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População ainda sofre efeitos da saída de médicos cubanos

Dificuldade de reposição das vagas no Mais Médicos causa demora para marcação de consultas e problemas nas trocas de receitas na região


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

12/01/2019 | 07:00


 O período de substituição dos profissionais cubanos no Programa Mais Médicos já perdura quase dois meses, no entanto, ainda faltam ser preenchidos cinco postos na região: em Santo André (um), São Bernardo (dois), Mauá (um) e Ribeirão Pires (um). A dificuldade em atrair os médicos tem causado transtornos à população, principalmente em relação à demora para o agendamento de consultas e dificuldade para a troca de receitas e retirada de medicamentos.

O prazo para que os profissionais cadastrados no segundo edital do Ministério da Saúde se apresentassem aos municípios escolhidos terminou na quinta-feira. No total, a região perdeu 81 médicos cubanos, mas só 77 vagas foram abertas pela União para reposição. Destas, 72 foram ocupadas.

No entanto, a equipe do Diário percorreu UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da região e constatou que nem todos os médicos que se apresentaram aos municípios iniciaram os atendimentos. Exemplo é a lacuna que ainda existe na unidade de Saúde do Jardim Zaíra 2, em Mauá, onde a população se diz “abandonada”. Funcionária do local informou que, na próxima semana, devem chegar quatro profissionais para substituição dos cubanos, no entanto, uma vaga ainda não foi preenchida.

Desempregada, Maria do Carmo, 52 anos, diz que não há médicos para atendimento. “Também não estão marcando consulta. A gente chega aqui e dizem que não tem agenda. É um descaso com a população.”

A fiscal Jucinaide Ferreira, 28, tenta agendar data com o ginecologista há pelo menos 15 dias. “Hoje (ontem) voltei para marcar a consulta e me pediram para vir na próxima quarta-feira para ver se já tem agenda disponível. Isso é um absurdo.”

A UBS Santa Cruz, em São Bernardo, também é alvo de reclamações da população. A dona de casa Talita Santan, 19, disse que a saída dos cubanos deixou a unidade em estado de “caos”. O equipamento aguarda o início dos trabalhos de dois profissionais.

A dificuldade com a retirada de medicamentos é outro problema. “Se trazemos receita dada pelos médicos cubanos, dizem que não vale mais e não conseguimos pegar medicamento. Mas não há profissional para trocar ou validar o pedido. Fica difícil manter a saúde”, denunciou Talita.

São Caetano não é contemplada pelo programa e Rio Grande da Serra está em tratativas com o Ministério da Saúde para retornar ao Mais Médicos.

 

NO BRASIL

Mais de 1.400 vagas deixadas pelos cubanos no Programa Mais Médicos não foram preenchidas por profissionais brasileiros, mostra balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde.

 



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População ainda sofre efeitos da saída de médicos cubanos

Dificuldade de reposição das vagas no Mais Médicos causa demora para marcação de consultas e problemas nas trocas de receitas na região

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

12/01/2019 | 07:00


 O período de substituição dos profissionais cubanos no Programa Mais Médicos já perdura quase dois meses, no entanto, ainda faltam ser preenchidos cinco postos na região: em Santo André (um), São Bernardo (dois), Mauá (um) e Ribeirão Pires (um). A dificuldade em atrair os médicos tem causado transtornos à população, principalmente em relação à demora para o agendamento de consultas e dificuldade para a troca de receitas e retirada de medicamentos.

O prazo para que os profissionais cadastrados no segundo edital do Ministério da Saúde se apresentassem aos municípios escolhidos terminou na quinta-feira. No total, a região perdeu 81 médicos cubanos, mas só 77 vagas foram abertas pela União para reposição. Destas, 72 foram ocupadas.

No entanto, a equipe do Diário percorreu UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da região e constatou que nem todos os médicos que se apresentaram aos municípios iniciaram os atendimentos. Exemplo é a lacuna que ainda existe na unidade de Saúde do Jardim Zaíra 2, em Mauá, onde a população se diz “abandonada”. Funcionária do local informou que, na próxima semana, devem chegar quatro profissionais para substituição dos cubanos, no entanto, uma vaga ainda não foi preenchida.

Desempregada, Maria do Carmo, 52 anos, diz que não há médicos para atendimento. “Também não estão marcando consulta. A gente chega aqui e dizem que não tem agenda. É um descaso com a população.”

A fiscal Jucinaide Ferreira, 28, tenta agendar data com o ginecologista há pelo menos 15 dias. “Hoje (ontem) voltei para marcar a consulta e me pediram para vir na próxima quarta-feira para ver se já tem agenda disponível. Isso é um absurdo.”

A UBS Santa Cruz, em São Bernardo, também é alvo de reclamações da população. A dona de casa Talita Santan, 19, disse que a saída dos cubanos deixou a unidade em estado de “caos”. O equipamento aguarda o início dos trabalhos de dois profissionais.

A dificuldade com a retirada de medicamentos é outro problema. “Se trazemos receita dada pelos médicos cubanos, dizem que não vale mais e não conseguimos pegar medicamento. Mas não há profissional para trocar ou validar o pedido. Fica difícil manter a saúde”, denunciou Talita.

São Caetano não é contemplada pelo programa e Rio Grande da Serra está em tratativas com o Ministério da Saúde para retornar ao Mais Médicos.

 

NO BRASIL

Mais de 1.400 vagas deixadas pelos cubanos no Programa Mais Médicos não foram preenchidas por profissionais brasileiros, mostra balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde.

 

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