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Em média, 18 raios atingem o solo do Grande ABC por dia

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No ano passado, foram registradas 6.620 descargas elétricas de alta intensidade


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

12/01/2019 | 07:00


Municípios do Grande ABC registraram, juntos, média de 18 quedas de raios por dia no ano passado. No período, foram 6.620 descargas elétricas de grande intensidade entre as sete cidades, de acordo com o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Embora a incidência de raios tenha recuado 24% na comparação com 2017, quando foram contabilizados 8.730 raios – média de 23 ao dia –, a região segue entre as áreas classificadas como de frequência muito alta para o fenômeno natural no Estado de São Paulo.

São Bernardo aparece no topo da lista entre as cidades do Grande ABC que tiveram maior incidência de raios em 2018. Foram 2.200 descargas no solo, com 11,3 ocorrências por quilômetro quadrado. Na sequência vem Santo André, com 1.830 raios (14,5 por quilômetro quadrado). O dado pode estar associado à urbanização das cidades, segundo o professor do IEE (Instituto de Energia e Ambiente), da USP (Universidade de São Paulo), Alexandre Piantini.

“Devido ao grande número de prédios nestas áreas, existe dificuldade de circulação do ar. Junto a isso, temos ainda índice alto de veículos circulando, o que aumenta a poluição, e a existência de ilhas de calor, o que faz com que o ar fique mais propenso a instabilidades e tempestades”, afirma.

A urbanização somada ao baixo território do município têm sido vilãs para São Caetano. Nos últimos 12 meses foi observada queda de 300 raios, ou seja, 19,7 por quilômetro quadrado – o maior índice da região. Diadema surge na sequência, com 200 raios para o solo.

No entanto, tendo em vista a aleatoriedade das tempestades dentro da Região Metropolitana de São Paulo, Piantini observa que territórios pequenos podem ter como ponto negativo a alta presença de áreas abertas com vegetação. Neste cenário se enquadram três cidades que, juntas, tiveram 2.090 descargas elétricas: Mauá (1.020), Ribeirão Pires (830) e Rio Grande da Serra (240). “São locais que possuem assentamentos altos com vegetação no entorno, o que desencadeia este fenômeno”, revela.

 

CUIDADOS

Apesar de não ser possível evitar a incidência de raios, a população pode se prevenir, conforme explica o especialista. “É importante frisar que campos abertos são áreas de risco, assim como pontos elevados. Por isso, as pessoas devem procurar locais fechados”, observa Piantini (veja arte ao lado).

Outras recomendações são: não ficar em locais abertos, no mar ou em piscinas durante as tempestades e não se proteger embaixo de árvores. Dentro de casa, a dica é evitar usar telefone com fio ou qualquer equipamento elétrico. Piantini destaca que um raio pode ter corrente de energia que varia de 2.000 a 20 mil amperes. “É um volume 200 vezes maior do que uma lâmpada de 100 watts.”

 



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Em média, 18 raios atingem o solo do Grande ABC por dia

No ano passado, foram registradas 6.620 descargas elétricas de alta intensidade

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

12/01/2019 | 07:00


Municípios do Grande ABC registraram, juntos, média de 18 quedas de raios por dia no ano passado. No período, foram 6.620 descargas elétricas de grande intensidade entre as sete cidades, de acordo com o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Embora a incidência de raios tenha recuado 24% na comparação com 2017, quando foram contabilizados 8.730 raios – média de 23 ao dia –, a região segue entre as áreas classificadas como de frequência muito alta para o fenômeno natural no Estado de São Paulo.

São Bernardo aparece no topo da lista entre as cidades do Grande ABC que tiveram maior incidência de raios em 2018. Foram 2.200 descargas no solo, com 11,3 ocorrências por quilômetro quadrado. Na sequência vem Santo André, com 1.830 raios (14,5 por quilômetro quadrado). O dado pode estar associado à urbanização das cidades, segundo o professor do IEE (Instituto de Energia e Ambiente), da USP (Universidade de São Paulo), Alexandre Piantini.

“Devido ao grande número de prédios nestas áreas, existe dificuldade de circulação do ar. Junto a isso, temos ainda índice alto de veículos circulando, o que aumenta a poluição, e a existência de ilhas de calor, o que faz com que o ar fique mais propenso a instabilidades e tempestades”, afirma.

A urbanização somada ao baixo território do município têm sido vilãs para São Caetano. Nos últimos 12 meses foi observada queda de 300 raios, ou seja, 19,7 por quilômetro quadrado – o maior índice da região. Diadema surge na sequência, com 200 raios para o solo.

No entanto, tendo em vista a aleatoriedade das tempestades dentro da Região Metropolitana de São Paulo, Piantini observa que territórios pequenos podem ter como ponto negativo a alta presença de áreas abertas com vegetação. Neste cenário se enquadram três cidades que, juntas, tiveram 2.090 descargas elétricas: Mauá (1.020), Ribeirão Pires (830) e Rio Grande da Serra (240). “São locais que possuem assentamentos altos com vegetação no entorno, o que desencadeia este fenômeno”, revela.

 

CUIDADOS

Apesar de não ser possível evitar a incidência de raios, a população pode se prevenir, conforme explica o especialista. “É importante frisar que campos abertos são áreas de risco, assim como pontos elevados. Por isso, as pessoas devem procurar locais fechados”, observa Piantini (veja arte ao lado).

Outras recomendações são: não ficar em locais abertos, no mar ou em piscinas durante as tempestades e não se proteger embaixo de árvores. Dentro de casa, a dica é evitar usar telefone com fio ou qualquer equipamento elétrico. Piantini destaca que um raio pode ter corrente de energia que varia de 2.000 a 20 mil amperes. “É um volume 200 vezes maior do que uma lâmpada de 100 watts.”

 

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