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Paralisação do governo americano bate recorde histórico e chega ao 22º dia



12/01/2019 | 08:25


A paralisação parcial do governo americano bateu recorde histórico neste sábado, 12, ao chegar ao 22º dia sem solução. O impasse se deve a exigências da Casa Branca para a liberação de US$ 5,7 bilhões do orçamento para a construção de um muro na fronteira com o México. A maioria da Câmara dos Representantes, hoje liderada pelos democratas, rejeita a proposta.

O "shutdown" de várias agências federais deixou 800 mil servidores sem salários na sexta, 11. Cerca de 420 mil funcionários trabalham de graça durante a paralisação enquanto os demais são forçados a se afastarem de suas funções em uma licença sem salário. Em razão disso, muitos serviços do governo seguem funcionando abaixo da capacidade ou precisaram fechar as portas até a aprovação do novo orçamento.

Ao chegar ao 22º dia, o impasse entre Trump e os democratas na Câmara bate o recorde antes registrado pela gestão de Bill Clinton entre 1995 e 1996, que paralisou o governo por 21 dias consecutivos. O governo Barack Obama, que antecedeu Trump na Casa Branca, também passou por um situação semelhante que durou 16 dias em 2013.

Sem soluções à frente, Trump reafirmou a possibilidade de declarar emergência nacional para financiar o muro de forma excepcional, sem a aprovação do Congresso. O montante seria realocado de fundos destinados para atuação em desastres naturais, como tufões e incêndios. A proposta, no entanto, não foi bem recebida. Na sexta, a Casa Branca recuou e disse que, apesar de não descartar a opção, não vai realizar a manobra por preferir chegar a um acordo com os democratas.

A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, que lidera a oposição ao muro na fronteira, afirmou que o impasse na verdade é uma cortina de fumaça para distrair a população sobre os erros da Casa Branca e as investigações do procurador especial Robert Mueller sobre as interferências russas.

"Isso não se trata de um muro entre o México e os Estados Unidos. É um muro entre as falhas dele e da sua administração", disse Pelosi. "Isso é uma grande distração e ele é o mestre da distração."

Os democratas aprovaram uma medidas orçamentárias para reabrir o governo sem os fundos para a construção do muro, mas a proposta deverá morrer no Senado, ainda controlado por maioria republicana. Mesmo se aprovado pelo Congresso, Trump afirmou que rejeitará todos os projetos que não incluam os US$ 5 bilhões para sua obra na fronteira.

Na última terça, 8, Trump fez um pronunciamento em rede nacional para pedir a aprovação das verbas para o muro. Segundo o presidente, os Estados Unidos enfrentam uma "crescente crise humanitária na fronteira" e é preciso romper com o ciclo de imigração ilegal no país. Em resposta, os democratas acusaram o republicano de usar os americanos como "reféns" em sua disputa com o Congresso pelo orçamento fiscal.



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Paralisação do governo americano bate recorde histórico e chega ao 22º dia


12/01/2019 | 08:25


A paralisação parcial do governo americano bateu recorde histórico neste sábado, 12, ao chegar ao 22º dia sem solução. O impasse se deve a exigências da Casa Branca para a liberação de US$ 5,7 bilhões do orçamento para a construção de um muro na fronteira com o México. A maioria da Câmara dos Representantes, hoje liderada pelos democratas, rejeita a proposta.

O "shutdown" de várias agências federais deixou 800 mil servidores sem salários na sexta, 11. Cerca de 420 mil funcionários trabalham de graça durante a paralisação enquanto os demais são forçados a se afastarem de suas funções em uma licença sem salário. Em razão disso, muitos serviços do governo seguem funcionando abaixo da capacidade ou precisaram fechar as portas até a aprovação do novo orçamento.

Ao chegar ao 22º dia, o impasse entre Trump e os democratas na Câmara bate o recorde antes registrado pela gestão de Bill Clinton entre 1995 e 1996, que paralisou o governo por 21 dias consecutivos. O governo Barack Obama, que antecedeu Trump na Casa Branca, também passou por um situação semelhante que durou 16 dias em 2013.

Sem soluções à frente, Trump reafirmou a possibilidade de declarar emergência nacional para financiar o muro de forma excepcional, sem a aprovação do Congresso. O montante seria realocado de fundos destinados para atuação em desastres naturais, como tufões e incêndios. A proposta, no entanto, não foi bem recebida. Na sexta, a Casa Branca recuou e disse que, apesar de não descartar a opção, não vai realizar a manobra por preferir chegar a um acordo com os democratas.

A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, que lidera a oposição ao muro na fronteira, afirmou que o impasse na verdade é uma cortina de fumaça para distrair a população sobre os erros da Casa Branca e as investigações do procurador especial Robert Mueller sobre as interferências russas.

"Isso não se trata de um muro entre o México e os Estados Unidos. É um muro entre as falhas dele e da sua administração", disse Pelosi. "Isso é uma grande distração e ele é o mestre da distração."

Os democratas aprovaram uma medidas orçamentárias para reabrir o governo sem os fundos para a construção do muro, mas a proposta deverá morrer no Senado, ainda controlado por maioria republicana. Mesmo se aprovado pelo Congresso, Trump afirmou que rejeitará todos os projetos que não incluam os US$ 5 bilhões para sua obra na fronteira.

Na última terça, 8, Trump fez um pronunciamento em rede nacional para pedir a aprovação das verbas para o muro. Segundo o presidente, os Estados Unidos enfrentam uma "crescente crise humanitária na fronteira" e é preciso romper com o ciclo de imigração ilegal no país. Em resposta, os democratas acusaram o republicano de usar os americanos como "reféns" em sua disputa com o Congresso pelo orçamento fiscal.

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