Fechar
Publicidade

Domingo, 16 de Junho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Epidemiologista será confirmado como diretor do departamento de HIV/Aids



11/01/2019 | 20:56


O epidemiologista Gerson Pereira ficará à frente do departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais. Atualmente diretor substituto, ele vai ocupar o posto de Adele Benzaken, que já foi comunicada da exoneração. A saída da médica foi antecipada nesta quinta-feira, 10, pelo Estado.

Pereira é apresentado como um profissional que dará continuidade às políticas públicas conduzidas no departamento, sobretudo para populações vulneráveis. A mensagem tem como objetivo acalmar os ânimos da sociedade civil e afastar a ideia de que haverá ruptura na condução dos trabalhos no departamento. Organizações não-governamentais receavam que, com a mudança na direção, medidas de prevenção, sobretudo para populações mais vulneráveis, estariam sob risco.

Pereira é servidor do Ministério da Saúde. Entre as prioridades da sua gestão está melhorar a vigilância da tuberculose em pacientes com HIV/Aids para reduzir a mortalidade. Há também a intenção de reforçar a atenção a pacientes com hepatites.

A exoneração de Adele foi determinada uma semana depois de o Ministério da Saúde tirar da página da internet uma cartilha voltada para homens trans. O material, lançado há seis meses, também foi impresso e distribuído para os serviços de atenção a esse público - pessoas que ao nascer foram consideradas como do gênero feminino mas se reconhecem como do gênero masculino. A cartilha traz informações para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e dados sobre direitos da população trans no SUS.

A retirada do material da página do Ministério da Saúde foi antecipada pelo Estado. A justificativa da pasta era de que o material trazia "falhas", como um esquema do pump - o uso de uma seringa invertida para aumentar o tamanho do clitóris, uma prática controversa e que pode trazer riscos de lesões e infecções.

A cartilha foi um dos temas discutidos durante a conversa que definiu sua saída da equipe. O Ministério da Saúde afirmou que Adele teria sido convidada a continuar contribuindo no departamento.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Epidemiologista será confirmado como diretor do departamento de HIV/Aids


11/01/2019 | 20:56


O epidemiologista Gerson Pereira ficará à frente do departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais. Atualmente diretor substituto, ele vai ocupar o posto de Adele Benzaken, que já foi comunicada da exoneração. A saída da médica foi antecipada nesta quinta-feira, 10, pelo Estado.

Pereira é apresentado como um profissional que dará continuidade às políticas públicas conduzidas no departamento, sobretudo para populações vulneráveis. A mensagem tem como objetivo acalmar os ânimos da sociedade civil e afastar a ideia de que haverá ruptura na condução dos trabalhos no departamento. Organizações não-governamentais receavam que, com a mudança na direção, medidas de prevenção, sobretudo para populações mais vulneráveis, estariam sob risco.

Pereira é servidor do Ministério da Saúde. Entre as prioridades da sua gestão está melhorar a vigilância da tuberculose em pacientes com HIV/Aids para reduzir a mortalidade. Há também a intenção de reforçar a atenção a pacientes com hepatites.

A exoneração de Adele foi determinada uma semana depois de o Ministério da Saúde tirar da página da internet uma cartilha voltada para homens trans. O material, lançado há seis meses, também foi impresso e distribuído para os serviços de atenção a esse público - pessoas que ao nascer foram consideradas como do gênero feminino mas se reconhecem como do gênero masculino. A cartilha traz informações para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e dados sobre direitos da população trans no SUS.

A retirada do material da página do Ministério da Saúde foi antecipada pelo Estado. A justificativa da pasta era de que o material trazia "falhas", como um esquema do pump - o uso de uma seringa invertida para aumentar o tamanho do clitóris, uma prática controversa e que pode trazer riscos de lesões e infecções.

A cartilha foi um dos temas discutidos durante a conversa que definiu sua saída da equipe. O Ministério da Saúde afirmou que Adele teria sido convidada a continuar contribuindo no departamento.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;