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Infratores ambientais aprendem no Estoril

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Desde o ano de 2017 são aplicadas medidas socioeducativas para substituir multas


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

14/01/2019 | 07:00


No Parque Estoril de São Bernardo são aplicadas, desde 2017, medidas socioeducativas a infratores que cometeram crimes administrativos contra o patrimônio e o meio ambiente. A ação, criada com o intuito de desenvolver sentimento de pertencimento à natureza, propiciou o plantio de 2.384 mudas só no ano passado e a abertura de mais 364 berços para futuros plantios.

O espaço – inserido em área de conservação ambiental, que une Mata Atlântica, Represa Billings e fauna silvestre – já recebeu 13 pessoas que cometeram irregularidades contra o meio ambiente para realização de algumas atividades socioambientais. Estão entre esses crimes as pichações, enquadradas na Lei Parede Limpa, de março de 2017, e também a manutenção de animais silvestres em cativeiro.

No fim do programa, muitos se arrependem do que fizeram, Esse é o caso de Felipe (nome fictício), 19 anos, que pichou muro na comunidade do DER, em São Bernardo, junto com grupo de amigos e foi flagrado pelas câmeras de monitoramento da Administração. A multa, destinada ao pai do jovem, foi de R$ 8.000. Por falta de condições financeiras, Felipe foi obrigado a pagar a dívida administrativa com o plantio. O trabalho terminou na quarta-feira, após o cumprimento de 302 horas de trabalho.

“Foram três meses, seis horas por dia, todos os dias vindo plantar. Quero fazer faculdade de Engenharia Eletrônica um dia e é uma vergonha estar aqui enquanto poderia estar estudando. A atividade, pelo menos, serviu para aprender”, reconheceu o jovem. Ele afirma que pichar corresponde a um tipo de manifestação. “É nossa forma de mostrar revolta contra o sistema do País. Porém, não vou voltar para essa vida. Infelizmente, pichar é como droga, vicia.”

Já Fernanda (nome fictício), 34, cumpre a ‘pena’ no lugar do filho de 16 anos. Ele também foi flagrado pelas câmeras da cidade enquanto pichava muro de escola de Educação Infantil, em São Bernardo, junto de um grupo de amigos. Atualmente, Fernanda mora em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Técnica de enfermagem, ela só consegue cumprir a medida socioeducativa uma vez por semana.

A multa no nosso caso foi de R$ 6.580 ou 320 horas de trabalho a serem cumpridos. “Vai demorar para terminar, mas serviu para que meu filho veja que o que ele fez acarretou em graves consequências. Poderia esperar que ele completasse 18 anos para que fosse responsabilizado, mas tem prazo para pagar essa multa. Então vim. E, no fim, gostei. Trabalhar com plantas serve como terapia”, afirma. 



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Infratores ambientais aprendem no Estoril

Desde o ano de 2017 são aplicadas medidas socioeducativas para substituir multas

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

14/01/2019 | 07:00


No Parque Estoril de São Bernardo são aplicadas, desde 2017, medidas socioeducativas a infratores que cometeram crimes administrativos contra o patrimônio e o meio ambiente. A ação, criada com o intuito de desenvolver sentimento de pertencimento à natureza, propiciou o plantio de 2.384 mudas só no ano passado e a abertura de mais 364 berços para futuros plantios.

O espaço – inserido em área de conservação ambiental, que une Mata Atlântica, Represa Billings e fauna silvestre – já recebeu 13 pessoas que cometeram irregularidades contra o meio ambiente para realização de algumas atividades socioambientais. Estão entre esses crimes as pichações, enquadradas na Lei Parede Limpa, de março de 2017, e também a manutenção de animais silvestres em cativeiro.

No fim do programa, muitos se arrependem do que fizeram, Esse é o caso de Felipe (nome fictício), 19 anos, que pichou muro na comunidade do DER, em São Bernardo, junto com grupo de amigos e foi flagrado pelas câmeras de monitoramento da Administração. A multa, destinada ao pai do jovem, foi de R$ 8.000. Por falta de condições financeiras, Felipe foi obrigado a pagar a dívida administrativa com o plantio. O trabalho terminou na quarta-feira, após o cumprimento de 302 horas de trabalho.

“Foram três meses, seis horas por dia, todos os dias vindo plantar. Quero fazer faculdade de Engenharia Eletrônica um dia e é uma vergonha estar aqui enquanto poderia estar estudando. A atividade, pelo menos, serviu para aprender”, reconheceu o jovem. Ele afirma que pichar corresponde a um tipo de manifestação. “É nossa forma de mostrar revolta contra o sistema do País. Porém, não vou voltar para essa vida. Infelizmente, pichar é como droga, vicia.”

Já Fernanda (nome fictício), 34, cumpre a ‘pena’ no lugar do filho de 16 anos. Ele também foi flagrado pelas câmeras da cidade enquanto pichava muro de escola de Educação Infantil, em São Bernardo, junto de um grupo de amigos. Atualmente, Fernanda mora em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Técnica de enfermagem, ela só consegue cumprir a medida socioeducativa uma vez por semana.

A multa no nosso caso foi de R$ 6.580 ou 320 horas de trabalho a serem cumpridos. “Vai demorar para terminar, mas serviu para que meu filho veja que o que ele fez acarretou em graves consequências. Poderia esperar que ele completasse 18 anos para que fosse responsabilizado, mas tem prazo para pagar essa multa. Então vim. E, no fim, gostei. Trabalhar com plantas serve como terapia”, afirma. 

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