar é meta


Do Diário do Grande ABC

14/01/2019 | 10:16


Artigo 

Nos últimos meses, mergulhei em debate crucial para a melhoria do serviço público em Educação, qual é a vontade de entregar a população a escola ideal? Acredito que é debate importante, onde devemos olhar para a realidade educacional e transformá-la. Olhando para o ideal, quero compartilhar o que, para mim, é vital entregar nos próximos anos.

Santo André, por exemplo, cidade desigual. É nos extremos mais vulneráveis que está o maior número de crianças fora da escola e os alunos com pior desempenho escolar. Contudo, precisamos entender essa desigualdade e agir para que os estudantes tenham boas oportunidades de aprendizagem, não importando onde moram.

Um dos desafios é atender, universalmente, às crianças de zero a 3 anos. Nesse caso, a política de expansão de vagas por meio de convênios com organizações da sociedade civil é o caminho mais rápido. Para tanto, é preciso definir padrão municipal de funcionamento que vise à qualidade do serviço, onde a permanência das crianças na creche garanta o seu desenvolvimento futuro. Isso chamo de equidade, mas alguns chamam de populismo de esquerda.

Pela qualidade no ensino, a qualificação constante dos profissionais deve ser incentivada de forma ampla e irrestrita. Sonhar com pesquisa de mestrado ou doutorado deve ser o objetivo de cada professor e facilitar esse caminho deve ser meta interna. Contudo, para coroar quem rompe barreiras pelo aluno, é preciso, também, elaborar plano de carreira que recompense o esforço. Tal plano não deve ser discutido pelo ‘economês’. Em movimento horizontal, onde o diálogo institucional com a rede deve ser estimulado para formatar plano que torne a docência pública novamente atrativa e que permita ao profissional planejar não apenas sua carreira pública, mas sua própria vida.

Por fim, além desses desafios, acredito que é necessária a criação de rede de apoio a alunos e escolas, pois Secretaria de Educação moderna não é capaz de oferecer serviço completo, e de qualidade, sozinha. O aluno de hoje é complexo e é preciso integrar as ações com as áreas de Saúde, assistência social, Cultura e Esporte desde a primeira infância. A intersetorialidade deve ser incentivada, pois, se bem-sucedida, pode ressignificar métodos.

Não há incerteza financeira que não seja superada com metas claras e liderança participativa. Não há inércia que a resiliência, a criatividade e a inovação não superem nos dias de hoje. A escola pública ideal é possível, mas somente se o objetivo for garantir Educação pública, gratuita e de qualidade para todos. Acreditemos.

Thiago Rocha é historiador e líder público da Fundação Lemann.

Palavra do leitor

Mesma farinha
‘MP espera Flávio Bolsonaro para explicações’ foi chamada neste Diário (Política, dia 10). Também teve a promoção do filho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, para receber o triplo no Banco do Brasil, uma estatal, portanto, da União; a promessa de Fabrício Queiroz de esclarecer ‘em breve’ movimentação de R$ 1,2 milhão em sua conta em um ano e cheque à primeira-dama de R$ 24 mil (detalhe é que ele era motorista do filho do ‘coiso’); e que o ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, usou empresa de amigo para receber R$ 317 mil em verbas de gabinete (Política, dia 9). Com tudo isso – de apenas dois dias –, pergunta-se: na campanha, o ‘filhote do militarismo’ não pregava combate à corrupção? Não dizia que isso só acontecia nos governos do PT? Que iria passar o Brasil a limpo? E ainda tem ‘cego e surdo’ que defende essa corja! Vai ser o pior presidente que o País já teve. Veio apenas e tão somente para tirar direitos da população, já tão sofrida e castigada.
Israel Arruda de Medeiros
Santo André

Carnaval
É lamentável saber que, pelo terceiro ano consecutivo, municípios do Grande ABC não terão desfiles de escolas de samba durante o Carnaval (Setecidades, dia 10). Para muitos estudiosos do tema, o Carnaval é o maior espetáculo a céu aberto do planeta, com enorme importância sociocultural, pois trata-se de festa que compõe a identidade nacional do povo brasileiro. É muito preocupante a região ficar sem os seus desfiles, pois a comunidade do samba tem sido desprestigiada sob a alegação de que recursos estão sendo deslocados para áreas prioritárias, tais como Saúde e Educação. Ora, as coisas não são excludentes! Ou seja, Educação, Saúde e Cultura podem e devem andar de mãos dadas, pois a última não é perfumaria, cereja do bolo. E Carnaval é cultura popular tradicional, que, como bem afirmou a presidente das Ligas do Grande ABC e diretora da Fenasamba, gera renda para as comunidades, com o trabalho das costureiras, soldadores, bordadeiras, estilistas. Acrescento, ainda, os trabalhos dos marceneiros, carpinteiros, cenógrafos. Portanto, Carnaval é coisa séria e merece respeito.
Neusa Maria Pereira Borges
São Bernardo

Sem perspectivas
Se pararmos para analisar os atos de Jair Bolsonaro até aqui veremos que nada foi feito para o bem da classe trabalhadora. Nada. Pelo contrário. Mas os que votaram nele vão dizer que ainda é muito cedo para condenar. Não é. A intenção conta muito e o que se percebe é que ele é totalmente despreparado para o cargo máximo da Nação. Não sabe o que fazer, acha que é só dar ordem ou anunciar alguma medida que tudo estará resolvido. O resultado é esse festival de dizer uma coisa e logo depois alguém desmentir. Caiu de paraquedas, achou que governar um País do tamanho do nosso era só atacar quem estava no poder, no caso, o PT. Achou que seria tido como super-herói, salvador da Pátria. Além disso, está cercado de gente como ele, que também não tem ideia de como gerir a Nação, salvo algumas exceções. E de outros que, além de passado nebuloso, irão tirar o maior proveito possível de seus cargos, como os filhos dele, por exemplo. Ou alguém acredita que Flávio Bolsonaro não esteja sujo até o pescoço? Nosso futuro é sombrio e não se trata de torcer contra. É só abrir o olho.
Maria Aparecida Flores
Rio Grande da Serra

Asfalto abençoado
Prefeito Paulo Serra, sua administração correu para recapear a Rua Catequese para deixá-la em ordem para a inauguração da Congregação Cristã no Brasil, localizada ao lado do prédio do Diário. Mas a melhoria não foi além da Rua das Figueiras, de modo que se pode deduzir que foi realmente por causa do novo templo. Espero que o senhor determine a seus auxiliares que tenham o mesmo cuidado com outras importantes vias da nossa Santo André, como a Avenida Perimetral, tanto na parte baixa quanto na alta, que, aliás, está horrível, principalmente do lado direito das pistas, por onde circulam os ônibus. Outro exemplo é a Capitão Mário Toledo de Camargo, ruim em ambos os lados, do começo ao fim, com desníveis, buracos, má sinalização, ciclofaixa sem manutenção e suja. A cidade é de todos, portanto, todos merecem ver melhorias acontecerem também nas suas regiões, inclusive as periféricas.
Apolônio Costa dos Anjos
Santo André

Ramalhão
Há muito tempo que a diretoria do Santo André abandonou o time, mas os vexames parecem não ter fim. Em 2018 a equipe terminou o Campeonato Paulista na última colocação, com uma mísera vitória. Mal começou 2019 e a equipe de juniores foi eliminada da Copa São Paulo com um ponto só (Esportes, dia 11). Enquanto muitas equipes brigam para conseguir vaga neste torneio, atravessam o País para poder jogar, muitas vezes até times de fora vêm para a competição, o Santo André coloca o time para treinar em campo de várzea (dia 4), colocando jogadores e comissão técnica em barca furada. Isso porque os três jogos foram disputados a exatos 23 quilômetros da sede do Santo André. Não entendo alguns torcedores históricos, que parecem ter desistido de ter time para torcer. Ficam comemorando as conquistas do passado, mas não se manifestam contra as tragédias do presente. Quem gosta do Ramalhão que se manifeste agora. Na atual situação o time não dura mais cinco anos. Vai cair para a Série A-3, para a Série B (Segundona) e, aí, vai pedir licença à Federação.
Donizete A. Souza
Ribeirão Pires 



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Do Diário do Grande ABC

14/01/2019 | 10:16


Artigo 

Nos últimos meses, mergulhei em debate crucial para a melhoria do serviço público em Educação, qual é a vontade de entregar a população a escola ideal? Acredito que é debate importante, onde devemos olhar para a realidade educacional e transformá-la. Olhando para o ideal, quero compartilhar o que, para mim, é vital entregar nos próximos anos.

Santo André, por exemplo, cidade desigual. É nos extremos mais vulneráveis que está o maior número de crianças fora da escola e os alunos com pior desempenho escolar. Contudo, precisamos entender essa desigualdade e agir para que os estudantes tenham boas oportunidades de aprendizagem, não importando onde moram.

Um dos desafios é atender, universalmente, às crianças de zero a 3 anos. Nesse caso, a política de expansão de vagas por meio de convênios com organizações da sociedade civil é o caminho mais rápido. Para tanto, é preciso definir padrão municipal de funcionamento que vise à qualidade do serviço, onde a permanência das crianças na creche garanta o seu desenvolvimento futuro. Isso chamo de equidade, mas alguns chamam de populismo de esquerda.

Pela qualidade no ensino, a qualificação constante dos profissionais deve ser incentivada de forma ampla e irrestrita. Sonhar com pesquisa de mestrado ou doutorado deve ser o objetivo de cada professor e facilitar esse caminho deve ser meta interna. Contudo, para coroar quem rompe barreiras pelo aluno, é preciso, também, elaborar plano de carreira que recompense o esforço. Tal plano não deve ser discutido pelo ‘economês’. Em movimento horizontal, onde o diálogo institucional com a rede deve ser estimulado para formatar plano que torne a docência pública novamente atrativa e que permita ao profissional planejar não apenas sua carreira pública, mas sua própria vida.

Por fim, além desses desafios, acredito que é necessária a criação de rede de apoio a alunos e escolas, pois Secretaria de Educação moderna não é capaz de oferecer serviço completo, e de qualidade, sozinha. O aluno de hoje é complexo e é preciso integrar as ações com as áreas de Saúde, assistência social, Cultura e Esporte desde a primeira infância. A intersetorialidade deve ser incentivada, pois, se bem-sucedida, pode ressignificar métodos.

Não há incerteza financeira que não seja superada com metas claras e liderança participativa. Não há inércia que a resiliência, a criatividade e a inovação não superem nos dias de hoje. A escola pública ideal é possível, mas somente se o objetivo for garantir Educação pública, gratuita e de qualidade para todos. Acreditemos.

Thiago Rocha é historiador e líder público da Fundação Lemann.

Palavra do leitor

Mesma farinha
‘MP espera Flávio Bolsonaro para explicações’ foi chamada neste Diário (Política, dia 10). Também teve a promoção do filho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, para receber o triplo no Banco do Brasil, uma estatal, portanto, da União; a promessa de Fabrício Queiroz de esclarecer ‘em breve’ movimentação de R$ 1,2 milhão em sua conta em um ano e cheque à primeira-dama de R$ 24 mil (detalhe é que ele era motorista do filho do ‘coiso’); e que o ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, usou empresa de amigo para receber R$ 317 mil em verbas de gabinete (Política, dia 9). Com tudo isso – de apenas dois dias –, pergunta-se: na campanha, o ‘filhote do militarismo’ não pregava combate à corrupção? Não dizia que isso só acontecia nos governos do PT? Que iria passar o Brasil a limpo? E ainda tem ‘cego e surdo’ que defende essa corja! Vai ser o pior presidente que o País já teve. Veio apenas e tão somente para tirar direitos da população, já tão sofrida e castigada.
Israel Arruda de Medeiros
Santo André

Carnaval
É lamentável saber que, pelo terceiro ano consecutivo, municípios do Grande ABC não terão desfiles de escolas de samba durante o Carnaval (Setecidades, dia 10). Para muitos estudiosos do tema, o Carnaval é o maior espetáculo a céu aberto do planeta, com enorme importância sociocultural, pois trata-se de festa que compõe a identidade nacional do povo brasileiro. É muito preocupante a região ficar sem os seus desfiles, pois a comunidade do samba tem sido desprestigiada sob a alegação de que recursos estão sendo deslocados para áreas prioritárias, tais como Saúde e Educação. Ora, as coisas não são excludentes! Ou seja, Educação, Saúde e Cultura podem e devem andar de mãos dadas, pois a última não é perfumaria, cereja do bolo. E Carnaval é cultura popular tradicional, que, como bem afirmou a presidente das Ligas do Grande ABC e diretora da Fenasamba, gera renda para as comunidades, com o trabalho das costureiras, soldadores, bordadeiras, estilistas. Acrescento, ainda, os trabalhos dos marceneiros, carpinteiros, cenógrafos. Portanto, Carnaval é coisa séria e merece respeito.
Neusa Maria Pereira Borges
São Bernardo

Sem perspectivas
Se pararmos para analisar os atos de Jair Bolsonaro até aqui veremos que nada foi feito para o bem da classe trabalhadora. Nada. Pelo contrário. Mas os que votaram nele vão dizer que ainda é muito cedo para condenar. Não é. A intenção conta muito e o que se percebe é que ele é totalmente despreparado para o cargo máximo da Nação. Não sabe o que fazer, acha que é só dar ordem ou anunciar alguma medida que tudo estará resolvido. O resultado é esse festival de dizer uma coisa e logo depois alguém desmentir. Caiu de paraquedas, achou que governar um País do tamanho do nosso era só atacar quem estava no poder, no caso, o PT. Achou que seria tido como super-herói, salvador da Pátria. Além disso, está cercado de gente como ele, que também não tem ideia de como gerir a Nação, salvo algumas exceções. E de outros que, além de passado nebuloso, irão tirar o maior proveito possível de seus cargos, como os filhos dele, por exemplo. Ou alguém acredita que Flávio Bolsonaro não esteja sujo até o pescoço? Nosso futuro é sombrio e não se trata de torcer contra. É só abrir o olho.
Maria Aparecida Flores
Rio Grande da Serra

Asfalto abençoado
Prefeito Paulo Serra, sua administração correu para recapear a Rua Catequese para deixá-la em ordem para a inauguração da Congregação Cristã no Brasil, localizada ao lado do prédio do Diário. Mas a melhoria não foi além da Rua das Figueiras, de modo que se pode deduzir que foi realmente por causa do novo templo. Espero que o senhor determine a seus auxiliares que tenham o mesmo cuidado com outras importantes vias da nossa Santo André, como a Avenida Perimetral, tanto na parte baixa quanto na alta, que, aliás, está horrível, principalmente do lado direito das pistas, por onde circulam os ônibus. Outro exemplo é a Capitão Mário Toledo de Camargo, ruim em ambos os lados, do começo ao fim, com desníveis, buracos, má sinalização, ciclofaixa sem manutenção e suja. A cidade é de todos, portanto, todos merecem ver melhorias acontecerem também nas suas regiões, inclusive as periféricas.
Apolônio Costa dos Anjos
Santo André

Ramalhão
Há muito tempo que a diretoria do Santo André abandonou o time, mas os vexames parecem não ter fim. Em 2018 a equipe terminou o Campeonato Paulista na última colocação, com uma mísera vitória. Mal começou 2019 e a equipe de juniores foi eliminada da Copa São Paulo com um ponto só (Esportes, dia 11). Enquanto muitas equipes brigam para conseguir vaga neste torneio, atravessam o País para poder jogar, muitas vezes até times de fora vêm para a competição, o Santo André coloca o time para treinar em campo de várzea (dia 4), colocando jogadores e comissão técnica em barca furada. Isso porque os três jogos foram disputados a exatos 23 quilômetros da sede do Santo André. Não entendo alguns torcedores históricos, que parecem ter desistido de ter time para torcer. Ficam comemorando as conquistas do passado, mas não se manifestam contra as tragédias do presente. Quem gosta do Ramalhão que se manifeste agora. Na atual situação o time não dura mais cinco anos. Vai cair para a Série A-3, para a Série B (Segundona) e, aí, vai pedir licença à Federação.
Donizete A. Souza
Ribeirão Pires 

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